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UFPR celebra 105 anos, em sessão solene do Coun, fazendo contundente defesa das universidades públicas federais

Superintendência de Comunicação Social     15 de dezembro de 2017 - 11h43

O reitor Ricardo Marcelo: “Chegamos aos 105 anos fazendo com que o nosso “Templo da Luz” (como era chamado por Romário Martins o Prédio Histórico de nossa Universidade, na Praça Santos Andrade) continue a ser celeiro científico, político e intelectual dos paranaenses, e dos maiores motivos de seu orgulho”. Imagem: Samira Chami Neves.

Universidade mais antiga do Brasil, a UFPR celebrou seus 105 anos em clima de festa e também de denúncia da crise enfrentada pelas instituições federais de ensino superior. Na sessão solene do Conselho Universitário, nesta quinta-feira (dia 14), a UFPR apresentou ainda as peças produzidas pela Superintendência de Comunicação especialmente para as comemorações dos 105 anos (a marca-símbolo da celebração, o Selo Comemorativo, o Anuário 2017, o marcador de página e outros materiais gráficos), além da Agenda 2018 e da Revista Ciência UFPR.
O ponto alto da celebração, no Teatro da Reitoria, foi o discurso do reitor Ricardo Marcelo Fonseca. Ele destacou as contribuições da UFPR ao Brasil e as conquistas obtidas em 2017. “A UFPR termina o ano pulsante, grande e altiva, olhando para o futuro com confiança e esperança. Uma instituição como a UFPR é motivo de orgulho para todo o Brasil”, comentou o reitor na solenidade, que teve a transmissão ao vivo da UFPR TV e da RádioWeb da UFPR e foi aberta com uma apresentação especial dos grupos artísticos da Universidade – o Madrigal, o Coral e a Téssera Companhia de Dança.
Desafios e conquistas
No discurso, o reitor Ricardo Marcelo Fonseca citou o desafio do primeiro ano da sua gestão de administrar a UFPR – “instituição que é a maior responsável pela formação do nosso caminho, pela projeção das luzes, por ser a natural vanguarda, por mostrar o caminho aos jovens de hoje e aos jovens de todas as gerações, há mais de um século” – e as dificuldades enfrentadas nos últimos doze meses, como a produção de conhecimento científico de alta qualidade, mesmo diante de um cenário de cortes e contingenciamentos orçamentários e do ataque midiático às universidades públicas.
“Foi um no difícil. Mas como ensinava meu professor nessa universidade, Ruy Wachowski, toda conjuntura deve responder aos reptos que seu tempo lhe coloca. E assim o fizemos: respondemos. Subsistimos. E resistimos”, comentou. “A UFPR buscou colocar-se cada vez mais como sujeito ativo, quer dos pungentes debates que afligem esse tempo histórico confuso em que vivemos (e assim fizemos num ciclo chamado “UFPR Pensando o Brasil”, que se iniciou agora e prosseguira até o final dessa gestão), quer erguendo a voz quando, à revelia de nossa autonomia universitária, buscaram nos seccionar e amputar, quer quando nossa situação orçamentária foi sendo objeto de aparente insensibilidade geral, quer quando as universidades Brasil afora – e seus dirigentes – foram sendo desabusadamente expostos, criminalizados e desrespeitados”.
Ainda de acordo com Ricardo Marcelo Fonseca, a UFPR não se calará diante dos ataques sofridos pelas universidades públicas. “Não nos calaremos enquanto finalmente não perceberem que não há futuro sem Universidades públicas, fortes, pujantes e autônomas, enquanto não perceberem que sem as universidades não haverá pontes seguras para o futuro”, garantiu o reitor, que também destacou as muitas conquistas obtidas pela gestão, neste primeiro ano.
“Dentre tantos êxitos que tivemos, cito apenas dois: os êxitos de nossa pós-graduação stricto sensu (Mestrado/Doutorado), que nos resultados da avaliação ocorrida nesse ano ingressou em outro patamar, tendo sua excelência nacional e internacionalmente reconhecida e sua liderança em nível estadual e nacional sedimentada, entre as grandes universidades. Ano em que esse eixo da qualidade pode se aliar com o necessário eixo da inclusão: Apesar da crise, as políticas de assistência estudantil – cada vez mais necessárias nas universidades federais – não retrocederam um passo. Nenhuma bolsa assistencial foi cortada”, afirmou o reitor, que destacou ainda a criação da Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade. “A Superintendência é vocacionada para ser o lugar da cultura dos direitos das minorias, do exemplo que a instituição universitária deve dar a todas as esferas sociais que padeçam de intolerância ou de déficit de cidadania”, comentou.
Ricardo Marcelo finalizou fazendo um agradecimento especial a todos os integrantes da sua equipe, servidores docentes e técnicos administrativos e estudantes da UFPR. “Saibam que vocês são a alma e o coração que faz a instituição, sempre com muita determinação, pulsar e seguir adiante”, disse. “Chegamos aos 105 anos fazendo com que o nosso “Templo da Luz” (como era chamado por Romário Martins o Prédio Histórico de nossa Universidade, na Praça Santos Andrade) continue a ser celeiro científico, político e intelectual dos paranaenses, e dos maiores motivos de seu orgulho. E também do nosso orgulho. O orgulho, hoje e sempre, de pertencer a essa maravilhosa instituição”. Na solenidade, a UFPR também prestou homenagens a personalidades que se destacaram ao longo do ano.
O papel da UFPR

