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UFPR garante primeiro e segundo lugar em competição de tecnologia

Superintendência de Comunicação Social     7 de maio de 2020 - 12h42

A pandemia causada pela Covid-19 impõe desafios à sociedade. Nesse cenário, respostas criativas e de baixo custo podem contribuir com a economia e a saúde da população em uma vida pós-coronavírus 

Para propor soluções nas áreas de saúde, economia, cultura e sociedade, 800 estudantes e profissionais participaram do Hack pelo Futuro, evento online promovido pela Superintendência Geral de Inovação do Estado do Paraná entre os dias 20 e 24 de abril. Durante cinco dias, os participantes receberam orientações de especialistas em diferentes áreas, que apontaram os melhores caminhos para colocar em prática as ideias apresentadas. 

Três projetos, dos 124 propostos, foram selecionados pelos avaliadores para concorrer a uma participação no Programa de Aceleração do Founder Institute Brazil, com sede no Vale do Silício. Dois deles, o primeiro e o segundo colocados, foram idealizados por estudantes e professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Incentivo à higienização das mãos 

projeto vencedor foi da equipe Nota 10, que desenvolveu uma ferramenta de incentivo e promoção à higienização de mãosdispositivo associa um dispensador elétrico de álcool em gel a uma fechadura eletrônica. Quando uma pessoa aciona o dispensadora porta é destravada.  

A porta se abre após o acionamento do dispensador de álcool em gel, devido à ligação com a fechadura eletrônica. Arte: Juliana Barbosa

A criação do aparelho faz parte do trabalho de conclusão de curso de Isadora Busto Silva, estudante de medicina da UFPR. Ela e o professor Eduardo Novak, do Departamento de Medicina Forense e Psiquiatria, realizam estudos sobre o impacto da ferramenta, da sua implantação em hospitais e os trâmites para aplicação do sistema. O estudante de engenharia elétrica da UFPR Jhonatan Wagner Rigo Gonçalves desenvolveu a placa que liga o dispenser de álcool à fechadura eletrônica. Ketlin Caetano, estudante de enfermagem da Unifacearfez a divulgação e aplicação de questionários para profissionais de saúde.  

Novak realizou um teste do dispositivo no Hospital Cajuru, com sucesso. O próximo passo será a implantação do equipamento na UTI do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR. Isadora fará análises das mãos dos profissionais que utilizam equipamento, para verificar quais microrganismos deixariam de entrar na UTI por meio das condições estabelecidas pela equipe. 

A higienização de mãos ganhou ainda mais relevância após a pandemia. Com isso, a equipe vislumbra outras aplicações. A partir da aceleração, será possível viabilizar a comercialização do dispositivpara hospitais, restaurantes, comércios, ou qualquer lugar que queira ampliar a antissepsia”, destaca Isadora Silva. 

Remédio Já 

O segundo lugar é de um grupo de alunos de farmácia da UFPR – o time Pharma Care. Eles criaram o Remédio aplicativo que ajudará no tratamento de pessoas com doenças crônicas.  A ideia é ativar notificações que lembram ao usuário o horário correto das medicações e a necessidade de comprá-lasO dispositivo utilizará tecnologias de busca do menor preço e das farmácias mais próximas, para possibilitar a compra pelo aplicativo e entrega em casa. 

Os alunos foram orientados professor Wesley Maurício de Souza, do Departamento de Análises Clínicas da UFPR. O projeto teve o apoio do Ciência Para Todos, projeto de extensão da universidade que, entre outras atividades, capacita estudantes para criarem startups. Nos reunimos durante um mês para definir nichos e escolha de público. Apesar de não ter muito conhecimento teórico, desenvolvemos as ideias focados na farmácia clínicapontua a estudante Maria Eduarda Alencar Migliorini. 

Principais ações propostas para o aplicativo Remédio Já. Arte: Juliana Barbosa

Durante o Hack pelo Futuroa equipe recebeu a orientação de Norton Mello, diabético há mais de 40 anosNa opinião da aluna Ana Maria de Melo, a visão de um paciente crônico foi fundamental para a equipe de desenvolvimento. “Como paciente, todo mês ele tem que lembrar de tomar a medicação no horário certo e o gasto que isso acarreta. Com o relato dele, a gente desenvolveu um protótipo”, relata. 

O desenvolvimento do aplicativo ocorrerá com ajuda de alunos dos cursos de Engenharia Elétrica e de Ciência da Computação. A previsão de conclusão é para o mês de dezembro. Além de Ana Maria e Maria Eduarda, fazem parte do time Pharma Care os estudantes Beatriz Fernandes, Fabrício Costa Fanhani, Nicolle Boell Heiden e Nicole Marie de Mello Malkine. 

O projeto Ciência Para Todos, coordenado pelo professor André Bellin Mariano, promove anualmente a Startup Experience. Até o momento, já foram criadas 20 startups a partir de ideias de alunos de diversos cursos da UFPR. “Para nós é uma grande satisfação. Estamos mostrando para os alunos que o conhecimento precisa gerar um benefício para a sociedade, trazer um conforto, uma melhoria. Não é da noite para o dia. É um aprendizado contínuo”, enfatiza Mariano. 

Por João Cubas

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