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Extensão e Cultura

Seminário debate Presença Negra no Paraná; iniciativa abrange fase inicial de exposição para 2019

Aline Fernandes França     23 de novembro de 2018 - 17h42

Idealizado com o objetivo de trazer elementos para organização de uma exposição no Museu de Arte e Ciência da UFPR, o Seminário Presença Negra no Paraná discutiu movimentos de resistências e estéticas negras. A atividade aconteceu nesta quinta (22) e sexta-feira (23) e integra a programação do Mês de Consciência Negra da universidade.

A iniciativa faz parte do projeto Paso Doble da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), e tem como proposta a produção de uma exposição, prevista para o próximo ano, que contemple a presença negra em Curitiba e no Paraná. Hélio Menezes, curador da exposição Histórias Afro-atlânticas, em cartaz no Museu de Arte de São Paulo (Masp) neste ano, e o professor Emanuel Monteiro, do Departamento de Artes da UFPR, são os curadores convidados.

“Para este novo projeto de longo prazo, pensamos na parceria entre a curadoria nacional, representada pelo Hélio, e o nosso corpo acadêmico, com a participação do professor Emanuel. A ideia é construir uma exposição sobre a cartografia de artistas negros e a questão negra no Paraná”, explica o pró-reitor de Extensão e Cultura da UFPR, Leandro Gorsdorf.

Foto: Leonardo Bettinelli

“A proposta une a experiência e a produção contemporânea, negra, artística de Curitiba e do Paraná, para dar visibilidade e voz para grupos que estão produzindo há muito tempo no estado, mas não estão encontrando espaço de visibilidade, críticas e circulação”, explica o artista plástico Hélio Menezes.

De acordo com o docente Emanuel, o seminário abre espaço para o debate entre pesquisadores, agentes da universidade e profissionais diversos. “Neste momento inicial das nossas pesquisas em acervos, museus e documentações para essa exposição, pensamos em criar um espaço de abertura dentro do próprio museu”.

“Esse seminário parte de um anseio nosso em fazer uma formação para a exposição do ano que vem e servir como espécie de polo de fortalecimento de rede entre diferentes artistas, pesquisadores e pessoas que têm se dedicado às artes negras, história e memória da presença negra no estado”, completa Hélio.

Curadores da exposição, professor Emanuel Monteiro e Hélio Menezes. Foto: Leonardo Bettinelli

Seminário

A atriz e cantora Iria Braga, o artista visual Eduardo Barbosa e a fotógrafa e artista visual Miriane Figueira participaram, nesta sexta-feira (23), do seminário.

O acadêmico da UFPR, Eduardo Barbosa, apresentou seu trabalho de conclusão de curso, que envolve técnicas de leitura de imagem, com abordagem da produção de quatro artistas negros contemporâneos brasileiros. “Busco ganchos, dentro da poética e visual de cada artista, para fazer discussão sobre identidade, racismo estrutura, responsabilidade histórica”, conta.

O trabalho rendeu a elaboração de um material didático que será disponibilizado para utilização por professores em salas de aula. “Queremos organizar uma vaquinha virtual para a impressão do material e distribuição em escolas públicas municipais de Curitiba e São Paulo. Também vamos disponibilizar pela internet”.

Já o projeto aprovado pela Funarte, em 2016, idealizado por Miriane, aborda o feminismo negro e também é aplicado na esfera educacional. “Fizemos a formação de educadores com material didático em 20 escolas municipais de periferia, em Curitiba. Disponibilizamos cartilhas para que esse material possa ser utilizado durante todo o ano e que o trabalho ande sozinho”.

Após a formação, os educadores multiplicaram o conhecimento em sala com os alunos. “Foi uma experiência enriquecedora, os alunos continuam trabalhando sobre isso, é muito gratificante”, afirma Miriane.

Iria Braga debateu a educação da auto rejeição da cultura popular negra. “A auto rejeição é baseada na educação musical que temos, eurocêntrica. Por outro lado, acabamos consumindo o que a gente aprende a rejeitar, porque todos os elementos da música negra são usados na música pop. Toda essa linha mestra dos ritmos, do movimento e som que promove o corpo, estão na nossa música pop, que acaba não trazendo o negro em primeiro plano”, explica.

A cantora aponta que é preciso reverter esse cenário com a conscientização. “Quando a gente tomar consciência de como somos manipulados ao consumo da réplica de algo negro, mas que a grande base negra é discriminada, colocada na marginalidade, percebemos onde temos que valorar”.

Na abertura do evento, quinta-feira (22), o tema “Histórias e Culturas: movimentos de resistências” reuniu apresentações de Brenda Santos, Joseli Mendonça, Carolina dos Anjos, Patrícia Martins e Aline de Giuseppe.


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