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Ensino e Educação

Conferência livre nacional sobre diversidade sexual reúne mais de 500 pessoas na UFPR

Maria de Lurdes Welter Pereira     5 de julho de 2013 - 12h07

participantes da conferência cantam o Hino Nacional. Foto: Marcos Solivan

O Brasil avançou muito nas questões envolvendo a homofobia, como a legalização do casamento gay, mas o que ainda preocupa é o alto índice de violência. Somos o país com o maior número de assassinatos de homossexuais. No ano passado foram 300 casos, de acordo com a pesquisadora Araci Azinelli da Luz, coordenadora da Conferência Livre Nacional de Educação em Respeito à Diversidade Sexual, que começou na manhã desta sexta-feira (05), no Setor de Educação da UFPR e prossegue ainda até o dia 6 (sábado).

A conferência conta com a participação de 500 pessoas, muitas de fora de Curitiba, que vão apresentar propostas para a “Conferência Nacional de Educação”, a ser realizada em fevereiro do próximo ano. Além da UFPR, o evento é promovido parceria com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), do Instituto Brasileiro da Diversidade Sexual e da Aliança Global para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Os participantes vão analisar a conjuntura política em relação à educação e à diversidade sexual.

Os assuntos tratados, já no início do encontro, foram sobre as “Respostas da Educação ao bullying homofóbico”, com a representante da Unesco Mariana Souza; “Políticas Educacionais de Diversidade Sexual”, com Macaé Evaristo do Ministério da Educação, além do “Sistema Nacional de Enfrentamento à Violência contra LGTB e Promoção dos Direitos”, com Synmy Laborrat da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A “Discriminação e violência na escola” foi o assunto analisado pelo representante do Conselho Federal de Psicologia Celso Francisco Tondim. Depois, a pesquisadora Margarida Diaz apresentou um estudo sobre a homofobia na escola em 11 capitais brasileiras.

coord. do Fórum Nacional de Educação, Francisco Chagas, na abertura. Foto: Marcos Solivan

Além de analisar dezenas de questões envolvendo os homossexuais, os participantes vão eleger 15 delegados do movimento LGBT para participarem da “Conferência Nacional de Educação”.

Prêmio – Uma das atrações do encontro será a entrega do prêmio “Educando em Respeito à Diversidade Sexual”, marcado para às 16h30 desta sexta-feira, na Sala Homero de Barros. A premiação tem a finalidade de reconhecer, valorizar e incentivar a promoção do respeito à diversidade sexual no ambiente educacional no Brasil.

O Prêmio foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Diversidade Sexual, em parceria com o Centro Paranaense da Cidadania, o Grupo Dignidade, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e a Universidade Federal do Paraná. A promoção conta ainda com o apoio da UNESCO, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids; da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; do Ministério da Saúde; do Ministério da Educação; do Conselho Federal de Psicologia, e; do Conselho Federal de Serviço Social.
Ao todo são 11 vencedores:

– ADHONS – Associação de Defesa Homossexual de Sergipe, pelo Projeto Educando para a Diversidade (ADHONS;

– Marco Antonio Torres, pela tese de doutorado sobre “A emergência de professoras travestis e transexuais na escola: heteronormatividade e direitos nas figurações sociais contemporâneas”;

– Professora Roseane de Araújo Silva, do Colégio Estadual Professor Júlio Szymanski de Araucária pela iniciativa “Nome social: mais que um direito, é respeito!”

– Paula Regina Costa Ribeiro e Juliana Lapa Rizza pela publicação “Sexualidade: papo de criança na escola? Sim!!!?”

– Professora Eliane Rose Maio, da Universidade Estadual de Maringá pela iniciativa “Nome social no espaço universitário: uma prerrogativa indispensável à valorização da dignidade humana e da legitimidade da identidade social”;

– Marcelo Daniliauskas pela dissertação de mestrado sobre “Relações de gênero, diversidade sexual e políticas públicas de educação: uma análise do Programa Brasil sem Homofobia”;

– TV Escola pelo programa “Salto para o Futuro”;

– APP Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (Secretaria de Gênero, Relações Étnico-Raciais e Direitos LGBT) pela iniciativa “Cursos de formação para educadores(as) da rede estadual”; “Seminário Estadual por uma escola sem homofobia”;

– Francine Netto Martins Tadielo pela dissertação de mestrado sobre “Oficinas como dispositivo na formação de professores: produção discursiva sobre sexualidade”;

– Professora Fabiana Chiuchetta Horn , do Núcleo Regional de Educação de Pato Branco pela iniciativa “Gênero e Diversidade Sexual”;

– Ana Maria Braga pelo programa “Mais Você” – matéria sobre “Homofobia nas escolas”, veiculada em 22/03/2012.

Ed. D. Pedro I, local da conferência. Foto: Marcos Solivan


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