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Professores e estudantes de Farmacologia da UFPR utilizam redes sociais para informar sobre a Covid-19

Jéssica Tokarski     11 de maio de 2020 - 11h39

Vacina, saúde mental, hidroxicloroquina e máscaras são alguns dos temas abordados por estudantes e docentes do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) na rede social Instagram. Os posts didáticos, com textos e infográficos explicativos, são publicados duas vezes por semana no perfil Representação Discente (@farmacoufpr) e têm objetivo de elucidar dúvidas e informar a sociedade a respeito do novo coronavírus, responsável pela Covid-19.

A iniciativa surgiu a partir do propósito em comum de ajudar a sociedade durante a pandemia, divulgando informações confiáveis e com embasamento científico sobre a doença. “Não temos todas as respostas, mas temos acesso a informações e publicações que nos permitem construir explicações adequadas, sem fake news”, comenta a professora Alexandra Acco, vice-coordenadora do Programa.

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Para ela, a afinidade que os alunos têm com o formato rápido, informativo e ilustrativo de divulgação científica tem sido fundamental para conseguir maior alcance nas publicações. “Eles têm boas ideias. É um trabalho colaborativo, feito a muitas mãos”. Metade dos seguidores que o perfil possui foi conquistada após o início da série de posts sobre a Covid-19. “As métricas do Instagram mostram que as postagens atingem um grande número de pessoas e de compartilhamentos. O alcance total está em quase sete mil pessoas, com mais de mil curtidas e as publicações foram compartilhadas 354 vezes”, com os dados a professora conclui que há público interessado no assunto e que tem acompanhado e divulgado o conteúdo.

Os temas trabalhados são selecionados com base em informações recentes sobre a doença, dúvidas que o grupo recebe da comunidade e assuntos disseminados na mídia que causam polêmica. Dentre os principais tópicos abordados, estão os relecionados a terapias. A hidroxicloroquina, medicamento bastante citado pelo presidente da república, foi objeto de análise recente. “Atualmente, não há evidências científicas da eficácia desse medicamento. Os ensaios clínicos randomizados estão sendo realizados com urgência não somente para a hidroxicloroquina, mas para outras possíveis terapias” diz um trecho da postagem que também alerta sobre a importância de não comprar o remédio por conta, principalmente por ser essencial e destinado ao tratamento de pacientes com doenças reumáticas e lúpus eritematoso.

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“Vários medicamentos indicados para outras doenças estão sendo testados para a Covid-19, pois como são comercializados já passaram pelas fases prévias necessárias para lançar um fármaco, a exemplo da hidroxicloroquina, ivermectina e nitazoxanina; novas apostas são o remdesivir e o favipiravir”, esclarece Alexandra. Sobre os últimos dois, a professora explica que são antivirais testados contra outros vírus, como o ebola, mas ainda sem eficácia comprovada contra o SARS-CoV-2. “Até o momento, não há consenso sobre a eficácia de nenhum destes fármacos no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. A própria equipe que conduziu a pesquisa com o remdesivir comentou que se deve ter um otimismo cauteloso”.

O mais importante, de acordo com a especialista, é esclarecer à luz da ciência o que está sendo testado para a Covid-19, pois há uma vasta distância entre o que é testado em laboratório e o que pode ser prescrito com segurança para pessoas acometidas pela doença. “O caminho para se chegar a um novo medicamento – passando pelas fases de testes pré-clínicos, testes clínicos, até a liberação para comercialização e utilização em uma população doente – demora muitos anos, normalmente uma década”.

Ela avalia que em situações de pandemia a resposta da ciência à demanda deve ser mais rápida. “Mas aí há o perigo de que etapas importantes sejam puladas e se passe a utilizar compostos promissores mas sem efeitos comprovados e, pior, com efeitos desconhecidos em grupos de risco. Por isso esclarecer a comunidade sobre essas terapias é importante, para que não se criem falsas expectativas sobre uma cura imediata, para evitar uma corrida desnecessária às farmácias para comprar medicamentos que talvez tenham algum efeito na Covid-19 e também para evitar automedicação, que geralmente vem acompanhada de riscos e efeitos adversos”.

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