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Ciência e Tecnologia

Integrantes do centro de escrita da UFPR representam Brasil em congresso nos Estados Unidos

Superintendência de Comunicação Social     18 de outubro de 2019 - 16h02

Camila, Daniel, Janice, Orisis e Thais são integrantes do Centro de Assessoria de Publicação Acadêmica (Capa) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Além disso, Camila é doutoranda, Daniel, intercambista, Janice, professora, Osiris, aluno de graduação e Thais, mestranda da Universidade. Com suas experiências, escreveram três trabalhos sobre a área de centros de escrita que foram aprovados no Congresso IWCA (International Writing Centers Association). Os integrantes do Capa são os únicos brasileiros a participar do evento internacional que ocorre nos Estados Unidos, desta quarta-feira (16) a sábado (19). Logo após ao Congresso, a equipe fará uma visita técnica à Universidade de Denison, onde ministrará oficinas sobre a sobre a língua e cultura brasileira e conhecerá o centro de escrita da instituição norte-americana.

Integrantes do Capa da UFPR receberam bolsas para participar do Congresso nos Estados Unidos, além de outros apoios financeiros. Fotos: Divulgação

A ida foi possível com o apoio financeiro da Embaixada dos Estados Unidos, da Universidade de Denison, e da Fulbright, instituição de apoio à pesquisa dos Estados Unidos. A equipe do Capa também conseguiu bolsas do Congresso a partir da aprovação dos trabalhos. O evento da IWCA tem parceria com a NCPTW (National Conference on Peer Turning in Writing). Em setembro representantes da Embaixada dos Estados Unidos visitaram o Capa na UFPR.

O diretor do Capa da UFPR, Ron Martinez, ressalta que a IWCA pode ser considerada a maior associação internacional de centro de escrita no mundo. “Esses membros do Capa são inspiradores para mostrar que, não só para esse evento, mas que com garra e insistência também se consegue as coisas. E eu espero também que sirva como inspiração para outros alunos e docentes da Universidade para não desistir nesse momento difícil”.

O intercambista norte-americano Daniel Persia, líder regional no Paraná e em São Paulo do programa internacional English Teaching Assistant, ressalta a importância de ter representantes do Brasil nos Estados Unidos. “É muito bom poder fazer essas conexões com pessoas de outros países para mostrar que existem outras realidades, mas estamos falando da mesma coisa que é a escrita”.

Representantes da Embaixada dos Estados Unidos visitaram o Capa da UFPR em setembro

“Nós vamos representar o país em ciência na área de Humanas. Talvez um dos grandes ganhos para todos nós seja a possibilidade de estabelecer parcerias. A ciência não sobrevive sozinha”, considera Janice Nodari, professora do curso de Letras Inglês e vice-diretora do Capa. Camila Rezende, estudante de doutorado em Sociologia da UFPR, conta que sempre foi aluna cotista e considera a participação uma conquista pessoal. “Eu entrei no vestibular por cotas, minha família sempre foi baixa renda. Eu nunca imaginei que chegaria nos Estados Unidos e o idioma era uma barreira para mim. O próprio Capa me permite ter acesso a esse tipo de interação acadêmica. Eu faço parte dessa comunidade que o Capa ajuda”.

Os trabalhos e a realidade do Capa

Em formato de exposição, oficina e comunicação oral, os trabalhos abordam a atuação do Capa na UFPR em uma realidade diferente dos centros de escrita dos Estados Unidos, que tem uma história de cerca de 100 anos. O Capa foi criado em 2016 inspirado na atuação dos centros de escrita norte-americanos. O espaço brasileiro oferece assessoria, tradução e revisão de trabalhos acadêmicos, além de realizar eventos, como palestras relacionadas à produção científica.

“O Capa cumpre a assessoria que eles fazem lá [nos Estados Unidos], com alunos de graduação, mas diretamente com os diversos pesquisadores [de graduação e pós-graduação] da UFPR. A função é dar apoio para incrementar a relação dos cientistas com os seus trabalhos. O papel é ainda mais impactante na sociedade”, avalia Martinez.

O diretor do Capa, Ron Martinez (ao meio), com os integrantes que tiveram trabalhos selecionados para participar do evento internacional

Uma exposição mostra como as ações do Capa e a ciência podem ser expressadas pela arte, temática do evento internacional. “Em resumo podemos dizer que o Capa ajuda os cientistas a se expressarem por meio de textos científicos”, diz Camila.

A comunicação oral faz uma leitura sobre as transformações e inovações do Capa a partir da arte brasileira. “Uma coisa é ler sobre e outra coisa é ver e conversar e se encontrar com as pessoas”, pontua Osiris Verissimo Rodrigues, estudante do curso de Letras da UFPR.

Já a oficina que será ministrada constrói uma perspectiva de decolonialidade. “Queremos mostrar como o Capa é um centro de escrita que se inspirou no modelo tradicional, mas subverte muito do que já existe na literatura e do que é falado nesse evento”, conta Thais Cons, mestranda em Letras na UFPR.

Por Chirlei Kohls
Parceria Superintendência de Comunicação e Marketing (Sucom) e Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR