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Ciência e Tecnologia

Políticas públicas do esporte no Paraná avançam a partir de levantamento de dados de pesquisadores da UFPR

Superintendência de Comunicação Social     2 de setembro de 2021 - 15h33

Governo do estado lançou recentemente iniciativa para promover planejamento estratégico integrado com base nos dados do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da UFPR

As políticas públicas para o esporte no Paraná estão avançando graças a uma parceria entre a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o governo do estado. Cientistas do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (IPIE) da UFPR fizeram um diagnóstico online em todas as 399 cidades paranaenses, permitindo um acompanhamento em tempo real dos dados sobre o esporte no Paraná. Com a análise dos pesquisadores, o governo estadual criou recentemente o programa Esporte que Queremos, que busca pensar a política esportiva municipal e traçar um plano estratégico integrado com o estado.

O levantamento dos pesquisadores mostra que quase 70% das cidades paranaenses não têm uma lei ou qualquer documento que determina as políticas públicas esportivas. “O Esporte que Queremos é justamente uma reflexão em torno do sistema esportivo estadual e municipal. Nada mais é do que discutir o que está por vir em termos de legislação federal, antecipar a nossa conversa com os municípios e preparar o terreno no Paraná para quando isso tudo vier à tona”, diz Dilson Martins, gestor de fomento e incentivo ao esporte no governo do Paraná.

Além do diagnóstico online do esporte nos municípios, os pesquisadores fazem o levantamento de dados sobre Olimpíadas e Paraolimpíadas. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil-Jogos Paraolímpicos Rio 2016

A iniciativa visa trabalhar o desenvolvimento esportivo no Paraná com processos guiados por dados e capacitações dos gestores municipais do esporte. “O objetivo é auxiliar com dados e na capacitação dos gestores municipais no que se refere à construção da política pública, das diretrizes e projetos para a melhoria do financiamento. Na melhoria não só da infraestrutura, mas saber para onde vai o recurso destinado ao esporte”, explica Fernando Mezzadri, um dos coordenadores do Inteligência Esportiva.

O trabalho dos pesquisadores do IPIE ainda mostra que no Paraná R$ 180 milhões vieram da Lei de Incentivo ao Esporte, que são os recursos captados por meio de renúncia fiscal. O trabalho do Instituto não se restringe ao estado do Paraná. Até a última atualização, são 15 estados parceiros no país e outros sete em tratativas. Ao todo, 1.593 municípios já têm os dados cadastrados na plataforma do Inteligência Esportiva.

Fornecer dados concretos está no âmago da formação do Instituto Inteligência Esportiva, que desde sua criação, há dois anos, mantém a parceria com o governo do estado. “A construção de dados significativos tanto para a política pública do esporte, porque é preciso de dados consistentes para o diagnóstico que é a base de qualquer ação, quanto do próprio desenvolvimento dos atletas frente às Olimpíadas e às Paraolimpíadas”, conta Fernando Mezzadri, que também é professor no Departamento de Educação Física da UFPR.

Como a pesquisa afeta o esporte no Paraná

A parceria entre o Instituto Inteligência Esportiva e o estado geram várias vantagens, de acordo com Dilson Martins, gestor de fomento e incentivo ao esporte no governo do Paraná. Uma delas é a padronização na coleta dos dados em todos os municípios e as informações organizadas em diferentes dimensões, como política de esporte, recursos humanos, orçamento, ofertas esportivas, demandas esportivas. “São informações sistematizadas que podem ser acessadas facilmente pelo gestor esportivo municipal. Um painel de controle do esporte municipal na mão dele”, explica.

Outra vantagem apontada pelo gestor de fomento e incentivo ao esporte é que o sistema de informações sobre o esporte é alimentado em tempo real e passível de acompanhamento para diagnósticos, possibilitando um trabalho mais fiel à real situação de cada município. “O estado consegue comparar municípios de mesmo porte, por região ou o estado por inteiro. Isso ajuda a gente a ter esse painel de controle e entender se existem brechas, quais são as evidências do desenvolvimento esportivo do Paraná e trabalhar em torno de dados mais concretos”, complementa Dilson.

Dados sobre as Paraolimpíadas

As paraolimpíadas são uma oportunidade de observar, além do espetáculo esportivo, o resultado de políticas públicas para o esporte. Segundo informações do Inteligência Esportiva, 272 municípios do estado oferecem formação para as modalidades paraolímpicas.

Dos 236 atletas brasileiros convocados (140 mulheres e 96 homens), 225 possuem Bolsa Atleta, programa de financiamento esportivo do governo federal, o que representa 95%. Além disso, os dados do Instituto mostram que mais de 50% dos atletas paraolímpicos possuem bolsa pódio – existem também as categorias: internacional, nacional, estudantil, atleta de base e paralímpica.

“Os atletas com bolsa pódio têm mais chance, porque estão entre os 20 melhores do ranking mundial. Isso é algo bastante significativo, porque temos a perspectiva de que quem tem bolsa, principalmente a bolsa pódio, tem mais chance de ganhar medalha”, finaliza Mezzadri.

Quer conhecer mais sobre o Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva e os dados levantados para as Olimpíadas de Tóquio? Clique aqui para acessar a matéria.

Por Bruno Caron
Edição: Chirlei Kohls
Parceria Superintendência de Comunicação e Marketing (Sucom) e Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR


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