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Curso de Tecnologia em Agroecologia, do Setor Litoral, forma sete turmas em dez anos

Bruna Bertoldi Gonçalves     8 de abril de 2019 - 15h08

O Curso de Tecnologia em Agroecologia do Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR) completou uma década em 2018. Neste período, sete turmas se formaram. A primeira formatura foi realizada em 2011. O começo da história dessa graduação ofertada pela Universidade remonta a 2005. “Surgiu como técnico em Agroecologia. Era um curso pós-ensino médio, com duração de dois anos. Em 2007, começamos um estudo para viabilização de um curso superior. O desenho proposto foi o curso de Tecnologia em Agroecologia, de tecnólogo, que teve início em 2008”, relembra o coordenador do curso, professor Diomar Augusto de Quadros.

O coordenador destaca que o curso técnico promovido pela Universidade foi o primeiro curso regular em Agroecologia no Brasil. “Existiam outros cursos técnicos em Agroecologia, inclusive na UFPR por meio do Sept [Setor de Educação Profissional e Tecnológica], a antiga Escola Técnica, mas as turmas aconteciam esporadicamente”. De caráter interdisciplinar, a graduação visa contribuir para o desenvolvimento sustentável por meio da socialização e produção de conhecimentos técnicos e científicos.

Setor Litoral da UFPR, localizado em Matinhos. Foto: Marcos Solivan/Sucom-UFPR

Manejo integrado da fauna, da flora e dos solos; sistemas agroflorestais; conhecimentos sobre plantas medicinais; gestão de propriedades rurais e produção animal são temas estudados na graduação. Com duração de três anos, soma 2.400 horas, é realizado no modalidade presencial no período da manhã e oferece 35 vagas anualmente por meio do Vestibular.

O egresso do curso de Tecnologia em Agroecologia está capacitado a desenvolver sistemas de produção sustentáveis nas dimensões ambiental, ética, cultural, política, social e econômica. Observação da natureza, preocupação com o ambiente e sua interação com o ser humano e respeito às culturas locais são aspectos levados em consideração pelos profissionais – que podem atuar em propriedades rurais, projetos agroecológicos, educação ambiental, certificação de produtos, entre outras frentes.

O currículo contempla três eixos de formação – Educação, Sistemas de Produção Agroecológica e Processos de Gestão – distribuídos em módulos de aprendizagem. “Dentro desses eixos é possível articular vivências desde o início do curso, proporcionando contato com a realidade local a partir do primeiro semestre. É estimulado, por meio das aulas de campo, o contato com a questão agrária no litoral do Paraná e suas particularidades”, informa Diomar.

Os espaços de aprendizagem constituem os eixos do projeto pedagógico da UFPR Litoral e são divididos em Fundamentos Teóricos Práticos, Interações Culturais e Humanísticas e Projetos de Aprendizagem. No primeiro semestre, o estudante começa a desenvolver um projeto de aprendizagem. “Ao longo dos semestres, ele tem que desenvolver diferentes processos com temas relacionados ou não à Agroecologia. Os espaços de interação cultural e humanística compreendem diversas oficinas. Ele se matricula nas temáticas do seu interesse, que vão constituir o seu percurso formativo. Há os fundamentos teórico-práticos, relacionados à parte técnica, com aprendizados das mais diferentes áreas que colaboram para construção da Agroecologia”, detalha.

Projeto de estudante resulta em lei municipal

O projeto de aprendizagem do aluno do Curso de Tecnologia em Agroecologia do Setor Litoral da UFPR, Tiago Tischer Coelho, resultou na Lei nº 2030/2019, que institui a Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana, sancionada pelo prefeito de Matinhos, Ruy Hauer Reichert, no dia 1º de abril. O Projeto de Lei foi aprovado na Câmara de Vereadores em março.

“As atividades de agricultura urbana e periurbana compreendem um ciclo que se retroalimenta. São processos de compostagem, produção de mudas e sementes, cultivos e criações, beneficiamento de produtos, comercialização e consumo, que podem ser praticadas pelo poder público, pelo setor privado e pelo terceiro setor, em espaço público ou privado que podem ser cedidos ao terceiro setor”, explica o estudante.

A Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores de Matinhos. Na foto, o presidente da Câmara, vereador Gerson da Silva Júnior, o professor Manoel Flores Lesama e o estudante do curso de Agroecologia, Tiago Tischer Coelho. Foto: Câmara Municipal de Matinhos

Os projetos de extensão da UFPR “Agricultura urbana: jardinar para se emancipar”, coordenado pelo professor Manoel Flores Lesama, e ‘Tecnologias sociais para a promoção da segurança e soberania alimentar”, coordenado pelo professor Paulo Rogério Lopes, auxiliam na implementação da política pública na cidade de Matinhos. Aumentar a segurança alimentar e nutricional da população e estimular ações relacionadas à educação ambiental estão entre os objetivos da lei.

“O estudante sempre quis compreender melhor como se dava essa questão da agricultura urbana no município. Diversas ações e interações com a comunidade, com vereadores e com a prefeitura culminaram na criação dessa lei orgânica. Isso demonstra o papel da autonomia constituída pelo estudante na busca de diferentes processos para construir o seu aprendizado. Ele foi ativo, foi sujeito do processo de aprendizado”, finaliza o professor.

Mais informações aqui.

(Com Aline Gonçalves / Seção de Comunicação (Secom) do Setor Litoral da UFPR)


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