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Extensão e Cultura

Projeto de extensão da UFPR leva time infantil de basquete em cadeira de rodas a jogo interestadual

Superintendência de Comunicação Social     22 de agosto de 2013 - 15h03

Equipe do projeto de extensão Clube Escolar Paraolímpico, da UFPR - Foto: Arquivo pessoal

Pela primeira vez, duas equipes infantis de basquete em cadeira de rodas, que integram projetos de extensão da UFPR e Univale, participam de uma atividade inédita: um amistoso realizado no início deste mês, em Joinville, Santa Catarina. O time, formado por crianças com deficiência físico-motora, foi montado há quatro anos e participa das ações desenvolvidas pela UFPR há 18 anos, através do projeto de extensão “Clube Escolar Paraolímpico”.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Ruth Eugênia Amarante Cidade, o time infanto-juvenil da UFPR foi viabilizado por uma proposta do Comitê Paraolímpico Brasileiro e da Associação de Deficientes Físicos do Paraná. Ela explica que os trabalhos desenvolvidos, através da atividade de extensão proposta pelo Clube Escolar Paraolímpico, firmam o comprometimento da Universidade com a sociedade em geral.

Viagem alegre

As regras do jogo, as cadeiras e a dimensão da quadra são adaptadas e padronizadas, conforme previsto nas normas da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). A pontuação, a altura da cesta e o número de jogadores por equipe, no entanto, são os mesmos do basquetebol convencional. Segundo a coordenadora existem algumas diferenças de regras na modalidade infanto-juvenil, como dimensões menores da quadra.

Ruth Cidade destaca a alegria demonstrada não apenas pelos integrantes da equipe infanto-juvenil, que integra o projeto de extensão da UFPR, em participar de uma partida interestadual, mas também de seus pais. Ricardo Godói, pai de Gabriel de 13 anos e atleta há quatro, lembra que os jogadores cantaram durante todo o percurso entre Curitiba e Joinville.

Ônibus adaptado

Segundo Godói, nem mesmo a derrota para o time de Santa Catarina, por 20 a 12, desanimou a garotada, pelo contrário. Ele explica que a percepção desses jogadores é diferente da verificada nos atletas que não possuem deficiência físico-motora. Ao invés de lamentar o resultado, a equipe fez um balanço de como tinha sido o jogo e como eles poderiam futuramente obter um placar diferente. “Foi muito divertida a viagem e senti enorme prazer em acompanhá-los”, destaca o pai de Gabriel.

Outro ponto que mereceu destaque de Godói foi o ônibus disponibilizado pela Central de Transportes da UFPR para levar a equipe até Joinville. Além de ser totalmente adaptado para cadeirantes, também foi conduzido por um motorista qualificado para o atendimento de pessoas com deficiência físico-motora. Ricardo Godói ressaltou ainda o efeito positivo do programa no físico dos atletas, na autoestima, além da integração familiar.

Os treinos das crianças e adolescentes, de 9 a 17 anos, são realizados sempre aos sábados, das 10 às 12 horas, no campus Botânico da UFPR. Mais informações podem ser obtidas na Coordenação do Curso de Educação Física, pelo telefone: 3360-4332.

 
Flaécia Gomes, com orientação de Celsina Favorito.


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