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Ciência e Tecnologia

Projeto no campus Jandaia possibilita passeio por dentro de um computador

Superintendência de Comunicação Social     15 de maio de 2015 - 18h27

Professor do projeto compara peça original à diorama construída pelos alunos - FOTO: Marcos Solivan

Professor do projeto compara peça original ao diorama construído pelos alunos – FOTO: Marcos Solivan

Tão pequena no computador, mas aumentada pode ajudar muito a entender como funciona um processador. Este é o objetivo do projeto Por Dentro do Computador, do curso de licenciatura em Computação, no campus da UFPR em Jandaia do Sul.

Com os dioramas – peças produzidas em realidade aumentada – a intenção é criar uma maquete onde os visitantes possam passear dentro de um computador e entender o funcionamento da máquina. “O projeto nasce da falta de conhecimento que as pessoas têm sobre uma máquina computacional. A gente não queria mostrar simplesmente o funcionamento de um computador, mas de uma máquina que todos usamos no dia-a-dia, como um caixa eletrônico ou um totem de check in em aeroportos”, explica o professor Carlos Beleti Junior.

Para construir as dioramas, os alunos Kleber e João trabalham manualmente materiais como papel e isopor - FOTO: Marcos Solivan

Para construir os dioramas, os alunos Kleber e João trabalham manualmente materiais como papel e isopor – FOTO: Marcos Solivan

Embora envolvendo conceitos de tecnologia, a construção dos dioramas é quase que artesanal. “A gente teve que pesquisar materiais, como os usaríamos; tivemos que buscar uma carga de conhecimento sobre arquitetura de computadores e, a partir daí, partirmos para uma produção quase que artesanal. Essa placa que temos aqui, por exemplo, é feita de papel reciclado”, conta o estudante João Albuquerque.

O conteúdo e a experiência adquiridos pelos alunos vinculados ao projeto permitem ganhos maiores que o incremento da carreira de docência. Para o estudante Kleber Shimabucuro, a iniciativa é uma oportunidade de levar a informática a quem não tem acesso. “Esse material será usado não só pela universidade, mas por toda a comunidade. E estamos em constante estudo sobre como melhorar as práticas e criar novas ferramentas que agreguem à ideia”, diz.

Reportagem de Alexandra Fernandes