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Extensão e Cultura

Sem feiras solidárias devido à pandemia, famílias atendidas pela rede Libersol vendem máscaras caseiras

Camille Bropp     27 de abril de 2020 - 14h50

Uma das consequências da pandemia de covid-19 mexeu diretamente com a vida dos artesãos ligados à Rede de Saúde Mental e Economia Solidária de Curitiba e Região Metropolitana (Libersol), que busca garantir renda para famílias atendidas pelos centros de atenção psicossocial (Caps). Com a suspensão das feirinhas periódicas, os artesãos resolveram atender à demanda por máscaras de proteção caseiras, que são entregues em domicílio. As feiras eram a oportunidade para cerca de 70 famílias oferecerem seu trabalho.

Até agora, em torno de dez empreendimentos atendidos pela rede passaram a fazer as máscaras. Os trabalhos, telefones e condições são divulgados periodicamente na fanpage da Libersol no Facebook.

A Libersol reúne pessoas e instituições em torno dos temas economia solidária e reforma psiquiátrica desde 2017. São cerca de 30 grupos apoiados, o que se reflete em 250 famílias. Na UFPR, a rede tem atuação por meio do programa de extensão “Centro de Convivência e Saúde Mental”, do curso de Terapia Ocupacional.

Máscaras de proteção caseiras confeccionadas por artesãs da rede Libersol. Fotos: Solidariedade Entre Linhas/Divulgação

Uma dessas ações tem a participação da artesã Salete Barreto, de 55 anos, que fazia aventais para contação de histórias e outras peças de crochê e de jeans reciclado, como tapetes para banheiro. Com a pandemia, ela e cerca de dez artesãs, com o apoio de três estudantes de Terapia Ocupacional da UFPR, se associaram no grupo Solidariedade Entre Linhas, que busca retomar a renda das famílias atendidas pela rede.

“Estava meio parado devido à situação atual. Resolvemos em uma conversa informal q deveríamos tomar uma decisão para nosso próprio bem e em prol de outros”, conta. “Discutimos modelo, tamanho, valores, divulgação. E mãos a obra”. Além de vender as máscaras, o grupo recebe doações para ajudar as famílias, como cestas básicas e produtos de higiene.

Trabalho da costureira Luzia Zacarias, de 63 anos, que tem vendido de dez a 15 máscaras por semana. Foto: Acervo Pessoal

Costureira há 40 anos, Luzia Benedita Zacarias, de 63 anos, começou a confeccionar máscaras porque percebeu que havia interesse do público. “Vendia as bolsas e mochilas feitas de jeans reciclados. Esse é o meu forte. Decidi fazer máscaras porque tinha muitas pessoas me pedindo. Para reduzir o impacto da falta das feiras, um pouco”, conta. Tem vendido de dez a 15 máscaras caseiras por semana.

Artesanato

As feiras solidárias no Campus Botânico e em outros pontos de Curitiba são uma das ações de destaque do Libersol, portanto a rede precisou adaptar temporariamente  sua atuação neste ano. “Havia oito feiras já marcadas [antes da necessidade de isolamento social], as quais congregavam pessoas em vulnerabilidade social vinculadas aos serviços de saúde mental. Essas pessoas produziam produtos e serviços diversos, o que proporciona inclusão social no trabalho e geração de renda”, afirma Luiz Ferro, coordenador do programa e professor de Terapia Ocupacional na UFPR.

Ferro ressaltou a preocupação com a fragilidade econômica dessas famílias e como a venda de máscaras de proteção surgiu para tentar amenizar a situação. Ele afirma que as ações do projeto e da Libersol têm sido no sentido de divulgar as as ações de alguns empreendimentos que estão produzindo máscaras de proteção.

Projeto

Outra frente de atuação em que o programa da UFPR está apostando é no projeto submetido ao edital Inova Fiocruz, que selecionará iniciativas de repercussão social durante a pandemia. A ideia é envolver as costureiras da Libersol na produção de kits de higiene (máscaras de proteção, álcool gel e sabonete líquido) que serão distribuídos para pessoas em situação de rua.

O programa também deve submeter projeto similar ao edital da Agence Universitaire de la Francophonie (AUF), que abriu chamada internacional para apoiar projetos sobre covid-19.

Leia mais notícias sobre o projeto Libersol aqui

Acesse o site e a fanpage no Facebook do projeto

Confira iniciativas e projetos da UFPR no combate ao novo coronavírus


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