Aos 70 anos está se aposentando compulsoriamente: “poderia continuar ativo por mais tempo, aposentado minha atuação ficará limitada à pós-graduação e às pesquisas”, explica o professor, embora participe constantemente em bancas de exames em outras universidades.
São muitos anos de dedicação ao ensino e à pesquisa, “detesto administração”, diz enfático, remetendo suas lembranças aos idos de 1962, tempo em que se tornou aluno do curso de Geografia e História da antiga Faculdade de Filosofia, e que já trabalhava na UFPR como escriturário”, acrescenta.
Caminhada – De 1963 a 1968 teve uma participação mais efetiva na Universidade, auxiliando no Departamento de Antropologia, assumindo a disciplina de Arqueologia Pré-Histórica e tornando-se oficialmente docente. O professor Igor continua dando aulas até hoje, sem nenhuma interrupção, nunca solicitou licença ou afastamento e suas férias sempre foram utilizadas para as pesquisas de campo, destaca.
A vocação para a pesquisa arqueológica vem da infância passada em União da Vitória, no Paraná, cidade natal do pesquisador, localidade que reúne vários sítios arqueológicos. Anos mais tarde, em Curitiba, conheceu o CEPA – Centro de Pesquisas Arqueológicas da UFPR e a convite do professor Oldemar Blasi, um dos integrantes da Unidade, participou das pesquisas em Villa Rica del Espíritu Santo, na margem do Rio Ivaí.
Estudos – Foi durante os anos 60 que o jovem arqueólogo inicia efetivamente seu longo percurso de estudos e descobertas: pesquisas nos municípios de Cambará, no Paraná e Salto Grande, em São Paulo. Ainda no Estado do Paraná, integrado ao PRONAPA – Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas, trabalhou em áreas selecionadas nos vales dos rios Paranapanema, Ivaí, Iguaçu e Paraná, oportunidades nas quais atuou em centenas de sítios arqueológicos e obteve amostras para o estabelecimento de seqüências culturais.
De 1967 a 1971 o professor destaca outras pesquisas realizadas nos municípios paranaenses de Campina da Lagoa, Ubiratã e Bataiporã, no atual Estado do Mato Grosso do Sul. Em 1975, participou do Projeto Arqueológico Itaipu para o salvamento nos espaços brasileiros do Paraná e Mato Grosso que seriam afetados pelo grande empreendimento da usina hidrelétrica. Em 1973, o professor Igor concluiu seu doutorado na área de Antropologia e Arqueologia na Universidade de São Paulo.
Ações – Remontando aos anos 70 o professor Chmyz destaca outro importante trabalho com os remanescentes do Sambaqui de Matinhos, litoral paranaense, escavação que expôs o enterro de um adulto acompanhado de uma criança. Na mesma época foram encontrados vários conjuntos funerários e 29 bases de habitações no Município de Altônia, ao lado do Rio Paraná.
Os registros do professor Igor passam para a década de 80 que marcou o encerramento dos projetos de salvamento de Foz do Areia e Itaipu, além do desenvolvimento do Projeto Arqueológico Rosane – Taqueruçu – Fase I para a CESP – Companhia Energética de São Paulo, localizado no médio Rio Paranapanema. Também datado 1985 a 1986 o Projeto Passaúna, no alto Rio Iguaçu.
Curitiba – A década de 90 foi caracterizada por vários projetos de salvamento realizados na Região Metropolitana de Curitiba, no Contorno Rodoviário Leste, nos locais onde estão instaladas as montadoras de automóveis da Renault, da Audi-Vokswagen, Clrysler, o loteamento Alphaville Graciosa e o Contorno Rodoviário Norte (os dois últimos datam do ano 2000).
Outras ações importantes foram realizadas no mesmo período como a intervenção arqueológica no setor histórico de Curitiba e o monitoramento arqueológico na Avenida Cândido de Abreu. Na lembrança do arqueólogo permanece muito viva a atividade programada em comemoração ao cinqüentenário do CEPA: na ocasião foi produzido um mapa do Estado do Paraná e porções limítrofes dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina com a localização dos sítios já pesquisados.
As coleções resultantes dos trabalhos do CEPA também foram depositadas nos corredores e salas não integrantes do circuito museológico do MAE – Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR em Paranaguá. Ultrapassando as fronteiras do Estado, o professor percorreu o Maranhão, Pará, Amapá, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, “locais onde viveram os índios e os primeiros europeus que se fixaram no Brasil”, motes principais dos estudos, descobertas e registros do cientista que ainda tem muito mais para contar.
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Fonte: Sônia Loyola
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