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UFPR está entre as 25 instituições selecionadas para programa de internacionalização da Capes

Superintendência de Comunicação Social     20 de agosto de 2018 - 17h12

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é uma das 25 instituições brasileiras – e a única do Estado – selecionadas para receber recursos do Capes/Print, programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que vai financiar planos estratégicos de internacionalização da pesquisa e da pós-graduação. O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (20) e, para a UFPR, representa o aval para um projeto desenvolvido ao longo de seis meses, com a participação de professores e pesquisadores de 69 cursos de pós-graduação, sob a coordenação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.

O Programa Institucional de Internacionalização (Print) recebeu propostas de 108 instituições de ensino superior. O edital previa atender até 40 proponentes, mas apenas 25 foram selecionadas num primeiro momento (ainda cabe recurso). Destas, 21 são instituições públicas, a maioria federal. O volume total anunciado de recursos é de R$ 300 milhões anuais, ao longo de quatro anos, começando já em novembro de 2018.

A Capes ainda não divulgou o valor que será destinado a cada instituição selecionada. O plano apresentado pela UFPR contempla 16 projetos, somando R$ 61 milhões. Eles estão divididos em cinco áreas: Biodiversidade e Meio Ambiente; Materiais Avançados: Energias Renováveis e Novas Fontes de Energia; Biociências e Saúde; e Democracia, Cultura e Desenvolvimento.

Os recursos poderão ser aplicados em manutenção de projetos, missões de trabalho no exterior e bolsas no exterior ou no Brasil.

“A aprovação do nosso projeto pela Capes é uma grande notícia, pois vai acelerar um processo que já está em curso na UFPR: a internacionalização como uma proposta institucional. Até recentemente, ela era aleatória, dependente do esforço isolado de um pesquisador ou grupo de pesquisa”, afirma o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Francisco de Assis Mendonça.

Francisco Mendonça: “A aprovação vai acelerar um processo que já está em curso – a internacionalização como uma proposta institucional. Foto: Samira Chami Neves – Sucom/UFPR

Mendonça destaca que hoje não é possível pensar em universidade de ponta sem a possibilidade de compartilhar métodos e informações, de realizar pesquisas complementares e de fazer circular o conhecimento, em interação com instituições no exterior.

Para o diretor da Agência UFPR Internacional, professor André Duarte, a UFPR já colheu resultados positivos do Capes Print mesmo antes da divulgação do resultado: “Durante o processo de elaboração do plano apresentado à Capes, a universidade começou a se conhecer melhor. Nós fizemos um mapeamento amplo e agora sabemos efetivamente quais universidades são nossas principais parceiras, qual o perfil dos projetos, o perfil acadêmico das equipes e as temáticas privilegiadas”.

Áreas selecionadas

O pró-reitor Francisco Mendonça explica que a escolha das áreas incluídas no plano aprovado se baseou no Programa de Desenvolvimento Institucional da universidade, que relaciona as áreas estratégicas para a instituição, e no mapeamento dos programas de pós-graduação. Foram analisados os programas de pós-graduação com notas 6 e 7 (as mais altas na avaliação da Capes), que já possuem um bom grau de internacionalização, e as temáticas mais relevantes nos programas com nota 5. “Com isso, chegamos a um espectro abrangente, que comporta a excelência da pesquisa em diversos campos do conhecimento”, completa André Duarte.

O plano foi submetido a um comitê gestor com 17 integrantes, incluindo professores-pesquisadores da própria UFPR, com excelência reconhecida em suas áreas de conhecimento; representantes da PRPPG e da Agência UFPR Internacional; e cinco pesquisadores estrangeiros, das universidades de Colúmbia, de Lisboa, de Waterloo, da Califórnia e John Innes Centre, do Reino Unido.

Mendonça destaca que, ao contrário de outras universidades, a UFPR optou por elaborar o projeto de forma compartilhada e democrática, e não concentrada na PRPPG. “Tudo isso vem inaugurando na UFPR uma nova cultura, uma forma de produção de conhecimento mais interativa”, afirma.

Para André Duarte, além dos recursos financeiros, o Capes Print permitiu à UFPR se conhecer melhor.

Inovação

Para definir a lista de instituições selecionadas, a Capes levou em conta critérios como relevância, coerência e viabilidade da proposta, capacidade técnica do grupo gestor, a habilidade na escolha das áreas e parcerias estratégicas e o uso de estratégias inovadoras para internacionalização.

No caso da UFPR, inovações desenvolvidas recentemente com vistas à internacionalização mereceram destaque no plano apresentado à Capes. Uma delas é a oferta de disciplinas transversais, uma iniciativa pioneira da PRPPG, iniciada em 2017. São disciplinas que abordam temas comuns aos diferentes programas de pós-graduação, como Escrita Acadêmica em Inglês e Métodos de Pesquisa.

Outra iniciativa inovadora é um programa de capacitação de professores para ministrar disciplinas em inglês. O responsável pelo programa, professor Ron Martinez, conta que ele começou em 2016, mas ganhou amplitude a partir do ano passado, com o apoio institucional da PRPPG.

“Já atendemos 80 professores, que respondem a uma demanda interna dos próprios alunos, interessados em se preparar para experiências no exterior, participação em eventos e acesso à bibliografia em língua inglesa”, conta Martinez. Segundo ele, a intenção agora é aproveitar os recursos do Capes Print para ampliar o programa, ofertando a capacitação na modalidade híbrida, com aulas presenciais e a distância.

Outra iniciativa liderada por Martinez é o Centro de Assessoria de Publicação Acadêmica (Capa), que apóia pesquisadores com o objetivo de ampliar a visibilidade da produção científica da UFPR.

“São ações inovadoras no País, que mostram a seriedade com que a UFPR vem trabalhando no processo de internacionalização, especialmente a partir de 2017”, afirma Martinez.

Para ele, tão importante quanto os recursos do Capes Print é o efeito do programa sobre a comunidade acadêmica. “O programa representa um impulso na conscientização sobre a importância da internacionalização”, afirma.