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Centro de Ciências Forenses da UFPR é inaugurado em Curitiba; meta é desenvolver tecnologias em segurança

Superintendência de Comunicação Social     23 de setembro de 2020 - 18h14

Após a integração de laboratórios, ocorrida em maio, o Setor de Ciências Exatas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) inaugurou oficialmente, nesta quarta-feira (23), o Centro de Ciências Forenses (CCF), sediado em Curitiba. A iniciativa reúne os trabalhos do Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL), do Departamento de Informática; da Central Analítica do Departamento de Química (CA-DQUI); e do Instituto Laboratório de Análises de Minerais e Rochas (Laboratório de Análises de Minerais e RochasLaboratório de Análises de Minerais e Rochas), do Departamento de Geologia.

A criação do centro institucionaliza a reunião dos laboratórios em torno do tema e as parcerias com a Polícia Científica do Paraná e com a Polícia Federal, que já vêm ocorrendo em áreas como análise de drogas e ambientais.

Por meio de videoconferência, inauguração do Centro de Ciências Forenses remota reuniu representantes da UFPR e dos governos estadual e federal. Foto: SESP PR-Divulgação

Por meio de videoconferência, inauguração do Centro de Ciências Forenses da UFPR reuniu representantes da UFPR e dos governos estadual e federal. Foto: SESP PR-Divulgação

A reunião para oficializar a inauguração foi realizada por meio de videoconferência. Participaram representantes da UFPR e dos governos estadual e federal: o reitor, Ricardo Marcelo Fonseca; a vice-reitora Graciela de Muniz; diretor do Setor de Ciências Exatas da UFPR, Marcos Sfair Sunye; o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki; e o o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Tércio Issami Tokan.

A ideia é que, por meio do centro, os pesquisadores da UFPR ajudem no desenvolvimento das ciências forenses nacionais em diversas frentes, da informática à geologia, química e física. Falando pelo governo federal, Tokan destacou o pioneirismo do CCF e manifestou esperança de que o projeto seja replicado em outros estados. “Uma das principais formas de melhorarmos a segurança pública do país é apostarmos na ciência”, afirmou.

Estudos

A coordenadora do Centro de Ciências Forenses da UFPR, professora Caroline Da Ros Montes D’Oca, do Departamento de Química, disse que a parceria com as polícias Científica do Paraná e Federal é fundamental para a formação dos alunos da universidade, além de contribuir com a sociedade por meio da ciência. Laboratórios que integram o centro já vêm contribuindo nesse sentido há alguns anos, caso do Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), que oferece durante a pandemia testagem gratuita de álcool gel.

“Baseados em conhecimentos científicos, no desenvolvimento de novos métodos e no uso de novas ferramentas tecnológicas de ponta, conseguiremos auxiliar no trabalho dos peritos criminais”, disse. “É a maneira que podemos contribuir com a população; esse é o nosso suporte para ajudar que a criminalidade seja combatida em qualquer esfera”, acrescentou.

Algumas frentes de atuação do Centro de Ciências Forenses hoje: análises ambientais pelo Lamir; testagem de substâncias no CA-DQUI; e monitoramento com uso de drones. Fotos: Sucom-UFPR; e Acervo

Algumas frentes de atuação do Centro de Ciências Forenses hoje: análises ambientais pelo Lamir; testagem de substâncias no CA-DQUI; e monitoramento com uso de drones. Fotos: Sucom-UFPR; e Acervo

O diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, disse que a criação do Centro no ambiente acadêmico representa um passo importante para a ciência forense brasileira porque a iniciativa favorece o desenvolvimento de soluções inovadoras na investigação forense de forma integrada.

“A perícia criminal precisa estar de mãos dadas com a academia para que possamos evoluir e fazer as coisas acontecerem, para dar respostas à sociedade e servirmos de inspiração para outras regiões do país”, disse Grochocki, que também ministrou, no decorrer do evento, uma palestra sobre os trabalhos exercidos pela instituição.

Palestras

O Centro de Ciências Forenses e a parceria entre academia e criminalística foi apresentado pela coordenadora do CCF, professora Anelize Manuela Bahniuk Rumbelsperger. Já o professor da UFPR e membro do Comitê Gestor do CCF, Daniel Rodrigues dos Santos, ministrou sobre um sistema inteligente para monitoramento de fronteiras. Além dos doutores, um aluno do mestrado de Geologia da UFPR, Matheus Pereira Nogueira e Silva, falou sobre o Capítulo Estudantil de Geociências Forenses da universidade, o qual é presidente.

Uma palestra com um especialista internacional também fez parte da grade do evento de inauguração: “From physical to digital evidence: What makes forensic computing special, and why it is still merely yet another forensic science” (em português quer dizer “evidências físicas e digitais: o que torna a computação forense especial e porque ela ainda é apenas mais uma ciência forense), foi ministrada pelo professor Felix Freiling, da universidade alemã Friedrich-Alexander-Universität Erlangen-Nürnberg.

(Com informações da Agência de Notícias do Paraná)


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