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Rede de saúde mental deverá integrar serviços internos de atendimento da UFPR e do SUS

Aline Fernandes França     25 de abril de 2018 - 18h08

Debate sobre a criação da rede em saúde mental na UFPR, durante o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis.

Fundar uma rede de atendimento de saúde mental, em parceria com vários setores da instituição e com o sistema público de saúde. Esse é o projeto em que a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade Federal do Paraná trabalha desde 2017, com a criação da Comissão para formação de uma rede em saúde mental na UFPR.

Constituída por representantes da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis; Pró-reitoria de Graduação e Educação Profissional; Pró-reitoria de Extensão e Cultura; Centro de Psicologia Aplicada e Departamento de Medicina Forense e Psiquiatria, a comissão iniciou um levantamento referente à estrutura e aos recursos dos serviços voltados para atenção à saúde mental na UFPR.

O diagnóstico identificou que não há conexão entre os atendimentos realizados pela Prae, Casa 4 e o projeto PermaSendo, que apresenta foco acadêmico. “Quando nós da Prae encaminhamos um aluno para a Casa 4, por exemplo, lá ele encontra uma dinâmica própria de atendimento”, explica o psicólogo da Prae, João Sátiro Dantas de Almeida. Nesses casos, de acordo com o psicólogo, não é possível fazer o acompanhamento ou encontrar o histórico do paciente.

Com base no levantamento, a comissão passou a discutir maneiras para estabelecer uma relação com os outros serviços da UFPR, criando uma rede interna e dinâmica de atendimento.

“Uma abordagem em saúde mental depende de um conjunto de fatores. Não podemos concentrar o acolhimento e essa percepção num único lugar, isso precisa estar espalhado na instituição. A rede é fundamental, é uma forma de trabalhar em conjunto com as unidades e comunidade da UFPR e conscientizá-las”, afirma a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Maria Rita de Assis César.

A proposta inclui a criação de um sistema de registro único com encaminhamentos e ações adotadas. “A formação da rede permitirá o compartilhamento de informações e melhoraria a qualidade do atendimento”, avalia João.

Conforme o projeto, a rede da UFPR também deverá ter ligação direta com o Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimentos de casos de urgência e emergência, além de encaminhamento para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

“Precisamos integrar as portas de entrada para atendimento e acompanhamento dos estudantes e fazer essa ligação com o SUS”, diz a pró-reitora Maria Rita.

 

Promoção da saúde e prevenção

A professora Sabrina Stefanello, do Departamento de Medicina Forense e Psiquiatria da UFPR, acredita que a rede deve ampliar a difusão dos serviços e a promoção da saúde. “O desejo é incluir mais pessoas, ouvir as maiores dificuldades dos estudantes, pois muitos fatores atingem o aspecto psíquico: violência, preconceito, exclusão. Boa parte disso dá para ser trabalhado de outras formas e tentar promover um ambiente universitário melhor para conviver de forma geral, além de oferecer um apoio melhor para quem passa por situações mais graves e complexas”, conta a professora que integra a comissão.

“Temos uma sociedade com pessoas que estão tristes por questões sociais, políticas, de desesperança, e não dá para desatrelar isso do lado social. Há situações não raras de pessoas realmente em sofrimento mental, mas a primeira abordagem é naturalizar o tema na universidade e despatologizar os sentimentos de modo geral”, explica Maria Rita.

A divulgação do serviço e a possibilidade de falar sobre o assunto devem contribuir para orientar a comunidade universitária em situações desse tipo. “A ideia da rede é trabalhar de maneira pedagógica mostrando que esse sujeito é parte da comunidade, temos que aprender a lidar com a diversidade. A rede vai desenvolver um conjunto de ações nesse sentido de preparar a comunidade para situações de vulnerabilidade psíquica. Atrelado a isso, teremos a construção de uma rede de acolhimento das pessoas em sofrimento”, completa a pró-reitora.

O psicólogo explica que não há apenas casos graves; queixas como ansiedade, tristeza e dificuldade de adaptação à rotina da universidade também são comuns entre os estudantes. Geralmente, a intervenção é multidisciplinar. “A ideia é que com o debate e a rede, tenhamos a participação de todos os atores que fazem parte da universidade, não só da equipe técnica, de alguma maneira todos participam”, diz.

 

Fonaprace

A criação da rede foi tema de uma mesa do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (FONAPRACE) nesta quarta-feira (25).

“A proposta que a PRAE lança para o Fonaprace é a criação de uma rede Sul. O problema da saúde mental é algo que angustia os gestores, profissionais e equipes. A demanda sempre é grande e há tensão”, destaca Maria Rita.

O Fonaprace debate de que forma a assistência estudantil se insere no contexto da saúde mental.

O evento segue até sexta-feira na UFPR.


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