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Ensino e Educação

UFPR tem três cursos de graduação avaliados com nota máxima pelo MEC

Superintendência de Comunicação Social     6 de abril de 2019 - 4h02

Três cursos de graduação da UFPR receberam nota máxima na avaliação do Ministério da Educação (MEC) esta semana. Letras Libras, Gestão de Turismo e Engenharia Ambiental e Sanitária receberam nota 5, a maior possível. O objetivo da avaliação, feita por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), é atestar a qualidade dos cursos universitários visando reconhecer novos cursos, ou renovar o reconhecimento.

O curso de Letras Libras foi criado em 2015 na UFPR e é um dos poucos no Brasil ofertado em universidade pública. Foto: Sucom-UFPR

O curso de Letras Libras foi criado em 2015 na UFPR e é um dos poucos no Brasil ofertado em universidade pública. Foto: Sucom-UFPR

A existência destes três cursos e sua excelente avaliação pelo MEC atestam  a qualidade do ensino de graduação ofertado pela UFPR e o compromisso de formar profissionais comprometidos com temas ligados diretamente a estes cursos como o meio ambiente, o desenvolvimento regional e a inclusão.

O professor Eduardo Barra, Pró-Reitor de Graduação (Prograd), destacou a parceria entre a pró-reitoria e os cursos, com o apoio institucional para superar as principais dificuldades que atingem as graduações. “Fizemos um esforço muito grande nos últimos dois anos para colocar em ordem a documentação de todos os cursos, mantendo muito bem cuidados os registros nos sistemas do MEC”, explica Barra, destacando os temas da documentação e da permanência estudantil como os prioritários.

“Estes resultados nos orgulham por terem sido obtidos em momentos tão desfavoráveis. Isso significa que a restrição de recursos por que passamos não rompeu o compromisso que nossos coordenadores, professores, estudantes e técnicos-administrativos têm com a qualidade da educação que nós proporcionamos aqui na UFPR”, completou.

Inclusão

O curso de licenciatura em Letras Libras, do Setor de Ciências Humanas e Artes, em Curitiba, iniciou suas atividades em 2015, um dos resultados dos vários avanços desde o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras, em 2002.

A coordenadora, professora Sueli Fernandes, destacou o empenho do curso em relação às demandas da comunidade surda como um ponto central nesta avaliação. “O nosso curso não se constrói apenas na academia, ao arrepio das lutas e da pauta política da comunidade surda que reivindica o reconhecimento político da Libras, uma língua que chegou a ser proibida nas escolas e que agora floresce no século 21”, comenta a professora.

A professora destacou ainda como um diferencial do curso a perspectiva de valorizar a Libras como uma produção cultural das comunidades surdas brasileiras, trazendo essa dimensão para a produção acadêmica. A participação de mais de 50% dos estudantes do curso em atividades de pesquisa e extensão é algo que evidencia este aspecto, assim como o fato de todo o corpo docente ser bilíngue e haver uma reserva de 70% de vagas para surdos no curso, o que permite tanto a formação na língua portuguesa destes alunos, como a imersão dos estudantes ouvintes em Libras, que mais do que um curso universitário passam a ter uma verdadeira vivência com a comunidade surda.

A infraestrutura também foi elogiada pelo MEC, proporcionada pelo programa Viver Sem Limites, no governo Dilma Roussef, o curso promoveu a reforma de suas instalações e é equipado para a produção áudio-visual, meio necessário para a produção de materiais didáticos em língua de sinais, uma área em que o curso da UFPR tem se especializado.

“Toda disciplina do curso, mesmo as de língua portuguesa e de literatura, tem como produto final a produção de um material bilíngue que vai servir para as novas gerações que vão entrando no curso. Então nós temos os TCCs em Libras, papers em Libras, traduções de livros, artigos, apostilas, que são usadas em aula, além da produção de novos materiais”, aponta Fernandes.

Litoral do Paraná em destaque

Criado em 2009, o curso em Gestão de Turismo, do Setor Litoral, em Matinhos, havia recebido a nota 4 na última avaliação. Com egressos focados no desenvolvimento local e habilitados para planejar e gerenciar produtos e serviços sustentáveis na área de Turismo o curso vem buscando melhorar cada vez mais sua qualidade e agora colhe os frutos desse investimento.

O vice-coordenador, professor Marcelo Chemin, destacou a importância da estabilidade das ações institucionais ao longo do tempo para o resultado. O esforço do colegiado no apoio ao desenvolvimento da carreira acadêmica de cada professor do curso, também foi um diferencial.

“Nossa organização didático-pedagógica envolveu a participação de todos, estudantes, técnicos-administrativos e professores, o que contribuiu decisivamente para esta nota”, explicou Chemin, que indicou o aumento na produção acadêmica, o desenvolvimento de projetos de extensão e a participação em eventos nacionais e internacionais como conquistas dessa união que influenciou na avaliação positiva.

Segundo um levantamento do vice-coordenador nas bases do MEC, o curso figura entre os únicos três com avaliação máxima entre os 43 que já foram avaliados.

O curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, do Centro de Estudos do Mar (CEM), em Pontal do Paraná, também recebeu a nota máxima em sua primeira avaliação. Criado em 2015, o curso faz parte de uma expansão das atividades acadêmicas do centro que oferta atualmente 5 cursos de graduação relacionados a atividades marítimas ou costeiras. A coordenadora do curso, professora Sílvia Pedroso Melegari, destaca que apesar das dificuldades, devido ao cenário de restrições por que passam as universidades públicas, a união da comunidade acadêmica do CEM fez a diferença para alcançar o resultado.

“Conseguimos montar e equipar laboratórios didáticos do curso como o Laboratório de Água e Esgoto, o Laboratório de Microbiologia e Ecotoxicologia, o Laboratório de Topografia, entre outros, mas nada disso teria sido concretizado sem a dedicação dos docentes e técnicos-administrativos que estão comprometidos em fazer o melhor pelo curso de Engenharia Ambiental e Sanitária”, relata.

Segundo a professora, outros fatore importantes foram a inserção regional, com 80% dos estudantes sendo provenientes do litoral, e a influência positiva do contexto local. “O CEM tem um histórico muito forte no desenvolvimento de pesquisa e extensão, e esse perfil está sendo incorporado pelos novos cursos”, explicou.

Os egressos do curso podem atuar nas atividades tanto de engenharia ambiental quanto de engenharia sanitarista. Os profissionais podem atuar no planejamento de projetos de saneamento , como drenagem urbana, abastecimento e tratamento de água, gestão de resíduos e controle e planejamento de atividades que interferem no meio ambiente.

Por Rodrigo Choinski


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