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Extensão e Cultura

Poesia: MusA-UFPR recebe exposição e lançamento de livro

Superintendência de Comunicação Social     4 de outubro de 2016 - 20h55

Exposição [Antilira] - Museu de Arte da UFPR (MusA)

Exposição [Antilira] – Museu de Arte da UFPR (MusA)

O MusA, Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná, a Bienal de Curitiba e a Editora Insight convidam para a abertura e “[Antilira] Uma intervenção poético-visual” e para o lançamento do livro “Antilira”, de Alberto Puppi, nesta quinta-feira, 06 de outubro, a partir das 18h30, no próprio MusA.

Antilira, antes de assumir o presente formato de livro, nasceu nos anos 80 como um projeto de folhetim-poético para o jornal Correio de Notícias, de Curitiba, mais especificamente para o Caderno de Cultura editado pela grande e inesquecível jornalista Rosirene Gemael, diz o autor, que contou também com a importante colaboração do refinado artista gráfico Claúdio Seto. Nesta edição da Insight o formato folhetim do jornal foi adaptado para a forma de livro pelo próprio autor, também designer.

[Antilira], a intervenção poético-visual pensada para o espaço do Museu da UFPR, foi organizada pelos designers Ronaldo Corrêa e Ken Fonseca, professores do Departamento de Design da UFPR, a partir de poemas e capas de livros de Alberto Puppi. Esta intervenção relâmpago contou também com o talento dos jovens alunos Eduardo Zmievski e Lucas Politano, do curso de Design, que se envolveram na equipe para desenvolver o Design da Exposição, da Montagem e do material gráfico.

Os trabalhos de construção da exposição [Antilira] também implicaram na elaboração de três textos, reproduzidos abaixo, que compõem o conjunto de imagens que a integram:

1) A apresentação, por Paulo Reis, reconhecido professor, pesquisador e militante da arte de conhecer e pensar as artes.

2) O [Entreliras], texto elaborado pelos organizadores Ken Fonseca e Ronaldo Corrêa para justificar o ato de intervir nos hábitos cotidianos do MusA.

3) E também do artista, Alberto Puppi, que escreveu um relato entre biográfico e bibliográfico do seu envolvimento com a poesia e seus autores prediletos.

Livro [Antilira] de Alberto Puppi - Divulgação

Livro [Antilira] de Alberto Puppi – Divulgação

Serviço

Exposição [Antilira] Uma intervenção poético-visual e lançamento do livro [Antilira] de Alberto Puppi

Abertura: 6 de outubro das 18h30 às 21h00

Local: MusA UFPR – Prédio Histórico da UFPR – Rua XV de Novembro, 695 | 1º andar | Centro | Curitiba-PR

Visitação: De segunda a sexta-feira, das 09h às 18h e sábados, das 9h às 13h

Apresentação (Paulo Reis)

A poesia experimental brasileira construiu-se historicamente no debate estético estabelecido nas movimentações do oncretismo, poema-processo, neoconcretismo, vertentes da arte pop, conceitualismos, arte postal e nas questões trazidas pela arte contemporânea. Envolvendo-se na complexa dinâmica cultural nacional, a poesia experimental funda-se, entre outros, na pluralidade de linguagens, na percepção sintética do haiku, na expansão de novos circuitos de circulação, no comprometimento crítico em diferentes momentos sociais e ao corporificar-se na performance e no canto.

Alberto Puppi tem uma extensa trajetória de experimentação poética. Em 1978 publicou o livro ‘Demão amão’, em 1979 ‘Riah: um choro feliz’, em 1980 ‘Os primeiros dias de paupéria’, em 1982 participou da coletânea ‘Poesia Jovem – Anos 70’ e alguns de seus trabalhos foram publicados no saudoso jornal Nicolau. Foi um dos precursores da poesia eletrônica e da transmissão digital de dados e trabalhou junto a alguns dos artistas mais atuantes dos anos 1980 e 1990. E em 2016 está lançando o livro ‘Antilira’.

Aproximando-se de um sujeito lírico surgido nos anos 1980, início do processo de redemocratização no país, a poética de Puppi é atravessada por uma fina ironia e permeada por discursos amorosos. Sua poesia, como de resto toda a poesia, nos faz
participantes de singulares saberes e olhares sobre nossa permanente insistência em estar no mundo.

Entreliras – uma intervenção poético-visual (Ken Fonseca e Ronaldo Côrrea)

Inventar uma ação no Museu de Arte da UFPR para apresentar os fragmentos poético-visuais de Alberto Puppi, converteu-se num ato necessário!

Ato que pretende justapor a homenagem e a arqueologia – tão pós-moderna – do trabalho semiÓtico de inscrição dos códigos-palavras em formas significantes que nos tocam o visual extrapolando o visível.

Homenagem ao poeta que de sua cabeça vermelha constrói meticulosamente rotas, percursos e sentidos. Arqueologia dos rastros que nos permite reconstruir no mínimo fragmento-palavra as histórias que atravessam a enunciação verbo-visual do desejo no fim do século XX e início do XXI.

Inventar uma ação no Museu de Arte da UFPR para apresentar o gesto enunciativo poético-visual de Alberto Puppi converteu-se num ato necessário de ir ao encontro do cosmos!

Alberto Puppi

Tudo começou quando em meio às modorrentas “madrugadas mênstruas” dos sonetos insossos, em meio às infindáveis páginas iniciais de ‘Iracema’ nas aulas de português do ginásio estadual, tropecei no poema “stop / a vida parou / ou foi o
automóvel?”.

Pouco tempo depois também ouvi dizer que “uma rosa é uma rosa é uma rosa” também era poema!

Desde esses dias de pré-adolescência em diante, minha curiosidade por textos estranhos e desafiadores estava irremediavelmente instalada. Saíram as metáforas, entraram as metonímias.

E quase uma década depois, já em Curitiba, descobri que meu passado havia me condenado à semiótica desde sempre.

Aqui acabei reencontrando Drummond e Gertrud Stein, mas agora em nova clave: Décio Pignatari, teoricamente crescido desde o “uma rosa…” comentado em Marília, SP, em 1968, mais Augusto e Haroldo de Campos, vêm, desde então, augurando meu arado no campo do exercício da prática verbi-voco-visual da palavra poética e da reflexão semiótica a respeito do design de poemas e livros.

E aqui também acabei encontrando dois caras geniais: Stéphane Mallarmé e Charles Sanders Peirce.

 

 


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