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Ensino e Educação

Com recorde de premiados, alunos recebem medalhas da Olimpíada Paranaense de Matemática

Superintendência de Comunicação Social     29 de novembro de 2019 - 16h09

Auditório lotado para a premiação (Foto: Divulgação)

Cerca de 650 pessoas, entre alunos, pais e professores, participaram, na noites desta quinta-feira (28), da solenidade de premiação da Olímpiada Paranaense de Matemática – edição 2019. A premiação, realizada no auditório do colégio Bom Jesus, contemplou 248 destaques do nível 1 (6º e 7º anos), 2 (8º e 9º anos) e 3 (Ensino Médio). Os alunos receberam medalhas de ouro, prata, bronze e também menção honrosa, no caso daqueles têm idade acima do nível correspondente. . 

No total, 42 mil estudantes de 150 municípios participaram da primeira fase, contemplando 314 escolas, entre públicas e privadas. É um volume quatro vezes superior ao da edição de 2018. Segundo o professor José Carlos Corrêa Eidam, Chefe do Departamento de Matemática e Presidente do Comitê Organizador da Olimpiada Paranaense de Matemática, esta ampliação se deu principalmente por conta de dois motivos: o contato com a escola feito pelos alunos envolvidos no projeto e o apoio dos grupos educacionais que encamparam a ideia. 

As medalhas, entregues pela vice-reitora da UFPR, Graciela Inês Bolzón de Muniz e pelo professor, destacam o esforço de uma atividade desenvolvida em duas etapas: a primeira realizada em junho e a segunda em setembro. “A competição está passando a fazer parte do circuito de atividades das escolas e está impactando de maneira muito efetiva aquilo que se faz de ciência relacionado à escola”, comenta Eidam. As provas foram elaboradas por bancas especializadas, nomeadas pelo Comitê Acadêmico da OPRM, e os 10 primeiros colocados serão indicados para participar da Olimpíada Brasileira de Matemática.

O comitê científico da OPRM é formado por docentes do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Paraná e representantes dos Colégios Militar, da Polícia Militar, Positivo, Bom Jesus, Londrinense (Londrina), Positivo Master (Ponta Grossa), Marista (Cascavel) e Saint Helena (Maringá). No ano passado, foram 135 premiados. “O número vai aumentar no próximo ano e teremos muitos problemas bons para resolver”, brinca o professor, referindo-se à lotação máxima do auditório em que ocorreu a premiação.

A cerimônia foi o ápice da competição, mas as Olimpíadas contaram com momentos de muito estudo e preparação. Em maio, por exemplo, a universidade ofereceu aos professores de Matemática da rede estadual de ensino o Programa de Formação Olímpica para Professores de Matemática (TOPMAT), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEED/PR). Estudantes de graduação prepararam um material didático e auxiliaram os professores para que pudessem repassar aos seus alunos as ferramentas necessárias para realizar as provas.

Segundo Eidam, as Olimpíadas são importantes também para os acadêmicos da UFPR, que passam a ter contato com o ambiente escolar, em uma realidade especial, com alunos com desempenho de destaque. Para os premiados, o professor lembra que as medalhas dão o “gosto do reconhecimento”. “É o gostinho da vitória”, diz.