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Extensão e Cultura

Curso de extensão evidencia a presença e a cultura de resistência negra no Paraná

Superintendência de Comunicação Social     22 de março de 2019 - 17h43

Curso de extensão Resistência Ativa Preta - R.A.P. - foto: divulgação

Curso de extensão Resistência Ativa Preta – R.A.P. – foto: divulgação

No dia 15 de março, o Prédio Histórico da UFPR recebeu a abertura do Curso de Extensão “Resistência Ativa Preta – R.A.P”. O evento contou com a presença de três referências da negritude paranaense a professora Diva Guimarães, a pesquiadora em educação Megg Rayara e o rapper Mano Cappu.

“O ser negro é vivência, é história, é dia-a-dia, é voz. É denúncia e empoderamento. É samba, funk, jazz, blues, raiz e cultura. É atividade. E, por meio do rap, ensina e aprende, fala e escuta. Assusta, incomoda, acolhe. “O Rap É Preto!” É luta pelo conhecimento e reconhecimento do ambiente ocupado pela negritude. É questionar o silenciamento e a invisibilização social do nosso povo. É dar voz”, foi assim que os organizadores apresentaram o curso.

Os módulos do curso abordam desde o histórico da conquista de espaços pela negritude, passando pelo processo de desmarginalização da periferia, até o protagonismo na política e na efetivação das suas garantias. As aulas acontecem quinzenalmente.

No sábado (16/03) o grupo fez um percurso histórico no centro de Curitiba visitando lugares relacionados com a presença negra no Paraná. O encontro foi mediado pela Professora Joseli Mendonça, doutora em História pela Unicamp e atualmente professora da UFPR.

Convidados

O evento deu atenção especial às trajetórias dos convidados, o objetivo é destacar a presença negra no Paraná, muito invibilizada pelas narrativas prevalecentes.

Convidada Diva Guimarães – Arte de divulgação do curso R.A.P.

“A luta e vivência de Diva Guimarães são um dos retratos do nosso Paraná que estão distantes dos livros escolares e das produções acadêmicas. Sua constante resistência contra o racismo se reflete em toda sua vida, apresentando uma mulher guerreira que batalhou para conseguir conquistar o seu espaço, seu direito e a sua dignidade nesse estado”, destacaram os organizadores.

Nascida em Serra Morena, norte do Paraná, em 1940, Diva Guimarães frequentou a escola pública em Cornélio Procópio, formando-se professora normalista. Nessa época já se destacava como esportista, jogando basquete no time da cidade. Cursou Educação Física na UFPR, e foi professora em vários colégios da rede pública de ensino em Curitiba. Após se aposentar de um padrão, voltou à universidade e formou-se em Fisioterapia, tendo exercido esta profissão durante alguns anos. Professora dedicada e exigente, influenciou seus alunos, de bairros pobres da periferia, no sentido de não abandonarem os estudos, buscando uma formação que pudesse mudar suas vidas para melhor. Tem, na luta da mãe para proteger seus filhos e lutar pela educação deles, o grande exemplo de vida digna que sempre a acompanha.

Convidada Megg Rayara Gomes de Oliveira – Arte de divulgação do curso R.A.P.

Sobre Megg Rayara de Oliveira os organizadores destacaram ela é o “que buscamos demonstrar em nosso evento, A NOSSA VOZ! (…) é a demonstração de garra e força que a população negra, e em especial a comunidade LGBT, precisa ter para vencer algumas barreiras colocadas pelos espaços de convívio coletivo”. Megg é travesti, negra, doutora em educação pela Universidade Federal do Paraná, pesquisadora de relações étnico-raciais, Arte Africana e Afro-Brasileira, gênero e diversidade sexual e atua no movimento social de negras e negros e no movimento LGBT do Paraná.

Convidada Mano Cappu – Arte de divulgação do curso R.A.P.

O rapper Mano Cappu vem se tornando uma referência do movimento negro no Paraná, com suas músicas e experiência de vida. Assim como uma grande parcela da negritude ele encontrou no Rap a sua fonte de resistência, na contramão das diversas opressões que recaem sobre a periferia. Durante sua jornada, foi preso injustamente por 18 meses, conhecendo de perto a lógica do encarceramento, que exclui e mata a negritude diariamente.

Suas letras, em caráter de denúncia, questiona a atuação truculenta da polícia no Estado do Paraná e a invisibilização da violência sofrida pelas periferias da nossa cidade, identificando na cultura o caminho alternativo para a ressignificação do espaço que ocupa e como forma de atingir seus semelhantes, construindo com todas aquelas pessoas uma verdadeira consciência de classe.

 

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Por Rodrigo Choinski – com informações da Página do R.A.P. no Facebook


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