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Ciência e Tecnologia

Especialista em transporte hidroviário, professor da UFPR participa de audiências públicas em Brasília

Superintendência de Comunicação Social     20 de outubro de 2017 - 15h33

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal promove na próxima segunda-feira (23), em conjunto com o Grupo Parlamentar Brasil – Argentina, uma audiência pública em Brasília para elaborar um diagnóstico, identificar gargalos logísticos e discutir soluções para a viabilidade da Hidrovia Paraguai- Paraná. Entre os convidados para discutir o tema está o professor Eduardo Ratton, titular do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e especialista em transporte hidroviário.

O pesquisador, que também é superintendente do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura (ITTI) da UFPR, foi o único representante da área acadêmica requisitado para participar da audiência pública, que ainda contará com a presença do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Adalberto Tokarski, do diretor de Infraestrutura Aquaviáriado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Erick Moura, do presidente da Câmara de Infraestrutura e Logística do Agronegócio, Edeon Vaz, do consultor legislativo do Senado Federal, Tarciso Dal Maso, além de representantes do Ministério do Meio Ambiente.

“A solicitação para participar de uma audiência pública sobre esse tema é reflexo do trabalho técnico e científico realizado pela universidade nos últimos três anos. É uma grande oportunidade para a UFPR e um grande reconhecimento”, ressalta Ratton.

Experiência

O professor se refere aos trabalhos desenvolvidos pela Universidade por meio do ITTI na área de transporte hidroviário, como Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Hidrovia do Rio Paraguai, que contemplou o trecho brasileiro da Hidrovia, entre Cáceres/MT e a foz do Rio Apa, em Mato Grosso do Sul, em um total de 1.270 km de extensão, e o Estudo da prática regulatória, vantagens competitivas e oferta e demanda de carga entre os países signatários do Acordo da Hidrovia Paraguai – Paraná. Os dois são resultado de uma cooperação técnica entre a UFPR e o Dnit e envolveram dezenas de docentes e alunos de graduação e pós-graduação da Universidade.

A partir desses projetos, estagiários e bolsistas do ITTI já produziram dois trabalhos de conclusão de curso de graduação, um de conclusão de especialização, cinco dissertações de mestrado e uma tese de doutorado. Além disso, com base nesses dois estudos; acadêmicos e pesquisadores do Instituto já participaram ou apresentaram trabalhos em mais de 40 eventos – técnicos e científicos, sobre transporte hidroviário.

Hidrovia do rio Paraguai

Na última segunda-feira (17), Ratton esteve na Câmara dos Deputados, em Brasília, para apresentar o  Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Hidrovia do Rio Paraguai. O estudo foi tema de uma audiência pública na Comissão de Viação e Transportes.

Ratton, coordenador geral do estudo, e a engenheira Civil Flávia Waydzik, que faz parte da equipe técnica, apresentaram os resultados obtidos nos estudos realizados ao longo do trecho brasileiro da Hidrovia do Rio Paraguai, entre Cáceres/MT e a foz do Rio Apa, em Mato Grosso do Sul, somando 1.270 quilômetros.

“É essencial apresentar o problema aos parlamentares, que poderão propor medidas efetivas para o incentivo ao uso das hidrovias brasileiras, por meio, por exemplo, de medidas de desoneração de insumos e da facilitação das questões alfandegárias e de vigilância sanitária que hoje são obstáculos apontados pelas empresas do setor de navegação e pelo setor produtivo”, ressalta Ratton.

“O setor produtivo brasileiro é extremamente competente da porteira para dentro, e perde grande parte da competitividade da porteira para fora porque infelizmente nosso sistema de transporte é baseado no rodoviário. A questão de custos para o setor produtivo é fatal. Uma das grandes alternativas que nós temos é o transporte hidroviário, ele é muito mais eficiente, é mais econômico e ecológico. Temos que resolver os problemas de todos os rios que nós tivermos condições de navegar”, ressaltou o diretor-executivo do Movimento Pró- Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz, que também participou da audiência.

O estudo é resultado de um termo de cooperação entre a UFPR e o Dnit que, para realizar o levantamento, realizaram cinco expedições de campo, somando 4 mil quilômetros navegados pelos rios Paraguai, Miranda e Cuiabá. Três das expedições foram realizadas em parceira com o 6º Distrito Naval de Ladário, da Marinha do Brasil, com o qual a UFPR assinou um acordo de cooperação permitindo a troca de experiências, a coleta de informações e a proposição de ações com o objetivo de melhorar a Hidrovia.

A Hidrovia Paraguai- Paraná tem ao todo 3.442 quilômetros e se estende por cinco países: Brasil, Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai, sendo um dos mais importantes eixos de integração política econômica, social e econômica da América do Sul.


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