Universidade Federal do Paraná

Menu

Extensão e Cultura

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros lança três livros; programação integra Mês da Consciência Negra

Aline Fernandes França     7 de novembro de 2018 - 11h10

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Paraná lançou três livros nesta terça-feira (6). As obras são “Educação das relações étnico-raciais: O Estado da Arte”, “Pesquisas de Acadêmicos/as do Afirmação na Pós: Contranarrativas e descolonização” e “Racismo, discurso e Educação: estratégias ideológicas”.

O lançamento aconteceu durante o IV Simpósio de Literatura Negra Ibero-Americana, que segue até sexta-feira (9), no Complexo da Reitoria. As atividades integram a programação do Mês da Consciência Negra.

O professor Paulo Vinicius Baptista da Silva, superintendente de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade da UFPR e organizador de duas das obras, explica que os materiais são resultados de projetos diferentes. “Todos possuem financiamento público e também estarão disponíveis em formato digital”.

Obras

O livro “Pesquisas de Acadêmicos/as do Afirmação na Pós: Contranarrativas e descolonização” foi produzido a partir de um projeto preparatório para a pós-graduação na área de minorias raciais e pessoas com deficiência. “São trabalhos que mestres e doutores fizeram antes do processo de seleção para a pós”, explica o professor Paulo.

Quarenta pessoas participaram da preparação e nove foram aprovados. Sete pesquisadores do grupo estão no livro. Organizado pelos próprios estudantes da pós, a proposta é dar continuidade ao projeto, ampliando o público com demais aprovados.

A obra “Racismo, discurso e Educação: estratégias ideológicas” reúne o material de seis dissertações de mestrado e duas teses de doutorado, orientadas pelo professor Paulo Vinicius. Os autores utilizaram a metodologia de hermenêutica de profundidade, analisando estratégias ideológicas sobre discurso, educação e racismo.

Iniciado com uma apresentação da teoria hermenêutica de profundidade, o livro foi organizado coletivamente e, depois de cada capítulo, há uma síntese dos diversos artigos.

O terceiro livro “Educação das relações étnico-raciais: O Estado da Arte” é resultado de uma pequisa nacional sobre as relações étnico-raciais, considerada uma área relativamente nova na pesquisa.

“A obra teve como fomento a mudança da Lei de Diretrizes e Bases da Educação que definiu o ensino obrigatório de história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica”, comentou o docente, que também é organizador.

Três grupos de pesquisa – Neab da Universidade Federal do Paraná, Neab da Universidade Federal do Maranhão e Ações afirmativas da Universidade Federal de Minas Gerais – integraram o projeto, ao lado de pesquisadores convidados, de referência na área.

Os grupos fizeram uma extensa coleta de publicações científicas na área da educação: 598 teses e dissertações de programas de pós-graduação em Educação e 494 artigos de revistas da área de Educação. O material foi analisado em categorias.

“Para o livro, fizemos uma síntese de cada categoria. Nosso público abrange, principalmente, pessoas que pesquisam educação em relações étnico-raciais no Brasil. O material tem um balanço relevante para a área e pode ajudar nas revisões bibliográficas”, destaca Silva.

Distribuição

Os livros foram impressos para distribuição no lançamento, mas já há um pedido para mais impressões, aguardada para os próximos meses.

A distribuição será focada em eventos e parceiros das universidades. O formato digital estará disponível, em breve, na página do Neab no Facebook.

Mês da Consciência Negra

A programação do Mês da Consciência Negra se estende por todo o mês com conferências, seminários, rodas de conversa, oficinas, exposições e apresentações culturais, em vários campi da universidade e também fora dela.

De acordo com o professor Paulo Vinicius, pela primeira vez a programação é sistematizada de forma tão abrangente. “É muito positivo fazer uma articulação da UFPR, envolvendo vários setores, para ter um número grande de atividades com a participação de vários segmentos”, avalia.