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#UFPR105anos – De técnica de laboratório a técnica esportiva: a trajetória de Rosângela Fernandes em 33 anos de UFPR

Superintendência de Comunicação Social     30 de maio de 2018 - 15h27

Acompanhe a série de perfis dos homenageados na celebração dos 105 anos da Universidade Federal do Paraná

Aposentada há dois anos, a técnica-administrativa Rosângela Fernandes dedicou mais de 33 anos de sua vida à Universidade Federal do Paraná (UFPR), período no qual desenvolveu inúmeros projetos e participou de uma série de iniciativas da instituição. E por fazer parte do grupo de pessoas que contribuíram com afinco na realização de seu trabalho para a construção da história da UFPR, ela foi uma das homenageadas na na solenidade de 105 anos da universidade, representando todos os servidores aposentados.

Rosângela ingressou na instituição em 1982, como técnica de laboratório, aos 18 anos de idade. Mas foi já durante a infância que seu caminho cruzou com o da universidade. Vizinha do Campus Agrárias, ela costumava brincar nas dependências do local com os filhos dos funcionários que moravam nas casas ao redor. “O campus era o quintal da nossa casa”, conta.

Talvez pela proximidade com o Hospital Veterinário, seu sonho era ser médica veterinária, apesar de gostar muito e sempre estar envolvida com esporte.“Trabalhei no Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti, em seguida no Laboratório de Parasitologia do Hospital Veterinário e fui passando por diversos setores no hospital como Farmácia e Centro de Pequenos e Grandes Animais, sempre aprendendo”, relembra.

Em 1986 ela finalmente se decidiu por Educação Física e ingressou na graduação, também na UFPR, mas seu trabalho no hospital continuou. Ao se formar, foi convidada por um de seus professores para ser secretária do curso de Pós-Graduação no Departamento de Educação Física. Posteriormente, atuou no Centro de Educação Física e Desporto (CED), onde encerrou sua carreira como coordenadora das equipes representativas da UFPR. Nesta função, ela foi responsável por disseminar o esporte e auxiliar as equipes que levam o nome da instituição.

Foto: Marcos Solivan

“Nós selecionávamos os técnicos para os esportes coletivos e montávamos equipes em condições para representar a universidade nos esportes universitários. Os técnicos tinham que ser alunos de Educação Física e os atletas podiam pertencer a qualquer curso”, explica Rosângela. Essas equipes competem nos jogos universitários paranaenses e brasileiros.

A aposentada revela que a UFPR proporcionou e proporciona a esses jovens que participam da atividade, situações que nunca imaginaram ou teriam condições de realizar por conta. “Proporcionou, por exemplo, que muitos deles viajassem de avião. Esses momentos não têm preço e o legal é que esses meninos sempre vão lembrar desses fatos e nós (os profissionais que trabalharam com eles) vamos estar nessas histórias”.

Para ela, o aluno que pratica esporte, nem que seja por lazer, tem outra qualidade de vida, o seu desempenho no estudo é melhor. “Às vezes os atletas estavam sobrecarregados por sua carga acadêmica e por meio do esporte eles conversavam, desabafavam e descontraíam”.

Ainda na UFPR, Rosângela já trabalhou em bancas de concurso e continua atuando nas bancas especiais; Festival de Inverno – na equipe de infraestrutura –; Feira de Cursos e Profissões; Semana do Servidor e outros eventos. “Eu sempre estive envolvida com eventos e projetos dentro da instituição. Descobri que dentro da Educação Física eu me encontro e me sinto muito bem inserida dentro de eventos. Vivi muitos projetos e experiências que me deram conhecimento técnico. Nessas vivências também conhecemos melhor os alunos. Fui muito feliz na universidade”, afirma.

A experiente educadora física também já jogou representando a UFPR por meio da Associação dos Servidores da UFPR (ASUFEPAR) e fez parte do Coral de Servidores como contralto do maestro Luiz Fernando Melara.

Diversidade e atividade são substantivos que a definem, já que ela não gosta de ficar parada. Já foi árbitra de futebol e de luta olímpica. Por meio da arbitragem na luta conheceu o Brasil inteiro e Michigan, um dos berços do esporte, integrando a delegação brasileira nos jogos universitários dos Estados Unidos.

Foto: Marcos Solivan

Rosângela se aposentou na UFPR, porém seu talento não está sendo desperdiçado, pois ela continua ensinando e passando sua experiência agora na Federação Paranaense de Desportos Universitários (FPDU) – ONG que auxilia na organização do esporte universitário no Paraná. “É muito satisfatório estar com os alunos e com as atléticas. É uma forma de estar perto, de estar por dentro do que está acontecendo, de me atualizar”, revela.

Realizada, a técnica-administrativa aposentada diz que é gratificante fazer parte dessa grande instituição e acredita ter feito seu papel ao dividir um pouco do seu conhecimento com as pessoas que por seu trabalho passaram, além de ter aprendido muito ao longo desses anos. “A UFPR foi minha casa. Essa instituição é muito rica, proporciona muitas coisas e todos os dias estamos aprendendo”, finaliza.

 

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