Graciela: “Colhemos no final deste ano, o reconhecimento do que nos é tão caro. Colhemos o resultado de como investimos nosso tempo e saber que nossa dedicação à Universidade faz a diferença, nos motiva a seguir nesse caminho de dedicação à pesquisa, à extensão e ao ensino”. Imagem: Samira Chami Neves.

A vice-reitora da UFPR, Graciela Inês Bolzón de Muniz, iniciou seu discurso destacando o orgulho de ser mulher e de ocupar o cargo. “Não imaginava que teria o privilégio de ser vice-reitora, ainda mais ao lado do amigo Ricardo Marcelo e toda nossa equipe, que se doa a cada dia para fortalecer o ensino superior público e de muita qualidade. Como mulher, sei que a minha presença incentiva outras mulheres a seguirem seus sonhos e a buscarem a liderança, se assim o desejarem”, disse.
Graciela também destacou o importante papel da UFPR para o Brasil. “Nos seus 105 anos, a UFPR provou a cada dia o papel fundamental que nossa casa tem para a sociedade brasileira e para o mundo. Somamos mais de um século de investigação qualificada nas mais diversas áreas. A cada ano, acumulamos saberes, divulgamos os resultados, contribuímos para uma vida melhor. Como já afirmou nosso magnífico reitor em outra ocasião: a ciência está no dia a dia da população. E nós, como pesquisadores, somos responsáveis pela melhoria dessa qualidade de vida”, afirmou.
A vice-reitora também destacou seu papel de pesquisadora e as contribuições da UFPR, em todas as áreas do conhecimento. “Nos seus 105 anos, a UFPR provou a cada dia o papel fundamental que nossa casa tem para a sociedade brasileira e para o mundo. Somamos mais de um século de investigação qualificada nas mais diversas áreas. Estamos entre as melhores do país e isso é resultado do trabalho da maioria de vocês que hoje se reúne conosco. Colhemos no final deste ano, o reconhecimento do que nos é tão caro. Colhemos o resultado de como investimos nosso tempo e saber que nossa dedicação à Universidade faz a diferença, nos motiva a seguir nesse caminho de dedicação à pesquisa, à extensão e ao ensino”.
Setores defendem Universidades

Ligia: ““As ações recentemente levadas a cabo pela Polícia Federal junto a diversas Universidades Federais são uma clara estratégia de desmoralização pública dessas Instituições e merecem nosso mais veemente repúdio”. Imagem: Samira Chami Neves.

