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Ensino e Educação

#UFPR105anos – Marina de Almeida: “A gente nunca aprende tanto como quando ensina”

Dafne Salvador     28 de maio de 2018 - 17h09

Acompanhe a série de perfis dos homenageados na celebração dos 105 anos da Universidade Federal do Paraná

A portuguesa Marina Isabel Mateus de Almeida chegou ao Brasil na adolescência. Anos depois, levada por sua paixão pelos animais, tornou-se médica veterinária. Mas foi como coordenadora da área de educação a distância que essa professora, hoje aposentada, ficou mais conhecida na UFPR. Seu trabalho contribuiu para tornar a universidade uma referência nacional na área, e fez com que Marina fosse uma das homenageadas na celebração dos 105 anos da universidade.

Marina de Almeida formou-se em Medicina Veterinária na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Mas o mesmo amor que a levou a escolher o curso acabou afastando-a da profissão. “Para ser um profissional da área é preciso ter um distanciamento em relação ao paciente – e eu não conseguia. Acabava me envolvendo emocionalmente com os animais”, lembra. Ainda clinicando, Marina cursou o mestrado em Melhoramento Animal, que reforçou o fascínio por genética, nutrido desde a graduação. Fez doutorado e tornou-se professora e pesquisadora:

“Eu descobri que gostava muito de ensinar quando, ainda como aluna, comecei a atuar como monitora, na graduação. Para mim isso foi uma descoberta, porque quando entrei na universidade eu jamais pensei que viria a ser professora. Eu me descobri no magistério”, conta.

Marina transferiu-se para Curitiba em 1992. “Eu conheci a cidade e me encantei. Conheci a UFPR e decidi que eu queria vir para cá””, relembra. No mesmo ano ela ingressou no Departamento de Genética, como professora do quadro efetivo, e permaneceu na UFPR até aposentar-se, em 2012. Foram 20 anos dedicados ao ensino, à pesquisa e à extensão.

O legado

Apesar do fascínio por genética, uma das maiores contribuições de Marina para a UFPR está em outro ramo, o da Educação a Distância (EaD):

“O que melhor caracteriza um professor é a vontade de aprender. Mais ainda do que ensinar”, acredita Marina. Foi na sua busca constante por atualização que ela teve contato com a educação a distância – uma modalidade que, ainda que historicamente antiga, no Brasil é recente como ferramenta de educação e ainda não alcançou todo o seu potencial. Marina recorda que ao ter o primeiro contato com essa metodologia de ensino pensou na oportunidade de usá-la como uma ferramenta didática alternativa para compartilhar bagagem didática, melhorar contato com os estudantes e mediar o aprendizado de uma nova maneira.

Após realizar alguns trabalhos relacionados ao antigo Núcleo de Educação a Distância (NEAD), hoje Coordenação de Integração de Políticas de Educação a Distância (Cipead), surgiu o convite, em 2004, para que Marina assumisse a coordenação da unidade:

“Eu assumi com muito receio, uma vez que era uma atividade gerencial e eu não tinha essa preparação. Eu nunca havia assumido um cargo administrativo. Além disso, o NEAD passava por uma reestruturação. Era e foi um desafio muito grande”, conta. Foi a proposta da EaD de democratizar a educação, que pesou na decisão de aceitar o desafio.

Marina Isabel Mateus de Almeida recebe a homenagem do reitor Ricardo Marcelo Fonseca e da vice-reitora Graciela Bolzón de Muniz. Foto: Marcos Solivan – Sucom/UFPR

Nesse período a UFPR começou a ampliar sua atuação na EaD e firmar parcerias que perduram até hoje, como com a Universidade Aberta do Brasil (UAB), que intermediam os dois cursos de graduação oferecidos na modalidade a distância na UFPR.

“Foi um trabalho difícil, mas possível porque nossa equipe era muito dedicada. É uma coisa da qual temos orgulho. Foi um trabalho danado de bem feito. Nós viramos referência nacional e passamos, inclusive, a dar consultoria e fazer capacitação de outras instituições”, relata Marina.

Além do reconhecimento pelo trabalho gerencial com objetivo pedagógico, Marina conta que era realizador ver estudantes que nunca haviam estado nas estruturas físicas da UFPR formando-se como alunos da mais antiga universidade do País e sentindo orgulho de pertencer à nossa comunidade acadêmica.

“Se há uma coisa que eu devo à UFPR, que ajudou a me moldar como indivíduo, é a capacidade de crescer, de aprender. Cheguei na Universidade me considerando uma profissional pronta, com mestrado, doutorado. Mas aprendi muito mais aqui do que em qualquer outra instituição, pelas experiências que passei. A gente nunca aprende tanto como quando ensina”, afirma.

A EaD na UFPR

O Brasil é um país extenso e as universidades não conseguem alcançar, fisicamente, todas as regiões. Os recursos e metodologias utilizados pela EaD permitem romper essas fronteiras e democratizar o acesso à educação. Dessa maneira, a EaD contribui para reduzir as disparidades.

A UFPR é uma das pioneiras no Brasil na adoção da educação a distância como prática de ensino e aprendizagem. Já em 2000 a instituição dava início aos trabalhos de implementação de metodologias que visavam complementar a formação presencial, ou democratizar o ensino à regiões em que a estrutura física da universidade não estava presente. Hoje a UFPR oferece cursos de graduação, pós-graduação, formação e capacitação para servidores e apoio aos cursos presenciais por meio de recursos viabilizados pelo sistema EaD.

Por Dafne Salvador


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