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#UFPR105anos – Leomar Albini: uma história de amor à enfermagem e ao HC

Superintendência de Comunicação Social     12 de julho de 2018 - 16h01

Acompanhe a série de perfis dos homenageados na celebração dos 105 anos da Universidade Federal do Paraná

O desejo de cuidar do próximo sempre esteve presente na vida de Leomar Albini. Assim, a escolha da enfermagem como profissão foi um caminho natural para essa servidora aposentada que dedicou quase 40 anos à UFPR, a maior parte do tempo no Complexo Hospital de Clínicas (CHC). Ao longo da carreira, liderou ações importantes e inovadoras como um programa de educação continuada para profissionais de enfermagem e a formação do Comitê Transfusional do hospital. Por suas realizações, Leomar foi uma das profissionais homenageadas na cerimônia de comemoração dos 105 anos da UFPR, na categoria saúde e qualidade de vida.

Fascinada pelo estudo desde criança, Leomar desejava ter uma profissão e ser independente. Foi com essa determinação que ela concluiu o ensino médio no Colégio Estadual do Paraná e, em seguida, a graduação na UFPR. Ao optar por Enfermagem, ela levou em conta situações familiares que envolviam a necessidade de cuidados e que despertaram nela a vontade de zelar pelo próximo.

A relação com o Hospital de Clínicas começou com os estágios durante o curso de Enfermagem. Mas, formada, Leomar achou que não era o momento de trabalhar ali. “Deparei-me com tantas situações de dor e de sofrimento vivenciadas pelos pacientes e familiares que, ao final do curso, não queria trabalhar no HC. Era muito sofrido e muito triste”, relembra.

Ao formar-se ela trabalhou por alguns meses em uma clínica de estética, mas não se sentia útil. “Logo vi que aquele não era meu lugar. Era tranquilo demais e me senti frustrada”, lembra a enfermeira. Assim, com o incentivo de um amigo, ela voltou a atuar no HC, de onde nunca mais saiu.

Leomar Albini durante a defesa de sua tese de doutorado. F oto: acervo pessoal

Após trabalhar por um pequeno período na unidade de clínica médica, foi transferida para o Serviço de Transplante de Medula Óssea (STMO), onde permaneceu por 12 anos. “Lembro muito bem do primeiro paciente que cuidei: era uma criança em estado grave. Eu chorava todos os dias e, por duas vezes, procurei a responsável pela movimentação de pessoal e disse que não queria mais ficar na unidade pois não aguentava ver o sofrimento dos pacientes. Mas acabei ficando e lá vivenciei a importância da enfermagem”, conta.

Durante o período que passou no STMO, Leomar acompanhou o crescimento do número de leitos na unidade. Por esse motivo, muitos profissionais foram contratados e a equipe cresceu bastante em pouco tempo. “Assim teve início um planejamento de educação para os enfermeiros que iniciavam no trabalho e para estagiários de outras instituições. Durante a primeira semana, os novos funcionários recebiam aulas teóricas sobre o STMO e, na sequência, começavam a acompanhar os enfermeiros na assistência. O resultado foi muito bom, mas não havia uma estrutura para a educação continuada para a enfermagem. Isso era algo que me deixava inquieta”, relata.

Então a enfermeira elaborou um projeto de educação continuada voltado para a enfermagem do HC e logo foi chamada para colocá-lo em prática. “Foi um sonho realizado. Em um ano de atividades fizemos coisas incríveis. A experiência foi inclusive relatada num artigo publicado”, conta. Em seguida, o desenvolvimento do projeto ficou sob responsabilidade da coordenação de enfermagem e Leomar passou a atuar no Centro de Atenção à Saúde 3 (CASA 3).

“No início estranhei um pouco aquela atividade diferente da que eu estava acostumada, mas não demorou para que eu me encantasse por fazer consultas de enfermagem para os alunos, professores e participar de programas educativos para alunos. Mas ainda havia o desejo de voltar a trabalhar no HC”, revela.

Segurança transfusional

Como havia ajudado a desenvolver um projeto de treinamento voltado para a segurança transfusional durante o tempo em que trabalhou na educação continuada, Leomar voltou para o HC com a missão de organizar o Comitê Transfusional (CT) do hospital. “Foram quase 14 anos de atuação no CT. Hoje as ações de segurança transfusional estão consolidadas na instituição, bem como a padronização de procedimentos, notificações de reação transfusional e protocolos em hemoterapia. Atualmente o HC é referência em segurança transfusional e hemovigilância”, orgulha-se a enfermeira.

Ao longo de mais de três décadas, Leomar realizou diversos trabalhos relevantes na instituição, como o curso a distância de segurança transfusional para profissionais de enfermagem. Além disso, participou da implantação da Comissão de Ética de Enfermagem do HC, sendo a primeira coordenadora desta; fez parte do Conselho Universitário (Coun) da UFPR; integra a Comissão de Ética e Pesquisa em Seres Humanos do HC desde 2004; e é membro ad hoc da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa em Seres Humanos (CONEP).

Tendo transitado pela UFPR por quase 40 anos, a enfermeira orgulha-se de ter feito parte da universidade e do HC. “São instituições públicas que, mesmo frente às mudanças políticas, sociais e econômicas – ao longo de décadas – não recuaram, mas cresceram. A população respeita e confia nelas, mas quem faz estas instituições são as pessoas, sejam pacientes, alunos, professores ou profissionais. Ser parte de tudo isso é maravilhoso, um privilégio, mas também uma grande responsabilidade.Temos a obrigação de fazer o nosso melhor para que a UFPR e o HC continuem fazendo a diferença para a sociedade”.

Há pouco tempo aposentada, Leomar continua atarefada e cheia de projetos. Faz consultorias, continua participando do CONEP e está se aprofundando em uma área pela qual se interessou no mestrado: Filosofia. “Também adoro viajar. Agora também consigo me dedicar mais aos projetos sociais de proteção aos animais. Estar aposentada não significa estar ociosa, mas apenas mudar o foco e acredito estar aproveitando muito bem o tempo livre que a aposentadoria proporciona”, diz.

 

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