Universidade Federal do Paraná

Menu

+ UFPR

Saiba por que o coronavírus pode não desaparecer e o que fazer para mudar esse quadro

Jéssica Tokarski     27 de maio de 2020 - 10h07

Recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou não haver previsão para que o novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da covid-19, desapareça e, ainda, que há possibilidade de que ele se torne endêmico, como é o caso do HIV, responsável pela Aids. Até o momento (27/05/2020), o Brasil possui 394.507 casos confirmados da doença e 24.600 óbitos, tendo se tornado o segundo país no mundo com maior número de casos confirmados, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas o que é um vírus endêmico? O presidente da Comissão de Enfrentamento e Prevenção à covid-19 da UFPR e professor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, Emanuel Maltempi de Souza, explica que é quando o agente infeccioso de determinada doença não desaparece, sempre havendo casos na população.

“O número de casos pode aumentar ou diminuir, dependendo das condições. Isso deve ocorrer até que tenhamos a maioria da população mundial imunizada por já ter tido a doença ou por ter sido vacinada”.

Professor explica diferença entre surto, endemia, epidemia e pandemia.

Essa situação, no caso da covid-19, deve atingir as maiores populações mundiais, pois considerando o mundo atual, a maioria das populações, de diversas partes do planeta, tem grande interação. “Assim, mesmo que uma determinada cidade ou região consiga reduzir a zero o número de casos, é bastante provável que um visitante reintroduza o vírus na comunidade”, esclarece o pesquisador.

Vacina

No entanto, a descoberta de uma vacina eficiente contra o vírus não seria suficiente para mudar esse quadro.  São muitos fatores envolvidos como a eficácia da vacina e sua cobertura, que está relacionada com a aceitação pela população e com a disponibilidade. “Quando a maioria das pessoas estiver imunizada, a doença não será capaz de se propagar na comunidade. No caso da covid-19, os estudos estimam que pelo menos 70% da população deve estar efetivamente imunizada para que seja controlada”, afirma Souza.

Um fator ainda desconhecido e que pode atrapalhar o controle é o aparecimento de variantes do vírus. “Essas variantes escapam dos anticorpos induzidos pela vacina. No caso da gripe, por exemplo, é necessário vacinar a população anualmente para os principais variantes circulando naquele período”.

Para o cientista, no que diz respeito à covid-19, seria necessário vacinar praticamente toda a população rapidamente e em escala global. Porém um aspecto limitante para isso é a capacidade mundial de produzir e distribuir a vacina. “O grande desafio hoje, de uma forma simplificada, é obter uma vacina eficaz e segura, demonstrada em um número grande de voluntários (milhares); submeter os dados coletados para autoridades sanitárias autorizarem; produzir e administrar a vacina. Todas essas etapas levam meses ou anos e a situação atual requer que esse processo seja realizado em um período menor do que um ano”.

Apenas uma vacina extremamente eficaz e administrada em grande parte da população impediria que o vírus fosse transmitindo, levando à eliminação da doença. “Imagine que tenhamos 80% da população de uma cidade imunizada. Se um visitante vier de fora com o vírus, a chance de interagir com uma pessoa suscetível à doença é de uma em cinco. Isso faz com que a doença não se propague”, conclui Souza.

Saiba tudo sobre as ações da UFPR relacionadas ao novo coronavírus


UFPR nas Redes Sociais

UFPR no Facebook UFPR no Twitter UFPR no Flickr RSS UFPR UFPR no Youtube UFPR no Instagram
Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299 | CEP 80.060-000 | Centro | Curitiba | PR | Brasil | Fone: +55(41) 3360-5000
UFPR no Facebook UFPR no Twitter UFPR no Youtube
Setor de Universidade Federal do Paraná
Rua XV de Novembro, 1299
CEP 80.060-000 - Centro
Reitoria da UFPR - Curitiba - PR - Brasil
Fone: +55(41) 3360-5000

Imagem logomarca da UFPR

©2020 - Universidade Federal do Paraná

Desenvolvido em Software Livre e hospedado pela AGTIC - Agência de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFPR