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Ensino e Educação

UFPR sedia fórum para discutir formação de professores da educação básica

Superintendência de Comunicação Social     24 de outubro de 2017 - 19h04

Realizado pela primeira vez na UFPR, o Fórum Estadual de Formação de Professores da Educação Básica criou, na sexta-feira (20), uma oportunidade para discutir a principal interação entre instituições superiores de ensino e a educação básica, que é a qualificação de professores. O fórum contou com a presença de representantes de universidades paranaenses e da Secretaria de Estado da Educação (SEED).

Também houve a participação de Marcelo Câmara dos Santos, diretor de Formação de Professores da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Câmara apresentou a visão do Ministério da Educação (MEC) sobre como a formação de docentes será impactada pelas alterações do governo federal na educação básica, que abrange ensino fundamental e médio.

Além de ter anunciado em 2016 a Reforma do Ensino Médio, o governo desenvolveu uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que está sendo analisada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) desde junho. A BNCC reestrutura o ensino básico desde a educação infantil, estabelecendo as prioridades para o processo de aprendizagem em todas as escolas.

Professor de Matemática na Universidade Federal de Pernambuco (UFPR), Câmara participou da elaboração da proposta da BNCC para a disciplina. Uma das defesas do diretor é a de que o ensino da Matemática passe a ter mais relações com o conhecimento que é demandado no dia a dia.

Gílian Barros (dir.), do governo estadual, apresentou ideias para manter novos professores. Foto: Samira Chami Neves/ Sucom

Carreira

A SEED também apresentou iniciativas que tem implementado para garantir a permanência dos professores na carreira. A coordenadora de Articulação Acadêmica da secretaria, Gílian Cristina Barros, a preocupação é principalmente quanto a professores que ingressam no serviço público para sair meses depois — ou seja, suspendem a carreira no início.

De acordo com Gílian, a SEDD está desenhando um modelo de cooperação entre professores mais antigos e os recém-ingressos. A ideia é que o professor que ainda está em estágio probatório — período que dura três anos — conheça outros ambientes além da escola onde está lotado e tenha suas dúvidas respondidas por um colega mais experiente.

Um dos modelos em estudos é o de discussão “em rede”, com fóruns de discussão na internet. “Hoje a SEED tem programas de formação continuada que atendem à carreira do professor, mas nossa intenção é começar a pensar no acompanhamento dos estagiários [professores em estágio probatório] como uma parte da carreira dos professores mais experientes”, disse.

A visão é de que o diálogo mais próximo entre os pares em níveis diferentes da carreira traria mais acolhimento e melhor acompanhamento para o professor recém-chegado, que muitas vezes sai diretamente da faculdade para as escolas.

Aproximação com universidade

Com isso, a chefe do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, Selma Camargo Meira, defendeu que uma inter-relação mais próxima entre universidade e escolas traria resultados mais significativos para a formação de professores.

“A ideia é que a escola seja um centro de formação”, avaliou. “A formação centrada no ambiente escolar traz muito mais aplicabilidade do que os cursos externos. Temos que amadurecer mais isso e buscar mais as universidades nas ações da SEED”.

Fora a UFPR, outras 13 universidades foram representadas no fórum. O reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destacou que a universidade tem um papel importante na articulação da educação com as outras esferas de ensino, “dialogando, articulando e contribuindo principalmente na formação de professores”.

Por Camille Bropp Cardoso e Dafne Salvador