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Ensino e Educação

Alunos do Campus Toledo participam de julgamento simulado promovido pelo Conselho Regional de Medicina

Bruna Bertoldi Gonçalves     15 de abril de 2019 - 17h25

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Associação Médica de Toledo (AMT), promoveu um julgamento simulado na cidade na noite do dia 12 de abril. A ação foi realizada no Anfiteatro do Campus Toledo, no Biopark, com o objetivo de demonstrar como ocorre um julgamento ético do Conselho de Medicina.

Envolvia uma situação corriqueira sobre o receituário médico. Uma pequena desatenção da médica levou ao agravamento de doença de uma criança. Fez os alunos refletirem sobre uma situação aparentemente simples, mas que pode levar a consequências bastante graves. Foi extremamente educativo porque mostrou que não são só situações de incompetência que podem levar ao agravamento de uma situação de saúde”, informa a coordenadora do curso de Medicina de Toledo, professora Naura Tonin Angonese. 

Cerca de 150 alunos da UFPR participaram da atividade. Advogados da região, estudantes de Direito e médicos da AMT também assistiram à apresentação do caso da área de Pediatria.

O julgamento simulado foi realizado no auditório do Campus Toledo, no Biopark, no dia 12 de abril, das 19h às 22h. Cerca de 150 estudantes de Medicina da UFPR assistiram à encenação.

Para o assessor jurídico do Conselho, Martim Palma, a encenação convida os estudantes à reflexão sobre os riscos a que os médicos estão expostos no exercício da profissão. “É uma oportunidade única que os alunos têm de ver como se dá um julgamento disciplinar. Também, uma oportunidade de a gente mostrar o que acontece no CRM. O Conselho não está lá para punir o médico, mas sim para readequar a conduta desse profissional. O julgamento é sigiloso, por isso que essa experiência é bastante interessante”, explica o advogado. 

O julgamento simulado é uma ação do “Projeto de Educação Médica Continuada” do CRM-PR. A representação contou com a interpretação dos papéis de denunciante, coordenador e presidente do julgamento, denunciada, relator, revisor e advogados de defesa e de acusação. A presidente da AMT, Claires Worma, interpretou a ré.

Para a coordenadora do curso de Medicina, a presença do CRM na Universidade auxilia na formação ética dos acadêmicos. “O órgão conseguiu se colocar na história não apenas como conselho de punição, mas como um conselho de orientação e de avaliação bastante sincera e ética sobre o que aconteceu com o médica. Os alunos participaram, vibraram muito. Ficamos contentes que o CRM esteve na nossa casa”, afirma a professora Naura.