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UFPR e entidades promovem nesta quinta-feira ato contra ameaça de cortes no orçamento da Capes

Superintendência de Comunicação Social     7 de agosto de 2018 - 10h40

A Universidade Federal do Paraná promove nesta quinta-feira (9), nas escadarias do Prédio Histórico, na Praça Santos Andrade, uma manifestação contra a ameaça de cortes no orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes), responsável pelo pagamento de bolsas de pesquisa no País. O ato “Luto pela ciência, pela universidade pública, pelo futuro” começa às 11 horas.

A manifestação é organizada pela UFPR e pelas entidades representativas de professores, servidores técnico-administrativos e estudantes: Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), Sindicato dos Trabalhdores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Paraná (Sinditest-PR), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e Associação dos Servidores da UFPR (Asufepar).

O objetivo é divulgar para toda a sociedade a importância de se engajar na defesa da manutenção do orçamento da Educação, demonstrando que não se trata de uma questão de interesse exclusivo da pós-graduação ou das universidades públicas.

Basta lembrar, por exemplo, que, caso confirmado, o corte nos valores destinados às bolsas prejudicará a formação de profissionais da educação básica, afetando a médio prazo especialmente as famílias que dependem da escola pública. De acordo com a Capes, são 105 mil bolsistas só nos programas de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e de Residência Pedagógica. Além disso, o corte interromperia também o funcionamento do Sistema Universidade Aberta do Brasil e do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica, afetando mais 245 mil pessoas, entre alunos, bolsistas, professores, tutores, assistentes e coordenadores.

Segundo informou a Capes, o corte orçamentário também levaria à suspensão do pagamento de todos os cerca de 93 mil bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado do país e afetaria a continuidade de praticamente todos os programas de cooperação internacional desenvolvidos pelas universidades públicas federais.

Em pronunciamento gravado na semana passada, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, disse que esta é uma questão que “diz respeito à nação brasileira como um todo e ao tipo de compromisso com o futuro que todos nós queremos construir”.

“Ciência e tecnologia não é assunto só de pessoas com jalecos e que habitam em laboratórios. Estão ligadas àquilo que de mais básico circunda nossas vidas, como as condições para melhorar nossa saúde, para aumentar nossa longevidade, a qualidade de como nós vivemos, melhorar aquilo que comemos, boa parte daquilo que produzimos e consumimos. Mas também como pensamos, como sentimos, como nos organizamos em sociedade, como podemos viver de maneira mais solidária e mais tolerante e com mais respeito aos legados civilizacionais que são nosso patrimônio”, afirmou.

“Golpear os lugares de produção de conhecimento ou deixar de investir na produção da ciência e tecnologia vai causar uma descontinuidade no processo de produção dos saberes que talvez não consigamos recuperar no futuro, ou, o que é ainda pior, vamos causar uma descontinuidade geracional na formação de novos cérebros”, disse o reitor.

Ato “Luto pela ciência, pela universidade pública, pelo futuro”
Data: quinta-feira, 9 de agosto
Horário: 11 horars
Local: escadarias do Prédio Histórico da UFPR – Praça Santos Andrade
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