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Extensão e Cultura

Projeto de extensão estimula população a pensar no autocuidado e melhorar qualidade de vida

Superintendência de Comunicação Social     1 de agosto de 2018 - 14h54

Cuidar de si próprio é o primeiro passo para cuidar bem do outro. Esta é a ideia central do projeto “Autocuidado e qualidade de vida”, por meio do qual professores e alunos da UFPR divulgam orientações sobre temas como higiene bucal, alimentação e formas de melhorar a qualidade de vida. O projeto realiza encontros semanais na sala de espera da clínica de odontopediatria da UFPR, e mensais no hospital-dia da clinica Helio Rotemberg, no bairro Hauer.

A iniciativa faz parte do programa de extensão “Descobrindo o corpo e promovendo saúde bucal”, que existe há mais de dez anos, para ensinar as pessoas a exercerem controle sobre sua própria saúde. “A maior parte das doenças começa pela boca, e acaba afetando outras partes do corpo”, resume a professora Elaine Benelli, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, que coordena o projeto conduzido por ela e por estudantes de Odontologia.

A cada reunião do projeto “Autocuidado e qualidade de vida”, um tema diferente é trabalhado com dinâmicas, para despertar a curiosidade dos participantes. Uma das atividades consiste na degustação de chocolate em dois momentos. Inicialmente, os participantes provam o chocolate como usualmente fazem e degustam de acordo com um protocolo. “A maior parte das pessoas come muito rápido. Aí ensinamos que, se ingerirmos devagar, temos outras percepções. Explicamos a importância de sentirmos o sabor dos alimentos e como esta percepção pode ser aguçada”, explica a professora Elaine.

A equipe do projeto, liderado pela professora Elaine Benelli (ao centro). Fotos: ASPEC

A partir disto, a equipe explica a bioquímica envolvida no processo do paladar para que o indivíduo possa fazer escolhas conscientes na sua alimentação.

Troca de experiências

Na clínica de odontopediatria, um encontro que começou com orientações sobre escovação transformou-se em uma troca de experiências. Enquanto as crianças limpavam dentes pintados em uma folha de papel, as mães que esperavam a consulta relatavam dificuldades que tiveram durante a vida para ter cuidados com os dentes.

A dona de casa Janete Lucia Conci teve problemas após uma extração que resultou em um dente quebrado. Depois, por problemas financeiros, ela não pode completar o tratamento. “Eu me senti supermal. Onde ficou a qualidade de vida? Até os 15 anos não tinha escova de dentes e tive dentes arrancados sem necessidade. Por isso falo para os meus filhos terem cuidado, pois não quero que eles passem o que passei”, relata.

Estudantes recebem o relato da paciente Janete Conci. Foto: Aspec Bio

A partir do relato de Janete e de outros pacientes, a equipe explicou de forma acessível os processos bioquímicos que ocorrem na boca, que provocam a infecção de gengivas e dentes e como a doença pode ser evitada.

Além da conversa, os estudantes aplicam um questionário, em que os participantes são convidados a pensar como a sua qualidade de vida é afetada por problemas bucais. “Tudo isso chama a atenção para outros fatores além da dieta e higiene bucal. Os alunos fazem a orientação e conversam de igual para igual com os pacientes”, ressalta Benelli.
O projeto promove também a prática educativa na internet. No blog “Com afeto transformamos o mundo” são publicados textos que valorizam o autocuidado físico e mental. “A afetividade é o cuidado com o outro, mas só podemos dar ao outro o que aprendemos com o autocuidado”, pontua Elaine.

Formação

Para os estudantes, o projeto valoriza uma formação mais completa. “A gente sempre lembra que o paciente não é só boca. É um corpo humano inteiro, uma vida que a gente está ajudando. Isso viabiliza uma prática mais humanizada”, explica o estudante Marcelo Simião. Já a aluna Anny Caroline Cardoso afirma que o atendimento precisa ir além do curativo. “Se não conversamos, daqui a algum tempo o paciente volta com outra cárie. E é isso que estamos tentando focar, para que ele aprenda a ter cuidado com o próprio corpo”.

De acordo com a estudante Luana Barros, o contato com os pacientes evidencia outros sofrimentos além da dor de dente. “Muitas pessoas chegam até nós relatando dores, mas muitas vezes elas precisam ser só ouvidas. Eles continuam indo lá para conversar, precisam da atenção”, explica.

Por isso, a professora Elaine ressalta que o contato com a comunidade para difundir o autocuidado é fundamental. “Em nosso país o principal problema é a educação. Somente com conhecimento e consciência, as pessoas poderão desmistificar muita coisa, pois o médico ou o dentista não vão resolver todos os problemas. A sua qualidade de vida depende primeiro da sua responsabilidade com você”.

Saiba mais
Clique aqui e conheça o blog do projeto “Descobrindo o corpo e promovendo saúde bucal”

Texto: João Cubas


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