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Extensão e Cultura

Festival de Inverno: mulheres da resistência, ballet e shows marcaram a terça-feira

Superintendência de Comunicação Social     18 de julho de 2018 - 14h31

Atriz Nena Inoue interpreta “Para não morrer”. Foto: Nicolle Schumacher

O solo de Nena Inoue foi um dos destaques do quarto dia de Festival de Inverno da UFPR e atraiu um grande público para o Theatro Municipal de Antonina. “Para não morrer” conta a história de 27 mulheres de vários lugares do mundo, em diferentes tempos e que trazem em comum a resistência.

A peça é inspirada na obra “Mulheres”, de Eduardo Galeano, com criação da atriz, dramaturgia de Francisco Mallmann e parceria de direção de Babaya.

“São histórias verídicas de mulheres da resistência, mulheres de ontem e de hoje. Eu vejo que não conhecemos as histórias de muitas delas. Como digo na peça, isso é ‘para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça’”, afirma Nena, ao falar sobre a necessidade de relembrar o passado.

A atriz aborda as opressões pelo recorte das mulheres que se rebelaram. “É importantíssimo falar das mulheres porque elas foram caladas e ainda são. A gente tem que falar para dizer que estamos aqui, que estamos na resistência e vamos continuar”.

Durante a peça, a personagem traz relatos de mulheres de Havana, Equador, Argentina, entre outros países, e cita Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada no mês de março.

“Não estudamos a história da América Latina na escola. Na Argentina e no Chile, os presidentes da ditadura foram condenados e presos, mas no Brasil os torturadores não foram julgados. É como se esse período não tivesse acontecido e por isso a história se repete, porque não temos memória”, diz. “Esse espetáculo é necessário por trazer a memória dessas mulheres e para saber de onde viemos e quem somos”, conclui.

 

Ballet de Antonina encanta platéia

Mais cedo, a programação do Festival começou com a apresentação do Ballet de Antonina, que foi da valsa clássica “Danúbia Azul” até coreografias de jazz ao som de pop.

As aulas do Ballet de Antonina são realizadas pelo Centro Educacional Ballet Coppélia do Brasil, em parceria com a prefeitura. As apresentações já é uma tradição do Festival há nove anos.

Sediada em Curitiba, a Coppélia do Brasil oferece aulas de ballet, jazz e sapateado para todas as idades. A escola objetiva o incentivo da imaginação, criatividade e individualidade dos alunos.

Agnalda Trinkel criou a escola em 1974. Ela conta que começou a dançar aos seis anos de idade e já participou de cursos em instituições como Joffrey Ballet, J.J. Smith e Hector Mercado. “A bailarina clássica prima pela sua postura e comportamento. E nunca é tarde para começar a fazer ballet. Quem dança vive intensamente. É um mundo fantástico que nem todas as pessoas descobrem”, afirma.

Quando soube que as aulas para as duas filhas durariam três horas, Patrícia Bornancim, de 43 anos, decidiu entrar na dança também. “No começo foi mais difícil, mas agora está tudo tranquilo. Já estou até na sapatilha de ponta”, diz.

 

Show Pierrot de Bernardo Bravo

A Igreja São Benedito abriu as portas para o show Pierrot de Bernardo Bravo na terça-feira (17). O repertório do cantor carioca foi da MPB ao erudito, com canções de Kid Abelha, Heitor Villa-Lobos e composições próprias.

O show Pierrot foi criado especialmente para a participação no 28º Festival de Inverno da UFPR. “Optei por apresentar um show inédito, continuação do meu antigo disco Arlequim, de 2013”, disse Bravo.

A inspiração veio da comédia dell’arte, uma forma de teatro popular que apareceu na Itália no século 15, em que as apresentações eram realizadas em ruas ou praças, por companhias itinerantes. Os figurinos eram coloridos, as cenas espontâneas e improvisadas. Alguns personagens se tornaram criações importantes, como Arquelim, Colombina e Pierrot. Pierrot é um palhaço triste apaixonado por Colombina, que o deixa por Arquelino.

Ao criar o disco Arquelim, inspirado pelo personagem da comédia dell’arte, Bernardo pensou em fazer uma sequência com mais dois discos: Colombina e Pierrot. Por isso, o show Pierrot continha músicas mais melancólicas – representando alguém que fora abandonado pela amante.

“Eu sou uma cria do Festival de Inverno da UFPR. Vim para cá com 15 anos, fiz as oficinas e assistia aos shows. Agora, vim como artista. Esse é um dos festivais mais importantes que a gente tem no estado” afirma Bravo.

 

Itaércio Rocha leva música brasileira ao Coreto

Outra atração do Festival de Inverno foi o cantor e compositor Itaércio Rocha. O show trouxe a essência da música tradicional e folclórica nacional para o Coreto da praça Coronel Machado.

“Ele me ama, mas não quer ser gay”. O trecho é de uma das músicas mais famosas de Itaércio, que fez o público vibrar e cantar alto durante a apresentação, com direito a bis. As letras do compositor também falam sobre a cultura nordestina e vivências do universo de “Caboclo” Itaércio, homem maranhense, gay e carnavalesco.

O cantor é um dos fundadores do grupo ‘Garibaldis e Sacis’, entre os mais conhecidos e aclamados no carnaval curitibano. A especialidade de Rocha é tirar o público do chão; dessa vez não foi diferente, os presentes dançaram da primeira até a última música.

Itaércio é um rosto conhecido no Festival de Inverno; já participou como oficineiro, ator, dançarino e cantor. “Sou muito feliz em Antonina. Tenho uma identificação com a cidade pelo carnaval e pelo clima”, explica.

Você pode conferir este e outros show pelo canal no YouTube da UFPR TV.

Aline Fernandes França, Larissa Nicolosi e Agência Prattica


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