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Extensão e Cultura

Oficinas voltadas para comunidade antoninense abrangem públicos diversos no Festival de Inverno

Aline Fernandes França     19 de julho de 2018 - 9h18

Dandara Ventapane, porta-bandeira da escola de samba União da Ilha do Governador, ministra workshop de mestre-sala e porta-bandeira. Foto: Nicolle Schumacher.

O Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná oferece cinco oficinas/workshop para a comunidade de Antonina. Os temas escolhidos, pensados pelas especificidades da cidade litorânea, trouxeram Dandara Ventapane para a 28ª edição do festival. A porta-bandeira da escola de samba União da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, é ministrante de um workshop que apresenta elementos básicos na constituição do bailado tecnicamente e culturalmente.

Neta do cantor e compositor Martinho da Vila, Dandara iniciou cedo a ligação com o samba. “Comecei desfilando na escola-mirim, depois fui passista e comissão de frente. Passei por escolas de diversos grupos, até que resolvi, há seis anos, experimentar ser porta-bandeira”, papel que exige uma forte preparação ao longo do ano para o desfile.

A experiência de Dandara atraiu apaixonados pelo carnaval para participar da atividade até sexta-feira. “Vou abordar o que é necessário para o casal de mestre-sala e porta-bandeira e quais são os quesitos básicos. Falo sobre a apresentação para os jurados e a importância para a escola de samba, porque nós carregamos o pavilhão da escola”, diz.

“Eu participo bastante do carnaval, já fiz curso e vejo sempre as técnicas na TV. Nesta semana, quero aprender coisas novas”, diz Maria Lúcia Alves, porta-bandeira há 12 anos pela escola antoninense Leões de Ouro.

O secretário da escola de samba Filhos da Capela, John Kennedy, avalia que o workshop é uma ótima oportunidade para o carnaval de Antonina. “O carnaval é patrimônio cultural da nossa cidade, temos uma tradição de longa data. São 28 anos de parceria entre a universidade e Antonina e já tivemos várias oficinas, que para nós são de suma importância”.

“Esse conhecimento vai aprimorar o trabalho dos componentes, é primordial para a escola e todos que participam”, afirma Rivair Soares ‘Tita’, presidente da escola de samba Batel.

A escola Enamorados do Samba, de Curitiba, também marca presença na atividade. “Esse workshop é importante para as escolas, para o crescimento do carnaval no estado e para o conhecimento que as porta-bandeiras irão receber”, ressalta a presidente Marlene Monte Carmelo, carnavalesca há 58 anos.

“É uma troca de experiência conhecer outros carnavais, vai ser muito importante para o crescimento e a valorização desse carnaval e da cultura da cidade”, conclui Dandara.

 

Oficinas de aprimoramento

Composições de Bruno Mars e Michael Jackson estão no repertório da Orquestra Show de Antonina. O grupo formado por 25 alunos iniciou a oficina no último domingo e se apresentará no Festival de Inverno nesta sexta-feira (20).

O trabalho é desenvolvido na cidade durante todo o ano e recebe um maestro convidado especialmente para o Festival. “Trazemos novas informações, uma espécie de reciclagem, com repertório novo que tende a acrescentar com outra visão”, explica o maestro que ministra a oficina neste ano, Marco Aurélio Koentopp. “Essa formação é um pouco menor e a gente faz um trabalho  mais voltado para Big Bands”.

Giovana Gamba, professora de música em Blumenau – Santa Catarina, está em Antonina para participar do Festival de Inverno pelo quarto ano consecutivo. “A formação e a dedicação dos alunos daqui é impressionante. Levo para Blumenau essa experiência rica, cada regente que passa apresenta uma técnica nova”.

Com apenas 10 anos de idade, Lybner Ribeiro é um dos participantes. “Sempre fui apaixonado por música e entrei na banda aos nove. É muito bom tocar nas oficinas do festival”, diz o estudante que toca o instrumento bombardino.

No período da tarde, a sede da Filarmônica Antoninense abre as portas para a oficina Prática de Banda Sinfônica, ministrada por Thiago Santos. A oficina proporciona uma experiência intensiva de preparação de repertório variado. A proposta é colaborar para a maturação dos recursos técnicos e musicais que fazem parte do cotidiano artístico das bandas.

Wellington Freitas, professor da escola de música, afirma que as oficinas da UFPR facilitam a questão da prática e de desenvolvimento com os instrumentos. “As atividades proporcionam a criação de novos caminhos, repertórios variados, com muito desenvolvimento para o aluno. Cada ano há linguagem e propostas diferentes, somando tudo criamos nossa forma de tocar, que nos prepara para qualquer maestro e qualquer banda”.

Neuton Medeiros participa das oficinas para Banda Sinfônica e Orquestra há 10 anos. Formado em Música pela Universidade Federal do Paraná, atualmente o clarinetista é professor de Música em Antonina. “É uma grande experiência de vida, aqui temos o contato com a música desde pequeno. As oficinas nos dão a possibilidade de conviver com maestros diferentes, que trabalham de formas diferentes. Cada vez é um repertório, um aprendizado novo, uma grande oportunidade aqui na nossa cidade todos os anos”, ressalta.

 

Educação Especial

A oficina de Danças Urbanas Inclusiva reúne cerca de 15 alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Antonina, entre 24 e 64 anos de idade. O objetivo é adaptar a modalidade de danças urbanas para o grupo.

Trabalhando com educação especial desde 2016, a ministrante Julianne Agge Auffinger transforma até mesmo ações cotidianas em passos de dança. “Fazemos aquecimento e vários exercícios para explorar o lado artístico deles, principalmente voltado para o hip hop”, explica. As atividades também são consideradas relevantes para a saúde dos participantes.

Pela manhã, a oficina abrange o público de professores e profissionais da Apae. “Estou levando ações estratégicas para o uso durante o cronograma escolar. São brincadeiras, dinâmicas e ate danças para eles utilizarem durante o ano”, conta Julianne. “A arte inclui não segmenta”.

Maturidade

Dona Iolanda da Silva, de 85 anos, desfila na ala das baianas em uma escola de samba da cidade, não toma comprimidos e ainda mostra como tem flexibilidade, ao encostar as mãos na ponta dos pés. Com disposição de sobra, não pensou duas vezes quando soube da oficina voltada para a maturidade.

“Eu gosto de dançar. Danço no PIA (Patronato do Idoso Antoninense), saio no carnaval e estou muito animada com essa oficina”, diz Iolanda que participa do Festival há anos.

A Dança espontânea: som e movimento é ministrada por Kátia Maria Coelho Drumond, que já ministrou outras oficinas no Festival e realiza seu primeiro trabalho junto à maturidade. “É uma experiência inédita. Estamos trabalhando a consciência corporal e vocal e outras sonoridades que elas não costumam praticar na dança que já realizam pelo projeto municipal”, afirma.

Kátia propões rítmicas diferenciadas dentro das vertentes da música negra. “Elas são joias raras. A maioria viúvas, aposentadas, que descobriram que precisam viver para elas, doar esse tempo para elas”, diz.

Aos 64 anos, Evanilda Maia conta que está bem mais disposta com as atividades físicas que realiza semanalmente, fator que a incentivou a se inscrever na oficina. “Eu acho bom que tenha essa atividade para participarmos, precisamos desse tipo de oportunidade”.


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