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Ensino e Educação

Programa Solo na Escola é reproduzido em mais de 30 instituições brasileiras

Simone Meirelles     5 de julho de 2019 - 13h58

Exposição didática Solo na Escola (foto arquivo programa)

Um dos programas de extensão mais bem-sucedidos da UFPR, o Solo na Escola  tem ramificações em todo o Brasil. Atualmente mais de 30 instituições de ensino superior (universidades e institutos federais) possuem ou estão implantando seu próprio “Solo na Escola”, baseados na experiência pioneira que começou em 2002 no Paraná. Até hoje, cerca de 2.500 profissionais da educação básica já passaram pelas capacitações deste Programa, em mais de 40 cursos de formação continuada já realizados, além de minicursos, palestras e oficinas realizados de forma isolada ou em eventos. Dezenas de materiais didáticos (livros, cartilhas, mapas, banners, vídeos, etc.) produzidos no âmbito do Programa, todos disponíveis gratuitamente on line, são utilizados por professores e alunos em várias regiões do país, e também dos demais países lusófonos. O objetivo do programa é popularizar o conhecimento relacionado à ciência do solo.

Os vídeos produzidos em parceria com UFPR TV no programa “O Solo na Escola” têm milhares de visualizações no YouTube, estando entre os mais acessados no acervo do canal. Somente o vídeo “Conhecendo o Solo”, feito em parceria com a Secretaria Estadual de Educação do Paraná.  tem mais de meio milhão de visualizações, além de milhares de views e downloads de professores no Portal Dia a Dia Educação, do governo do Paraná.

Exposição Didática Solo na Escola (foto arquivo)

Anualmente, a Exposição Didática de Solo recebe entre 2.000 e 2.500 estudantes de ensino fundamental e médio, além de professores do ensino fundamental à pós-graduação, de Curitiba, Região Metropolitana e até de outros estados. Até hoje, mais de 30.000 pessoas já visitaram este espaço de popularização científica, que apresenta os tipos de solo, como ocorre a erosão e compostagem, entre outros itens.

O próximo semestre, entretanto, pode não ter um número tão expressivo de visitantes. O corte de verbas anunciado pelo governo federal na Educação pode comprometer pagamento de bolsas de extensão. Os bolsistas são responsáveis pelas visitas guiadas. “Ainda não abrimos o calendário de visitas para o segundo semestre do ano, pois não sabemos se poderemos contar com esses estudantes”, explica o professor Marcelo Ricardo de Lima, coordenador do programa.  Além disso, o corte de pessoal terceirizado pode também comprometer a manutenção da Exposição Didática de Solos.

Formação Solo na Escola para professores (foto arquivo)

O Programa Solo na Escola não recebe verbas institucionais nem cobra pelas visitas ou publicações. Com os bolsistas pagos pelo MEC, consegue atender às dezenas de agendamentos de visitas por semestre. “A procura é muito grande. Nossa agenda do primeiro semestre foi preenchida em apenas 36 horas”, conta o professor Marcelo.  O programa e mais quatro projetos vinculados a ele têm atualmente sete bolsistas nas áreas de Agronomia, Zootecnia, Geografia e Engenharia Florestal.

As ações do Programa contribuem com diversas disciplinas ministradas pelo Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da UFPR, nos cursos de Agronomia, Engenharia Florestal, Zootecnia, Ciências Biológicas e Geografia. A disciplina “Solos na Educação Básica”, por exemplo, é ministrada nas licenciaturas em Geografia e Ciências Biológicas da UFPR, formação inicial de futuros professores. Mais de uma centena de alunos de graduação atuaram no Programa como bolsistas ou voluntários ao longo dos anos, muitos dos quais hoje são professores da educação básica, técnica ou superior, destacando o papel do Programa no despertar da vocação docente.

Para saber mais sobre o Programa Solo na Escola: Site: http://www.escola.agrarias.ufpr.br/ e Facebook: https://www.facebook.com/solonaescola/