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Professor José Henrique de Faria relembra sua trajetória como reitor da UFPR na proximidade dos 100 anos da instituição

Sonia Loyola     14 de dezembro de 2012 - 17h59

José Henrique de Faria durante a cerimônia de aniversário da UFPR, em 2011 - Foto: Rodrigo Juste Duarte

Por ocasião do centenário da UFPR, o ex-reitor José Henrique de Faria falou de sua gestão, que abraçou o período de 1994 a 1998. Destacou que “o trabalho coletivamente realizado por uma equipe competente e dedicada, é também uma sinalização firme de que, quando há determinação, vontade e a clareza de um projeto a construir, as possibilidades de resistir e avançar podem se tornar conquistas efetivas.”

Segundo Faria, durante os quatro anos de sua gestão, dando sequência a um projeto então em curso, muitas foram as marcas emblemáticas fixadas na história da UFPR. O período iniciou com uma concepção teórica clara e explícita e com a razão democrática. Com essa determinação, muitas iniciativas foram concretizadas.

INVESTIMENTOS ─ Assim, entre 1994 e 1998, foram realizados alguns dos mais expressivos investimentos em infraestrutura que a UFPR havia experimentado, lançando as bases para o desenvolvimento futuro; obteve também a representação de cunho nacional e internacional em diversos fóruns, conselhos e instituições. A universidade ainda efetivou importantes parcerias com os setores produtivos privados e públicos, viabilizando um conjunto de projetos, enfatizou Faria.

Na área do ensino, foram realizadas diversas reformas e ajustes curriculares de forma a garantir maior flexibilidade e agilidade aos cursos; a extensão tornou-se produtora de conhecimento e, portanto, indissociável do ensino e da pesquisa, além da definição, neste período, de uma política de recursos humanos com forte concentração na qualificação e na formação.

José Henrique de Faria

José Henrique de Faria retratado na galeria da Sala dos Conselhos - Foto: Reprodução

CONQUISTAS ─ Segundo o professor, muitas outras significativas ações foram conquistadas durante a gestão do professor Faria, entre elas, a implantação, com recursos do orçamento geral, do maior programa de bolsas destinadas aos estudantes de graduação do país. Na época, a UFPR foi também a primeira entidade a criar a bolsa-cultura; a criação, com o apoio da Funpar, do Escritório de Relações Externas; a implantação de um programa voltado aos movimentos sociais, inclusive com a criação de unidade Administrativa específica, com base na parceria entre o saber popular e o acadêmico, em que a produção do conhecimento viabilizou a transformação do ensino e da realidade.

A adoção de uma política clara de distribuição de recursos, baseada em critérios objetivos foi outra das metas tornadas realidade, assim como o desenvolvimento de um modelo de planejamento institucional que se tornou referência entre as demais Instituições de Ensino Superior.

“Nessa perspectiva, independentemente das concepções que norteiam as gestões, estas compõem um processo e, deste modo, antecedem e ultrapassam a si mesmas. A gestão da Universidade Federal do Paraná, no período compreendido entre 27 de abril de 1994 a 26 de abril de 1998, especificamente, se constituiu em um processo decorrente de experiências anteriormente acumuladas. Esteve vinculada por princípios, compromissos institucionais e por identidade de concepção quanto à natureza e às funções de uma universidade pública, à gestão de 1990 a 1994. O referido plano da Administração inovou ao propor objetivos e metas vinculados a programas integrados aos princípios e compromissos institucionais”, complementou o professor.

CIDADANIA ─ Envolvida com a qualidade de vida dos cidadãos, a UFPR desenvolveu, nesta gestão, um programa pioneiro voltado às pessoas com deficiência ─ além da preocupação em criar melhores condições de convivência e locomoção, teve sobretudo o objetivo de levar essa discussão para o interior dos currículos. Ampliando suas atividades, entre inúmeras e múltiplas ações, a UFPR passou de sete laboratórios didáticos para 20 unidades dedicadas à graduação e pós-graduação, com mais de 500 microcomputadores ligados e acessando a rede corporativa. “Não se pode deixar de mencionar, com ênfase, à restauração do Prédio Central, hoje “Símbolo de Curitiba” ─ área emblemática da cidade e do estado, que se tornou possível com o apoio da Prefeitura Municipal. A reforma atingiu a área externa e a parte interna, cujo projeto previa os espaços destinados à Arte e Cultura; à Ciência e Tecnologia e à Faculdade de Direito”, refletiu o professor.

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