Outro ponto alto da celebração foi a leitura da nota divulgada por todos os diretores e vice-diretores de Setor da UFPR em Defesa da Universidade Pública Brasileira. O documento foi lido pela diretora do Setor de Ciências Humanas, professora-doutora Lígia Negri. “As ações recentemente levadas a cabo pela Polícia Federal junto a diversas Universidades Federais são uma clara estratégia de desmoralização pública dessas Instituições e merecem nosso mais veemente repúdio. Os diretores e vice-diretores dos Setores da UFPR nos somamos às diversas manifestações da comunidade científica, acadêmica e cultural brasileira e internacional de repúdio a essas ações”, dizem os diretores e vice-diretores.
A nota destacou a posição do reitor Ricardo Marcelo Fonseca em apoio às universidades públicas e ressalta que o grupo defende a transparência nas ações administrativas e no trato com o patrimônio público, mas também a condução responsável de investigações. “Precisamos nos perguntar a que serve essa espetacularização: meros indícios mobilizam aparatos repressivos desproporcionais contra as Universidades, enquanto flagrantes explícitos de políticos são relevados. Por que não se destacam, na mesma proporção, os grandes feitos das universidades públicas? Há muitos interesses em jogo, inclusive o de grupos econômicos favoráveis à privatização do ensino superior”, avaliaram os diretores e vice-diretores.
Ex-reitores destacam UFPR
Todos os ex-reitores presentes à celebração destacaram a importância da UFPR. O professor Carlos Moreira Júnior (2002-2008) fez um balanço positivo dos 105 anos da UFPR. “A UFPR é pujante. Tem uma força interior que independe das gestões. Sua missão é oferecer a educação de qualidade que o povo brasileiro e paranaense merece. Nós sempre tivemos crises, mas a grande façanha da UFPR é justamente esta: sair das crise revigorada”, avaliou. A professora Márcia Helena Mendonça (2008) também elogiou o papel da UFPR. “A Universidade Federal do Paraná está de parabéns e é motivo de orgulho para todos nós’, comentou. O professor Ocyron Cunha (reitor da UFPR entre 1977 e 1982) também participou da solenidade, ao lado de dezenas de autoridades públicas e privadas que acompanharam a sessão solene do Conselho Universitário.
O professor José Henrique de Faria (1994-1998) disse que a Universidade tem grande importância histórica para a sociedade brasileira, em todas as áreas, e lamentou o fato de ocorrer um “ataque intenso do aparelhamento jurídico e de setores da sociedade e da mídia” às universidades públicas. “Por isso, uma comemoração como esta deve ser marcada pela defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. A situação foi difícil na minha gestão, no governo Fernando Henrique Cardoso, mas vejo agora que as medidas tomadas em relação à Educação, de modo geral, e à Universidade pública, em particular, aceleraram o retrocesso. Temo que, se continuar, este processo trará grande prejuízo à população em geral. Do ponto de vista da ciência, há grande prejuízo. Nenhuma Nação do mundo se desenvolveu sem Educação e sem uma política científica consistente e de qualidade”, comentou.
O professor Carlos Alberto Faraco (gestão 1990-1994) disse que o Paraná é resultado da UFPR. “Nestes 105 anos, a Universidade formou profissionais de qualidade em todas as áreas, garantindo uma massa crítica importante para o desenvolvimento do nosso Estado. Ela se transformou em uma instituição de grande porte que está presente em todas as regiões do Estado. Começou pequena, com um grande sonho do Victor Ferreira do Amaral. As gerações sucessivas responderam a este sonho e consolidaram a instituição como uma grande universidade”, avaliou.

A festa dos 105 anos foi encerrada com um show de fogos de artifício, no pátio da Reitoria. Imagem: Samira Chami Neves.

Veja, AQUI, as fotos do evento e acompanhe AQUI, na íntegra, a solenidade em comemoração aos 105 anos da UFPR.

Por: Aurélio Munhoz

 


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