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Ciência e Tecnologia

Estudantes de Engenharia da UFPR constroem veículos para competições nacionais

Aline Fernandes França     3 de outubro de 2017 - 14h53

Foto: Leonardo Bettinelli

Macacão, luvas e capacete. É com o traje de gala do evento mais esperado pela equipe Fórmula que o estudante de Engenharia Mecânica Nicolas Freire fala da expectativa para o Fórmula SAE, competição que reunirá 65 equipes de todo o Brasil no fim de novembro, em Piracicaba (SP). Freire é o piloto e um dos 82 integrantes da equipe, formada por alunos de cinco cursos da UFPR, que se dedicam a projetar e montar um carro de competição do tipo Fórmula.

O grupo vai para o evento com a confiança de quem, na primeira participação, em 2016, conquistou o título de melhor equipe iniciante. Nicolas Freire conta que, apesar de gostar de dirigir, pilotar o Fórmula é uma grande responsabilidade. “Eu treino em karts pelo menos uma vez por mês e também uso simulador em computadores. Preciso estar preparado para a competição”, afirma.

O grupo da Universidade Federal do Paraná surgiu em 2015. Hoje, é formado por alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Química, Economia e Administração, que se dividem em gerências de projeto, execução e área administrativa.

Capitão da equipe Fórmula, Henrique Rolo.
Foto: Leonardo Bettinelli

Nosso objetivo é construir um veículo tipo Fórmula. Estamos em fase de construção e almejamos um top 10 no campeonato Fórmula SAE”, diz o capitão da equipe, Henrique Rolo.

A competição reúne estudantes de todo o Brasil e os primeiros classificados participam de campeonatos internacionais nos Estados Unidos. Os grupos passam por 11 provas dinâmicas e estáticas. 

Apesar de ser uma equipe nova, a Fórmula já tem novos desafios pela frente. A ideia é projetar um carro para a categoria elétrica em 2018. “Estamos iniciando a fase de projeto e buscando patrocinadores voltados para essa área. Vai ser um grande desafio porque demanda muito conhecimento de eletrônica, potência e controle, mas é muito legal fazer parte disso”, explica o estudante de Engenharia Elétrica Edilson de Oliveira, que é capitão do projeto elétrico.

A equipe segue no dia 30 de novembro para o campeonato. “Poucas vezes na faculdade temos a oportunidade de ver algo que projetamos acontecendo. Outro ponto positivo é que a gente tem um contato próximo com empresas parceiras e elas valorizam os processos que realizamos aqui”, relata o capitão Henrique.

Equipe Fórmula participa do campeonato nacional em novembro.
Foto: Leonardo Bettinelli

Baja – Bicampeã 5S

Capitã da equipe Baja, Thatiane Alves da Silva.
Foto: Leonardo Bettinelli

A tradição de cruzar mais de 1000 quilômetros de deserto em veículos apelidados de Baja – modificados para enfrentar diferentes tipos de terreno – começou na década de 60, em uma região mexicana que faz divisa com a Califórnia. A corrida deu origem à competição Baja SAE e conquistou acadêmicos de Engenharia de vários países.

Foto: Leonardo Bettinelli

A equipe da Universidade Federal do Paraná constroi o veículo off-road de quatro rodas há 22 anos. Estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Engenharia de Produção trabalham no projeto para conquistar uma boa colocação no campeonato regional sul, marcado para o dia 17 de novembro.

A capitã Thatiane Alves da Silva, aluna do curso de Engenharia Mecânica, conta que a proposta é que o Baja seja seguro, leve e competitivo. “O campeonato regional nos permite identificar correções necessárias para o nacional, que acontece no mês de março”, diz. “Estamos progredindo. Conquistamos o título de 5S nos dois últimos anos, com o box mais organizado entre 80 equipes”, comemora a capitã.

O piloto escolhido para a competição é Vitor Dups que ingressou este ano no curso de Engenharia Mecânica. Mas as atribuições do estudante vão além das pistas. “Como eu fiz curso técnico, estou acostumado a soldar e fico à disposição para o que for preciso”.

Vitor passou pela experiência de dirigir o Baja há pouco tempo. “O carro só acelera e freia, não tem sequência de marchas. O máximo que ele alcança é 60 km por hora, mas dentro parece muito rápido, a sensação é que vai voar”, descreve.

Foto: Leonardo Bettinelli

Eco Octano – Rendimento e eficiência

Também no Laboratório de Máquinas Térmicas da UFPR, outra equipe de alunos trabalha em um projeto: o Amazon. O protótipo do carro é desenvolvido por 30 acadêmicos dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e uma estudante do curso de Química da UFPR. O grupo Eco Octano participa de competições universitárias de veículos eficientes desde 2013, quando ficou classificada em 9º lugar geral na Maratona de Eficiência Energética, com a marca de 159 km por litro de gasolina.

A missão deste ano é a competição Shell Eco-marathon, que acontecerá no Rio de Janeiro, em novembro. A disputa reúne jovens universitários de todo o país que projetam, constroem e pilotam veículos eficientes em termos de energia, com o objetivo de superar recordes.

O protótipo está em fase de construção e, neste ano, com direito a novidades. A estrutura, que era de aço em 2016, agora é feita de alumínio. Já o motor carburado foi substituído por um injetado, de acordo com o novo regulamento.

A Eco Octano dedicou o primeiro semestre para realizar as projeções do carro e cada detalhe exige o máximo de perfeição. “Estamos com um projeto ambicioso, agregamos novos itens, como o sensoriamento. Almejamos alcançar a eficiência de 200 km por litro de gasolina”, explica Guilherme Barboza, estudante de Engenharia Elétrica, que é capitão da equipe há um ano.

O grupo está dividido em áreas de atuação, como elétrica, motor e transmissão, direção e freio, além das diretorias de gerenciamento, processo seletivo, marketing e financeiro. Os integrantes têm horário fixo aos sábados e ainda trabalham durante a semana em intervalos entre as aulas. “É um orgulho muito grande poder falar eu ajudei a construir esse protótipo”, afirma o capitão Guilherme.

Foto: Leonardo Bettinelli

Atualmente, Sávio de Arruda Alencar é o membro mais antigo da Eco Octano. Ele ingressou em 2014, logo que entrou para o curso de Engenharia Mecânica da UFPR, e se apaixonou pelo projeto. Desde 2016, é o piloto oficial da equipe, o que requer o dobro de dedicação. “O piloto deve conhecer o carro, identificar os limites e isso só se aprende ajudando a construir o projeto, estando presente em todos os subsistemas. Eu praticamente moro no laboratório”, conta empolgado.

O regulamento da competição exige que o piloto tenha mais de 50 quilos, carteira de habilitação e fale inglês. De acordo com Sávio, a maneira de pilotar influencia no resultado. “Estou ansioso, é uma grande responsabilidade, mas vamos conseguir um bom resultado”, avalia.

Inspiração

Piloto da equipe Eco Octano, Sávio de Arruda.
Foto: Leonardo Bettinelli

Quando o Brasil perdeu Ayrton Senna, em 1994, os membros da equipe Eco Octano ainda não tinham nascido. Mesmo assim, a imagem do ídolo estampa a camiseta do grupo.

É um ídolo que traz persistência, é guerreiro e não desiste. O Senna é um símbolo que identifica muito a nossa equipe”, explica o membro da Eco Octano, Sávio de Arruda.

Outro motivo da escolha é o fato de o piloto da Fórmula I ser brasileiro. “A missão da nossa equipe é criar profissionais para fazer um Brasil melhor, temos essa paixão pelo país e também pela nossa UFPR”, completa.


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