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Extensão e Cultura

Inspirado pelos estudos do doutorado, pesquisador da UFPR lança álbum que funde gêneros paraguaios e brasileiros

Amanda Miranda     17 de setembro de 2020 - 10h03

Julio Borba, pesquisador da UFPR e músico (Foto: Divulgação)

A música pantaneira – ou caipira, ou paraguaia -, tradição do Mato Grosso do Sul, sempre esteve no imaginário do pesquisador Julio Borba, crescido e criado na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Com o ouvido treinado desde criança a apreciar um gênero tão próximo da sua origem, ele fez um desvio de percurso ao optar por estudar música: a formação clássica, de conservatório, acabou o levando a um caminho distante daquele que marcou a história familiar. 

Mas essa antiga tradição foi recuperada. A fusão da musicalidade dos seus ídolos com expressões sonoras paraguaias e brasileiras marca o álbum “Entroncamento”, fruto da sua experiência como músico e pesquisador de etnomusicologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR). As obras autorais trazem expressões sonoras dos gêneros musicais como polca paraguaia, a guarânia, o samba e a bossa nova, com elementos jazzísticos (ouça aqui). 

Borba pesquisa, no doutorado em andamento no PPGMúsicaa relação da música instrumental brasileira e paraguaia, utilizando-se das áreas de comunicação e sociologia com o conceito interculturalidade. Para isso, escolheu o campo da etnomusicologia, que, segundo ele, é uma vertente associada fortemente à antropologia. Neste caminho, é possível captar objetos que se encontram fora de uma tradição ocidental. O trabalho é orientado pelo professor Edwin Ricardo Pitre-Vásquez. 

álbum foi lançado pelo selo Onça Discos e reflete exatamente o caminho escolhido pelo músico e pesquisador: estudar e entender o que fez parte da sua origem musical para aprimorar a prática. A ideia é tentar associar questões teóricas ao cotidiano como artista. “Eu preciso tocar para entender as questões teóricas e preciso tentar entender as questões teóricas para tocar melhor.  Tudo é uma forma de aprendizagem fundamental como músico e como pesquisador“, explica. 

O título do álbum “Entroncamento” também traduz essa trajetória de retorno ao lugar de origemseu significado é de encruzilhada, termo comum no Mato Grosso do Sul para se referir às grandes festas no interior do estado, um “lugar mágico e que tem sica“.  “Sou do Mato Grosso do Sul,  um estado que faz fronteira com o Paraguai, por isso temos uma relação muito forte”, explica ele, que é filho de mãe paraguaia.

“Este é um legado histórico que estava sendo perdido, abandonado e o trabalho de pesquisa no GRUPETNO me ajudou a me aprofundar nesse estudo, descobrindo dois gênerospolca paraguaia e chamaméque tem uma relação forte com a cultura paraguaia, com a música caipira, com interior do país“.  

O disco contou com a direção musical do compositor uruguaio Santiago Beis e com a participação de músicos atuantes em Curitiba, como o baixista Leonardo Lopes, o baterista Pedro Mila, os acordeonistas André Ribas e Éverton Silveira e o saxofonista Ronald Kubis 

Julio Borba já participou do Som e Prosa, na UFPR TV. Ele foi entrevistado junto ao músico Juan Vera Esquivel. Assista:

 


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