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Ciência e Tecnologia

Laboratório da UFPR alerta para aumento de encalhes do Pinguim de Magalhães no litoral

Superintendência de Comunicação Social     19 de junho de 2020 - 9h03

O Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) alerta para o aumento no número de encalhes de animais vivos e mortos nesta época do ano, principalmente com a chegada das frentes frias e a visita de muitas espécies migratórias. Uma dessas espécies que visita a costa paranaense anualmente é o Pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), que se desloca pelas correntes marítimas em busca de alimento desde as colônias reprodutivas onde vivem, no centro-sul da Argentina. Somente nesta quinta-feira (18) foram oito acionamentos para o tratamento de pinguins vivos, com números altos ao longo de toda a semana.

A grande maioria dos pinguins-de-magalhães que chegam no Paraná estão debilitados, possivelmente por não terem conseguido se alimentar adequadamente durante a migração. “Os pinguins, diferentes de focas e lobos marinhos, não vêm a praia para descansar, então quando encalham é porque precisam de cuidados médico-veterinário”, explica a bióloga Camila Domit. A equipe de resgates do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) atua das 7h às 18h e atende pelos telefones 0800 642 33 41 ou (41) 992138746.

 

A bióloga explica que, caso encontrados muito debilitados fora dos horários de atendimento, os animais podem ser isolados em uma caixa de papelão e enrolados em uma toalha para minimizar a hipotermia. “Mas se ele não estiver muito debilitado, estiver levantando, se mexendo, neste caso é importante tentar manter um isolamento em volta dele”, explica. “Proteger é isolar”, destaca, reforçando a importância de manter os cachorros distantes dos animais.

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural a Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

O PMP-BS é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. O LEC monitora o Trecho 6, compreendido entre os municípios de Guaratuba e Guaraqueçaba.

Pinguins chegam à costa debilitados (Fotos: Divulgação/LEC)

Tratamento e reabilitação devem ser feitos por profissionais


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