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Extensão e Cultura

IV Feira de Economia Solidária incentiva inclusão de famílias atendidas por rede de saúde mental de Curitiba

Camille Bropp     22 de abril de 2019 - 18h14

Sob cada uma das dez tendas da IV Feira de Economia Solidária — que começou nesta segunda-feira (22) no Campus Botânico, em Curitiba –, está o trabalho de uma família que caminha para a inclusão social. O tema do evento, que inclui palestras, mesas redondas, cine-debates e atrações culturais, é a possibilidade de promoção social das famílias marcadas por problemas de saúde mental por meio da economia solidária — que tem como base a autogestão dos trabalhadores.

A feira ficará aberta até sábado (27), das 8 às 19 horas.

Feira estará aberta no Campus Botânico até sábado (27), das 8 às 19 horas. Foto: Caíque Franzoloso/Divulgação

Na segunda, a feira ocorreu paralelamente ao encontro “Saúde Mental: inclusão social e a promoção de inciativas de geração de trabalho e renda”, promovido pelo Departamento de Terapia Ocupacional. A programação do encontro contou com palestras e rodas de conversa.

Inclusão

As famílias que participam da feira são atendidas pela Rede de Saúde Mental e Economia Solidária de Curitiba e Região Metropolitana (Libersol). A ideia e ajudar na comercialização de produtos e serviços oferecidos por cerca de 30 negócios geridos por essas famílias, que possuem membros que enfrentam transtornos mentais ou sofrimento psíquico. O produto mais comum são peças de artesanato; entre os serviços, são oferecidas massagens, por exemplo.

Ferro: economia solidária é alternativa pautada na autogestão. Foto: Marcos Solivan/Sucom-UFPR

O professor Luís Felipe Ferro, do Departamento de Terapia Ocupacional e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFPR, explica que a Libersol tem aplicado a economia solidária como forma de inclusão social.

“Existe uma dificuldade imensa de essas pessoas se inserirem no mercado de trabalho formal”, afirma. “O projeto aborda a saúde mental entendendo que essa situação afeta o sujeito e o faz sofrer, mas que é possível ter ações que possam prover estrutura para a inclusão social pelo trabalho”.

De acordo com Ferro, a economia solidária — por ser um formato alternativo ao modelo capitalista de trabalho — é uma opção para quem sofre empecilhos para ter um emprego formal. “Nela, as pessoas podem gerenciar o seu trabalho, porque não existe chefe. A preocupação é com o ser humano, o lucro é um objetivo secundário”.

Ele afirma que o evento também tem o objetivo de fazer crescer a Libersol, a fim de ampliar o número de locais com feiras da rede.

SERVIÇO
IV Feira de Economia Solidária da Libersol
Data:
22 a 27/4, das 8 às 19 horas
Local:
Campus Botânico, no prédio do Departamento de Terapia Ocupacional (Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 – Jardim Botânico, Curitiba)

PROGRAMAÇÃO

22/4 (segunda)

12 horas – Abertura com Roda de Encantos (Roni Tinoco e Carlos Caruso)

23/4 (terça)

12 horas – Apresentação musical com Luis Ferro e convidados

14h – Cine-debate sobre o filme “Si puo fare” (2008), que aborda a inclusão social por meio do trabalho no contexto da reforma psiquiátrica
Participantes: Luis F. Ferro e convidados
Local: Sala 4, no 1° andar do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, no Botânico

18h – Samba de terreiro com o grupo Mavih Macama

24/4 (quarta)

12h – Apresentação musical com o grupo Nahla

14h – Cine-debate sobre o documentário “A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson” (2017)
Convidados: Andreia Laís Cantelli, professora de história e presidente do Instituto Brasileiro Trans de Educação e pesquisadora em gênero e diversidade sexual na educação; e Nahla, artista e membro da ONG Stonewall, que atua na inclusão LGBT nos ambientes de trabalho

18h – Apresentação da banda Sopro Difuso

25/a (quinta)

12h – Música e poesia com o coletivo Sarau Negro

13h – Oficina de abayomi (bonequinha afro)

14h – Cine-debate sobre o filme “Uma onda no ar” (2002), que aborda o racismo e a construção da identidade na criação de uma rádio comunitária
Convidado: James William, fotógrafo e ciclo-ativista.
Local: Sala 3, no 1.º andar do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, no Botânico

26/4 (sexta)

12h30 – Show “Por que não tem paquita preta??!”, com Simone Magalhães

14h – Oficina de xilogravura com Silvio Luiz Marani
Local: Sala Art, no térreo

27/4 (sábado)

12h – Apresentação da banda Peixe

13h – Contação de histórias para as crianças, com Salete

Atrações permanentes

Quick massage com preço promocional (R$ 10,00)

Mais informações no site do Setor de Ciências da Saúde e na página da Libersol no Facebook


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