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Ciência e Tecnologia

Projetos do Setor Palotina conquistam prêmios em Feira de Inovação

Aline Fernandes França     24 de maio de 2018 - 14h04

Dois projetos do Setor Palotina foram premiados na 1ª Technovação – Feira de Inovação de Cascavel – e 10ª Feira Internacional de Ciências Aplicadas, Invenções, Inovação e Negócios – Innovacities. A programação aconteceu entre os dias 17 e 20 de maio.

Coordenado pela professora Aline Marchese, com a colaboração dos professores Alessandro Jefferson Sato e Fabiano Bisinella Scheufele e dos alunos do Grupo de Pesquisa em Tecnologias para Horticultura (GPTHOR), o projeto “A batata-doce como matéria-prima para bioetanol” conquistou a 2ª colocação na categoria Inovação Tecnológica.

A iniciativa busca aprimorar os estudos sobre a batata-doce, que além de fonte alimentar, também apresenta potencial como uma das culturas mais promissoras para a produção de bioetanol.

“Com altos índices produtivos, o rendimento por unidade de área de etanol de batata-doce pode chegar ao dobro do obtido atualmente pela cana-de-açúcar, além disso, apresenta ciclo precoce (de 4 a 7 meses), baixo custo de produção e elevada rusticidade, o que torna possível o seu cultivo no sistema de agricultura familiar”, afirma a coordenadora Aline Marchese.

A partir da seleção de clones de batata-doce com características agronômicas que se adaptem ao solo e condições climáticas regionais, bem como o estudo dos diferentes métodos de obtenção de etanol, o projeto visa a produção do combustível com os melhores rendimentos e menor custo para o consumidor final.

O segundo projeto premiado é coordenado pelo Diretor de Apoio aos Campi Avançados da UFPR, Helton José Alves. Com o título “Elemento filtrante sustentável para a remoção de poluentes, o projeto envolve a produção de quitosana e passa por várias etapas, desde a coleta e processamento da carapaça do camarão, até o desenvolvimento de produtos como a espuma de quitosana.

“O material proveniente do aproveitamento de resíduos potencialmente poluentes da carnicicultura, através das carapaças de camarão, é convertido em alto valor agregado. Nosso projeto integra a pesquisa, a extensão e a inovação”, explica o professor Helton.

Projeto sobre a produção de quitosana em exposição na Innovacities. Divulgação: Setor Palotina

A espuma de quitosana desenvolvida é protegida por patente nacional e já há um pedido para a patente internacional, por meio da Agência de Inovação. O material apresenta baixa densidade e alta capacidade de absorção de água e é considerada um excelente material para remoção de moléculas nocivas ao meio, como a amônia, nitrito, fósforo e turbidez de efluentes provenientes da atividade aquícola. Além de também ser um excelente removedor de metais pesados como cromo, ferro, mercúrio, chumbo e prata.

Premiado em primeiro lugar na categoria Sustentabilidade/Preservação Ambiental, o projeto do Setor Palotina conta com a participação da vice-reitora Graciela Inês Bolzon de Muniz, da doutoranda Izabel Volkweis Zadinelo e dos docentes Luciana de Souza Neves Ellendersen, Lilian Dena dos Santos e Maria Cristina Milinsk.

“A feira é uma oportunidade para divulgar as pesquisas e projetos do Setor Palotina. A expectativa é ampliar a participação em 2019”, avalia o representante da Agência de Inovação no Setor Palotina, professor Alessandro Sato.