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Extensão e Cultura

Professor do Depac é finalista do Prêmio Jabuti 2018 nas categorias poesia e tradução

Superintendência de Comunicação Social     5 de outubro de 2018 - 17h00

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) está representada entre os finalistas do Prêmio Jabuti 2018. O professor do Departamento de Polonês, Alemão e Letras Clássicas (Depac), Guilherme Gontijo Flores, foi indicado nas categorias Poesia e Tradução. “Fiquei sabendo por um amigo que me parabenizou pelo WhatsApp. É muito bom, ainda mais quando são dois livros que estão concorrendo. Sempre é muito importante para divulgar os trabalhos nos quais a gente acredita”, afirma Guilherme.

O prêmio concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) valoriza escritores, ilustradores, editores, livreiros e gráficos e destaca a qualidade do trabalho de todas as áreas envolvidas na criação e produção de um livro. De acordo com o finalista, a obra “Naharia”, que concorre na categoria Poesia, apresenta um monólogo entre uma senhora e um jovem. “ Ela vai vivendo a experiência do momento, ao mesmo tempo em que conta uma série de cenas de sua vida. O jovem interfere no poema a partir das imagens que ele vê”, explica o professor.

A tradução do livro Por que Calar Nossos Amores?” foi feita em conjunto, com a participação de Márcio Meirelles Gouvêa Júnior, João Angelo Oliva Net, Raimundo Carvalho, João Paulo Matedi Alves e Leandro Cardoso. “Foi um trabalho que levou praticamente uma década, se for pensar nas primeiras conversas, na produção até ficar pronto. Envolveu muita pesquisa de nós quatro, organizadores, e dos dois produtores que participaram”.

Guilherme já foi contemplado com o Jabuti em outras edições. Em 2014, conquistou o 1º lugar na categoria Tradução, com “Anatomia da Melancolia”, de Robert Burton, e também ganhou o Troféu APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, pela tradução da mesma obra. Em 2017, recebeu o prêmio de melhor tradução pelo livro “Fragmentos Completos”, da poeta grega Safo.

Professor Guilherme Gontijo, do Departamento de Polonês, Alemão e Letras Clássicas (Depac), finalista do prêmio Jabuti de 2018. Foto: Rafael Dabul

Os finalistas concorrem à estatueta nos eixos Literatura, Ensaios, Livro e Inovação que contemplam as categorias Conto, Crônica, História em Quadrinhos, Infantil e Juvenil, Poesia, Romance, Tradução, Artes, Biografia, Ciências, Economia Criativa, Humanidades, Capa, Ilustração, Impressão, Projeto Gráfico, Formação de Novos Leitores e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

A entrega do 1º Prêmio Jabuti foi feita em 1959. O nome da premiação tem explicação no ambiente cultural e político da época de sua criação e na valorização da cultura popular do país. Personagem de Monteiro Lobato no livro “Reinações de Narizinho”, o jabuti – personagem esperto, obstinado e que vence obstáculos – foi escolhido como símbolo para a premiação pelos dirigentes da CBL. O Jabuti completa 60 anos em 2018 e é considerado um dos mais importantes prêmios literários do Brasil.

Obras de professores da UFPR figuraram entre os vencedores do Jabuti de 2017. A professora Luci Maria Dias Collin conquistou o segundo lugar com o livro “A Palavra Algo” na categoria Poesia. Na categoria Direito, os professores Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart alcançaram o primeiro lugar pelo livro “Comentários ao Código de Processo Civil – Coleção Completa 17 Volumes”. O ex-professor da Universidade, Cristóvão Tezza, obteve o segundo na categoria Romance com a obra “A tradutora”.

Confira a lista dos finalistas. Mais informações sobre a premiação aqui.

Por Bruna Bertoldi Gonçalves