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Ciência e Tecnologia

Brasileiro mais jovem a conquistar doutorado, egresso da UFPR é eleito membro de instituições internacionais de Biologia

Superintendência de Comunicação Social     31 de janeiro de 2019 - 16h41

O pesquisador Juliano Morimoto, considerado o brasileiro mais jovem a concluir o doutorado, foi eleito recentemente membro da Sociedade Real de Biologia e Fellow de uma das mais antigas instituições para o estudo de história natural, a Sociedade Linnean de Londres (The Linnean Society of London). O biólogo inglês Charles Darwin foi eleito Fellow da instituição em 1854.

Estudante de escola pública durante todo o ensino básico e fundamental, Juliano nasceu em São Paulo e cresceu no município de Ribeirão Preto, mas se autointitula “de coração curitibano”.

Morimoto lembra que, ao longo da graduação, conheceu pessoas incríveis e teve acesso a grandes oportunidades. “A UFPR me ajudou a ser quem eu sou hoje, e sou muito agradecido à instituição por isso”, diz. “Já no meu primeiro ano de universidade, estava envolvido em projetos de pesquisa no Setor de Ciências Biológicas e, desde então, nunca parei”.

O pesquisador ingressou em Ciências Biológicas, no ano de 2009, e concluiu a graduação seis meses antes do previsto, com quatro anos e meio de curso. Em seguida, o biólogo foi aprovado no programa de doutorado em Zoologia de uma das mais renomadas universidades do mundo, a University of Oxford. Mais uma vez defendeu a tese antes do previsto, em 2016, aos 25 anos de idade.

“Foi na UFPR que aprendi o conteúdo básico para crescer profissionalmente. A qualidade de ensino é excepcional, e sou muito grato aos docentes da UFPR por acreditarem em mim e me apoiarem durante a minha formação e, agora, durante a minha carreira”, ressalta o pesquisador, que ingressou na graduação por cotas sociais.

Juliano concluiu também o pós-doutorado na Universidade de Sydney em 2017. No mesmo ano, o pesquisador retornou à UFPR como professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação.

Os estudos de Juliano em Oxford tiveram como tema central a “seleção sexual, a nutrição e o conflito sexual” relacionado à evolução das espécies. No início deste ano, o periódico internacional Nature Communications publicou um artigo do pesquisador, com dados de parte da tese de doutorado do brasileiro.

Orgulho para a UFPR

Em videoconferência nesta quinta-feira (31), o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, parabenizou Morimoto e disse que ele é motivo de orgulho para a Universidade. “A sua história é muito bonita de contar. Uma pessoa que entrou no ensino superior por meio de cotas sociais e voou alto como você é um exemplo de sucesso do que a universidade pública brasileira pode fazer de bom”.

Foto: Marcos Solivan

O jovem pesquisador comentou que sente prazer em levar o nome da UFPR por onde passa. “Se não fosse essa universidade, nenhuma das oportunidades que tive teriam aparecido. A UFPR possibilita que aqueles que estudaram em escola pública atinjam seu potencial”.

Para Fonseca, o exemplo de Morimoto mostra que a Universidade continua crescendo e a diversidade de estudantes só tem enriquecido a instituição. Ao finalizar a conversa, ele convidou o egresso, que estará em Curitiba em maio deste ano, para um encontro no gabinete da reitoria. “Será um prazer te conhecer pessoalmente e te parabenizar”.

Confira a matéria da UFPR TV.

Livro paradidático

Durante a visita ao Brasil em maio, Juliano lançará o livro paradidático “Geometria Poética”. A obra tem como objetivo facilitar o entendimento de conceitos da Geometria para estudantes de ensino fundamental e médio, com a participação dos docentes Luis Fernando Favaro, José Reis e Rafael Silva. O livro será disponibilizado gratuitamente online.

A obra integra um projeto financiado CNPq, que já atendeu mais de 300 estudantes da rede pública de Curitiba e região metropolitana, com palestras durante a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia de 2017. “É isso que me deixa feliz, poder atingir o maior número de alunos e ajudá-los a realizar seus sonhos”, diz.

Morimoto reside na Austrália desde 2016 e é pesquisador na Macquarie University. “Tento retribuir à UFPR e aos futuros alunos com o máximo que posso. Pretendo continuar investindo na instituição com a minha experiência e conhecimento internacional”, conclui.