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Ciência e Tecnologia

Pluralidade do conhecimento marca início da disciplina transversal de Metodologia de Pesquisa Científica

Superintendência de Comunicação Social     16 de agosto de 2019 - 19h06

A pluralidade da pesquisa e do conhecimento é uma das propostas da disciplina transversal “Metodologia de Pesquisa Científica” da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ofertadas nas modalidades presencial e remota, as aulas têm a participação de estudantes e professores de pós-graduação de diferentes áreas. A aula inaugural foi na manhã de quarta-feira (14) no Campus Jardim Botânico da UFPR, em Curitiba – também houve transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da UFPR TV.

O primeiro encontro trouxe uma discussão sobre o papel da ciência, tecnologia e inovação para desenvolvimento do país e um debate sobre o programa Future-se, proposta do Ministério da Educação (MEC) para universidades e institutos federais. A temática foi abordada pelo reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pedro Rodrigues Curi Hallal, juntamente ao reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.

Aula inaugural da disciplina transversal abordou papel da ciência, tecnologia e inovação para desenvolvimento do país e programa Future-se. Fotos: Marcos Solivan/Sucom-UFPR

A coordenadora da disciplina, Angela Couto Machado Fonseca, professora do Departamento de Direito Privado da UFPR, explica que o formato respeita a abertura e pluralidade. “Começamos com uma aula um pouco mais conceitual e teórica para levantamento de problemas. Uma aula sobre conhecimento e realidade de pesquisa. Depois, o curso inteiro será ministrado por professores das mais variadas áreas da UFPR”, diz.

Os subcoordenadores da disciplina transversal são os professores Emerson Cervi, do Departamento de Ciência Política; João Rickli, do Departamento de Antropologia; Luciana Kalinke, do Departamento de Enfermagem; e David Alexander Mitchell, do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, todos da UFPR. “Montamos um programa pensando nas variedades possíveis para discutir o problema de pesquisa, desde estudos qualitativos, quantitativos, os seus modelos e técnicas internas. O programa, portanto, ficou bem abrangente”, diz a professora Angela.

Da esq. p/ dir.: pró-reitor da PRPPG, Francisco de Assis Mendonça; vice-reitora da UFPR, Graciela Inês Bolzón de Muniz; reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca; reitor da UFPEL, Pedro Rodrigues Curi Hallal; coordenadora da disciplina, Angela Couto Machado Fonseca; e coordenador de programas de pós-graduação, André Luiz Felix Rodacki

Além dos reitores, compuseram a mesa de abertura a vice-reitora da UFPR, Graciela Inês Bolzón de Muniz; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade, Francisco de Assis Mendonça; o coordenador dos programas de pós-graduação stricto sensu da UFPR, André Luiz Felix Rodacki; e a coordenadora da disciplina transversal, Angela Couto Machado Fonseca, professora do Departamento de Direito Privado da Universidade. 

A disciplina transversal é ofertada pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG) da UFPR por meio da Coordenação de Programas de Pós-graduação stricto sensu. Clique aqui e leia uma entrevista com os reitores da UFPR e da UFPEL sobre a discussão da temática na aula inaugural da disciplina e o programa Future-se.

Experiência de sucesso

Com 28 anos de atuação na UFPR, o professor Paulo Justiniano Ribeiro Junior, do Departamento de Estatística da Universidade, ministrou duas vezes a disciplina transversal “Métodos Estatísticos na Pesquisa Científica”. Para ele, o formato proporciona um ambiente em que alunos de áreas de formação distintas podem compartilhar e fazer atividades juntos. “Isso é uma questão positiva das transversais de uma forma geral, porque são temas que transcendem as áreas”, avalia o professor da disciplina que teve a participação de cerca de 300 estudantes de pós-graduação de todos os setores da UFPR em cada vez que foi ofertada, nas modalidades presencial e remota.

Justiniano destaca que trata-se da percepção da ciência mais ampla. “A especialização é interessante, importante e necessária. Mas existe uma base do conhecimento científico que é fundamental para todas as áreas e dá o que eu chamo de fôlego ao pesquisador, para desenvolver trabalhos até mesmo inovadores na interseção das áreas”, considera.

O professor ainda ressalta a importância da equipe de apoio durante as aulas das disciplinas transversais, como técnicos e monitores. “A disciplina gera muita demanda pelo seu formato [presencial e remoto] e a estrutura de apoio é essencial para que as atividades possam funcionar. Minha experiência foi muito boa quanto a isso”, diz.

Por Chirlei Kohls
Parceria Superintendência de Comunicação e Marketing (Sucom) e Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR