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Extensão e Cultura

Projeto de extensão de Jandaia do Sul tira dúvidas sobre tecnologia durante a pandemia

Superintendência de Comunicação Social     28 de julho de 2020 - 15h51

Em tempos de pandemia, boa parte da população é obrigada a usar a tecnologia, devido ao trabalho remoto ou às aulas online. Nesse momento, surgem as dúvidas: Como gravar e editar vídeos? Como fazer funcionar câmeras e microfones para uma videoconferência? O que fazer quando o material não faz download? 

Pensando nisso, o Projeto de Extensão “Por dentro do Computador”, do Campus Jandaia do Sul da Universidade Federal do Paraná (UFPR), criou o canal SOS Tecnologia. Discentes de cursos de licenciatura e engenharia resolvem problemas que a comunidade encontra no uso da tecnologia, em especial, educadores que empregam o ensino remoto. 

O serviço, disponível no blog do projeto, consiste em um ambiente virtual, em que a equipe disponibiliza tutoriais, com respostas a dúvidas práticas, como a iluminação em um vídeo, ou o arquivo de atividades em nuvem, sem sobrecarregar o telefone celular. 

Os plantões ocorrem três vezes por semana e atendem a demandas pontuais e personalizadas, com interação imediata. A equipe também produz vídeos com o passo a passo para montagens de fotos com aplicativos de celular, configuração de aplicativos, ferramentas de videoconferência, entre outras ferramentas. 

Segundo a coordenadora do projeto, professora Maytê Gouvêa Coleto Bezerra, os professores da região passaram a usar recursos com os quais não estavam acostumados, para suprir as necessidades educacionais das crianças da comunidade. 

Resultados da pesquisa que traçou o perfil de ensino remoto nas cidades próximas ao Campus Jandaia do Sul da UFPR (clique para ampliar)

De acordo com uma pesquisa realizada pelo projeto, a maioria dos professores das redes municipais de Mandaguari, Jandaia do Sul e Marialva utiliza o celular e o aplicativo WhatsApp para as aulas em ensino remoto. Os resultados também apontam que a maioria tem dificuldade com produção e edição de vídeos. “Uma professora precisou repassar a historinha de um livro. Então, mostramos um aplicativo que tira fotos das páginas e faz a narração, fica com outra qualidade”, relata Maytê 

A coordenadora enfatiza que o SOS Tecnologia contribuirá com a metodologia desses professores, pois a formação continuada e a especialização ficaram em segundo plano após a pandemia. Além disso, a maioria dos educadores pesquisados são mulheres e mães, que acabam tendo uma dupla jornada, pois além de elaborar aulas, também precisam auxiliar nas tarefas escolares, havendo sobrecarga. “A professora não vai parar e fazer um curso de quatro horas, por exemplo, para aprender a editar um vídeo, mas se ela vir um tutorial ou na hora que ela está fazendo, encontre alguém que a ajude, ela vai aprender mesmo assim”, pontua a docente. 

Maytê ressalta que qualquer pessoa que tenha uma dificuldade pontual, pode entrar em contato com a equipe. “Também estamos nos reinventando, estamos abertos a construir juntos a popularização da ciência e da tecnologia, dizer de um jeito fácil as coisas complicadas, para que quem precise utilize o recurso com excelência”, finaliza a coordenadora. 

Seis anos de história 

O projeto “Por dentro do Computador” existe desde 2014, com o objetivo de popularizar a ciência e a tecnologia. Através de uma linguagem simples e inovadora, a equipe ensina as funções das partes de um computador, para alunos e professores da rede pública e para outros públicos, como idosos. 

O professor Carlos Roberto Beleti Junior, um dos criadores do projeto, explica que a motivação surgiu em casa com sua mãe. “Ela tinha dificuldade de compreender o funcionamento de um computador, celular, smartphone. Com isso, pensei que poderia ter algo para auxiliar o público em geral a compreender um pouquinho mais de conceitos de tecnologia”. 

Projeção ampliada dos componentes construída pelo projeto “Por Dentro do Computador”. Foto – divulgação

Então, Beleti e os alunos do projeto começaram a confeccionar de maneira artesanal componentes internos do computador, em escala quinze vezes maior que a original – os chamados dioramas. Assim, as pessoas passam literalmente por dentro de um computador, em um ambiente lúdico, como se fossem a um museu. De acordo com os organizadores, o projeto já alcançou aproximadamente 22 mil pessoas por meio de suas atividades, ações e participação em grandes eventos, seminários, congressos, feiras, entre outros. 

No próximo sábado, dia 1º de agosto, o projeto “Por Dentro do Computador” completa seis anos. Para comemorar, os extensionistas produziram vídeos com depoimentos, fotos dos locais que o projeto já passou e detalhes do início de sua história. O material está disponível nas páginas do Instagram e do Facebook  do projeto.  

Por Louiselene Meneses, com orientação de João Cubas 

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