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Ciência e Tecnologia

Arte circula nas cidades em diferentes formatos a partir de pesquisas na universidade

Superintendência de Comunicação Social     10 de outubro de 2019 - 14h30

Acompanhe ao longo da semana uma série de matérias sobre o processo de pesquisa nas produções artísticas e de que maneira a ciência na arte impacta a sociedade. Os textos abordam diferentes estudos de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná na área.

No los conozco pero los quiero igual (não os conheço, mas os amo da mesma forma)”. Foi essa a frase de diversos cartazes expostos no Museu de Arte da UFPR (MusA), que ao invés de ficarem no espaço puderam ser retirados e levados pelos visitantes para circular pela cidade. O formato é um dos resultados da pesquisa Paisagem:Fronteira, desenvolvida pelo artista Felipe Prando, professor do Departamento de Artes da UFPR. O trabalho começou em 2008 durante a ida para fronteira do Brasil com o Uruguai, no Chuí.

Felipe explica que a questão central é a ideia de uma paisagem contemporânea delimitada pela questão da mobilidade e da fluidez. “É uma pesquisa conduzida a partir dessa experiência no Chuí, pelas imagens que eu vou produzindo e por propostas de cartazes, vídeos e intervenção urbana”, conta. A pesquisa foi apresentada em diferentes cidades e instituições culturais, como Curitiba, Florianópolis, São Paulo e Chuí, em exposições que tiveram o formato de rodas de conversa. No ano passado, uma exposição no DeArtes ainda trouxe fotografia, vídeo, áudio, projeção e cartaz da pesquisa realizada no Chuí.

Para o artista-pesquisador Felipe Prando, a palavra que mais retrata o processo de pesquisa em Artes é a ideia de experimentação. Fotos: Nicolle Schumacher/Sucom-UFPR

Para o artista-pesquisador, a palavra que mais retrata o processo de pesquisa em Artes é a ideia de experimentação. “Não existe esse sentido linear pré-estabelecido. Cada um tem um processo e um método diferente. Quando eu começo um projeto, não sei se será uma exposição em fotografia, um filme, uma instalação, um livro de fotografia. O processo de pesquisa acaba determinando o formato de apresentação do trabalho”.

Cartaz do filme “Plas Ayiti”

Outros trabalhos realizados por Felipe envolvem o estudo de contextos institucionais precários, que não têm museu, centro cultural etc., que resultou na curadoria da exposição “Campo Neutral”, no Museu da Gravura Cidade de Curitiba, em 2013. Além de vídeos, fotografias, textos, cartazes, a mostra apresentou o trabalho Café Educativo, do artista Jorge Menna Barreto, que instalou um café no espaço expositivo, e um programa público com um seminário, oficina de curadoria e projeção de filmes.

Também no Museu da Gravura, em 2014, foi exposta outra produção do artista, o filme “Plas Aiyti” sobre o contexto dos imigrantes haitianos em Curitiba, com caráter instalativo a partir de três telas de cinema projetadas num espaço com narração não linear.

Leia outras matérias da série:

Segunda-feira (7): Pesquisadores explicam como ciência na arte auxilia em humanização e conhecimento para sociedade

Terça-feira (8): Partitura francesa é restaurada após 300 anos por pesquisadora da UFPR

Quarta-feira (9): Exposição da UFPR sobre representações artísticas do corpo humano é uma das mais visitadas do mundo

Por Chirlei Kohls
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