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Extensão e Cultura

Acolhimento migratório da UFPR incluirá força-tarefa da ONU e é homenageado em premiação no Rio de Janeiro

Superintendência de Comunicação Social     9 de dezembro de 2019 - 9h10

Um dos projetos integrantes do Programa Política Migratória e Universidade Brasileira (PMUB) – o Migração, Refúgio e Hospitalidade – foi homenageado com menção honrosa na categoria Práticas Humanísticas do Prêmio Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ) Patrícia Acioli de Direitos Humanos. A premiação, realizada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) na última segunda-feira (2), tem o intuito de promover um mergulho no amplo universo dos Direitos Humanos e Cidadania por meio do fortalecimento do diálogo entre o Judiciário e a sociedade.

O objetivo da iniciativa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) é auxiliar os migrantes e refugiados especialmente na prestação de assessoria e orientação jurídica, além de desenvolver pesquisas na temática migração. Quem recebeu o prêmio representando todos os integrantes do programa foi o coordenador, professor José Antônio Peres Gediel.

As boas práticas realizadas pelo PMUB também foram responsáveis por selecioná-lo, entre centenas de ações relacionadas a refugiados, para integrar uma força-tarefa do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) que visa implementar uma nova sistemática de “educação como caminho complementar para admissão de refugiados em terceiros países”.

A convite da Organização das Nações Unidas (ONU), idealizadora da força-tarefa, a professora Tatyana Friedrich, coordenadora do projeto na UFPR, esteve na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Paris para entender a proposta e apresentar as ações já realizadas na universidade, passando a integrar o grupo de trabalho.

“Entendo essa participação como um reconhecimento do Acnur em relação ao trabalho já desenvolvido pela UFPR desde 2013 e como uma grande oportunidade para pensar a educação dos refugiados como um instrumento de superação pessoal e das causas que originaram seu deslocamento”, relata a coordenadora.

No encontro na Unesco, foram apresentadas as práticas realizadas desde 1978 pelo Canadá, por meio da Organização não governamental (Ong) World University Service of Canada – Student Refugee Program (WUSC – SRP), bem como ações de outros países, como Espanha e Japão.

Segundo Tatyana, a ideia da força-tarefa é selecionar e recrutar refugiados que se encontram em campos de refugiados, fora de seus países de origem, e direcioná-los ao país de acolhida já com uma vaga em universidade garantida e com a situação migratória regularizada pela via da educação, a exemplo do visto de estudante.

PMUB

Nascido de um projeto criado em 2013 para dar aulas de Português a refugiados, o Programa Política Migratória e Universidade Brasileira (PMUB) é hoje um conjunto de seis projetos de extensão que, além do ensino da língua, inclui capacitação em informática, apoio jurídico e até oficinas de História do Brasil, entre outras iniciativas.

O programa envolve os cursos de Direito, Informática, Psicologia, Sociologia, Letras e seu Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin/Tandem) e o Programa de Educação Tutorial (PET) História. Nele atuam professores, servidores, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação, que, além de acolher e apoiar refugiados e migrantes, desenvolvem pesquisas na área.

As ações compõem a Cátedra Sérgio Vieira de Mello da UFPR e fornecem apoio e acolhimento para que refugiados, migrantes e apátridas de diversos países reconstruam suas histórias no Brasil.