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UFPR integra Plano Nacional para Conservação de Cetáceos Marinhos Ameaçados de Extinção

Superintendência de Comunicação Social     12 de agosto de 2019 - 11h56

A Universidade Federal do Paraná participou diretamente da elaboração do Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação de Cetáceos Marinhos Ameaçados de Extinção, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Publicada no Diário Oficial no dia sete de agosto, a política pública de diretrizes nacionais para espécies ameaçadas de golfinhos e baleias terá vigência de cinco anos.

Além de contribuir para a elaboração do Plano, a UFPR também integra o grupo de assessoramento técnico que buscará a efetivação de tais políticas públicas. A pesquisadora e bióloga Camila Domit representa a Universidade Federal do Paraná e as instituições de pesquisa e ensino do Brasil, como parte do comitê do PAN.

O ICMBio também aprovou, na mesma data, os Planos para Conservação de Espécies de Peixes e Eglas Ameaçados de Extinção da Mata Atlântica eu Plano para Conservação de Espécies de Peixes Ameaçados de Extinção da Amazônia. Ao todo, as políticas contemplam 135 espécies ameaças de extinção.

Foto: Laboratório de Ecologia e Conservação.

PAN Cetáceos Marinhos

O PAN Cetáceos Marinhos contempla sete táxons ameaçados de extinção. O objetivo é melhorar o estado de conservação de cetáceos marinhos (baleias e golfinhos), mitigando os impactos antrópicos e minimizando as ameaças. Foram definidas ações distribuídas em dez objetivos específicos para atingir o objetivo, assim definidos:

I – Redução das capturas acidentais, intencionais e enredamentos de cetáceos marinhos;
II – Promover a disponibilidade das presas preferenciais para os cetáceos marinhos;
III – Promoção da melhoria da sanidade e bem-estar dos cetáceos marinhos;
IV – Minimizar o impacto do lixo marinho sobre os cetáceos marinhos;
V – Diminuição da poluição dos ambientes marinhos e contaminação de cetáceos marinhos;
VI – Redução da ocorrência de colisões de embarcações com cetáceos;
VII – Diminuição e mitigação dos sons antropogênicos identificados como distúrbios sonoros sobre os cetáceos marinhos;
VIII – Criação de mecanismos para conhecer e diminuir o efeito da degradação de habitat sobre cetáceos marinhos;
IX – Monitoramento dos efeitos das mudanças climáticas nas ocorrências e na dinâmica populacional dos cetáceos marinhos; e
X – Fortalecimento de políticas públicas para conservação de cetáceos marinhos. O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) é responsável pela coordenação do PAN.

Com informações do ICMBio