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Ciência e Tecnologia

Professora da UFPR pesquisa desastres naturais com impacto no desenvolvimento mundial a partir do caso do Vale do Rio Doce

Superintendência de Comunicação Social     28 de janeiro de 2019 - 15h57

Professora do Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Raquel Rangel de Meireles Guimarães desenvolverá atividades no Instituto Internacional para Análise de Sistemas Aplicados (IIASA), na Áustria, a partir de julho deste ano. A oportunidade se deu a partir da aprovação junto a outros três pesquisadores brasileiros no Programa Capes/IIASA de Pós-doutorado, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O projeto que será desenvolvido por Raquel foi contemplado na área de planejamento urbano e regional/demografia e leva o título “População, i(mobilidade) e inundações: um estudo de caso do Vale do Rio Doce no Brasil”.

A professora explica que o IIASA é um instituto internacional envolvido na investigação científica em questões de fronteira e com grandes implicações para o mundo. “Seu caráter interdisciplinar e com pesquisadores de ponta representa a possibilidade de que eu possa aprimorar ainda mais não só estudos acadêmicos, como também gerar pesquisas que tenham impacto importante sobre questões relevantes para o desenvolvimento mundial”, diz Raquel.

Objetivo da pesquisa é contribuir para a formulação de políticas públicas a partir de um estudo de caso do Vale do Rio Doce (MG), no Brasil. Na foto, enchente de 1979. Foto: Gilvan Guedes (Cedeplar/UFMG)/Arquivo pessoal

Objetivo da pesquisa é contribuir para a formulação de políticas públicas a partir de um estudo de caso do Vale do Rio Doce (MG), no Brasil. Na foto, enchente de 1979. Foto: Gilvan Guedes (Cedeplar/UFMG)/Arquivo pessoal

A diretora de relações internacionais da Capes, Connie McManus, acrescenta que o Instituto conduz pesquisas orientadas à resolução de questões demasiadamente complexas para um único país ou disciplina acadêmica resolverem. “Estas pesquisas [aprovadas no programa] incluem problemas que afetam o futuro de toda a humanidade, como mudanças climáticas, segurança energética, envelhecimento populacional e desenvolvimento sustentável”, afirma.

Os critérios de seleção do IIASA envolvem qualidade e novidade da pesquisa, mérito do candidato e potencial da pesquisa de ter um caráter interdisciplinar e transversal. Os projetos são avaliados tanto no Instituto quanto na Capes. A professora da UFPR pesquisa as áreas de Demografia e Economia do Desenvolvimento há mais de 10 anos, nas quais também realizou consultorias para os governos federal, estaduais e municipais.

Mobilidade populacional, vulnerabilidade
socioeconômica e desastres naturais

A proposta da pesquisa da professora da UFPR é contribuir para a literatura existente e para a formulação de políticas públicas a partir de um estudo de caso do Brasil. Raquel pretende examinar se e como a exposição individual a inundações induziu ou não a migração em um cenário de intensa urbanização, a cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais. “Numa proposta que considero inovadora, propus abordar a temática da mobilidade populacional, vulnerabilidade socioeconômica e desastres naturais (no caso, episódios de inundação)”, diz.

Raquel Rangel de Meireles Guimarães foi aprovada para pós-doutorado na Áustria com proposta inovadora na área de planejamento urbano e regional/demografia. Foto: Marcelo Almeida/Divulgação

Raquel Rangel de Meireles Guimarães foi aprovada para pós-doutorado na Áustria com proposta inovadora na área de planejamento urbano e regional/demografia. Foto: Marcelo Almeida/Divulgação

A professora, demógrafa e economista do desenvolvimento explica que a relação entre inundação e mobilidade é mediada por vários fatores, incluindo a vulnerabilidade das famílias, a capacidade de suavizar o consumo, uso de tecnologias, entre outros. Consequentemente, a vulnerabilidade de indivíduos, famílias e comunidades pode aumentar ou diminuir a capacidade de resposta aos riscos. “Em outras palavras, os estressores ambientais não afetam todas as pessoas da mesma maneira e, portanto, a propensão à mudança de residência não responde aos estressores ambientais de uma única maneira”, acrescenta Raquel.

De acordo com a pesquisadora, em um episódio de risco natural, a mobilidade (ou imobilidade) dos indivíduos pode ser vista como o resultado de um processo complexo de tomada de decisões para melhorar a subsistência, considerando falhas de mercado e mecanismos de estabilização de renda.

Com duração de dois anos, o estudo ainda terá apoio da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima/Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Por Chirlei Kohls
Parceria Superintendência de Comunicação e Marketing (Sucom) e Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR


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