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Ciência e Tecnologia

Pesquisas da UFPR sobre código de cores para cegos e moda funcional para deficientes recebem prêmio de inclusão

Superintendência de Comunicação Social     5 de dezembro de 2018 - 20h02

Reconhecer cores em objetos e se vestir com autonomia está se tornando mais acessível a deficientes visuais e físicos, respectivamente. Dois projetos desenvolvidos na Universidade Federal do Paraná (UFPR) trazem novas técnicas para melhorar a qualidade de vida e proporcionar independência a pessoas com deficiência. Ambas as pesquisas foram reconhecidas no Prêmio Viva Inclusão, organizado pela prefeitura de Curitiba, onde também ocorreu a solenidade de premiação nesta segunda (3), Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Os trabalhos da UFPR estiveram entre os 10 que receberam troféu de destaque – ao todo, foram 60 inscritos. A autoria dos projetos é das doutorandas Sandra Regina Marchi, do programa de pós-graduação em Engenharia Mecânica da UFPR, que criou um código de cores para cegos, e Bruna Brogi, do Design, que desenvolveu um método de cocriação de roupas para deficientes – ambas iniciaram os estudos em 2015 e devem defender a tese em fevereiro do ano que vem. “O prêmio é um reconhecimento do nosso trabalho, porque a pesquisa não é fácil. Foram anos de dedicação e muito esforço até chegar a esse resultado”, disse Sandra.

Doutorandas da UFPR, Sandra Regina Marchi e Bruna Brogin venceram prêmio de inclusão pela criação de um código de cores para cegos e de um método de cocriação de roupas para deficientes, respectivamente. Foto: Nicolle Schumacher/Sucom-UFPR

Doutorandas da UFPR, Sandra Regina Marchi e Bruna Brogin venceram prêmio de inclusão pela criação de um código de cores para cegos e de um método de cocriação de roupas para deficientes, respectivamente. Foto: Nicolle Schumacher/Sucom-UFPR

Para o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, o resultado da primeira edição do prêmio foi surpreendente e trouxe um acervo de propriedade intelectual. “Vamos guardar os trabalhos no arquivo das ideias que a cidade tem para ao longo dos próximos orçamentos irmos aplicando e realizando”, disse. Os projetos com maior número de inscrições foram da área de educação, seguida da saúde e do esporte.

Código de cores para cegos

Trazer autonomia e independência para pessoas cegas e com baixa visão a partir do reconhecimento de cores em objetos é uma das propostas do sistema de código de cores See Color. O código tátil desenvolvido pela doutoranda Sandra Regina Marchi, do programa de pós-graduação em Engenharia Mecânica da UFPR, traz diferenciais em relação a outros já existentes: tamanho pequeno baseado nos pontos do Braille, facilidade em aprender (com memorização em 20 minutos) e associação à teoria das cores.

Sandra explica que com essas características, a linguagem se torna universal. “Esperamos que como uma tecnologia assistiva e um design universal esse código vá para as escolas e depois chegue à indústria, tendo Curitiba como iniciante desse projeto para o mundo”, afirma. Um material didático sobre cores também foi desenvolvido, possibilitando o ensino para crianças com e sem deficiência visual.

O sistema já conta com 94 cores, que tem códigos criados a partir das cores primárias (vermelho, azul e amarelo), secundárias (laranja, roxo e verde) e neutras (branco e preto). Os pesquisadores já ministraram palestras sobre o projeto em Curitiba e Ponta Grossa. Além disso, Sandra foi convidada para falar sobre o código de cores no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), evento sobre empreendedorismo criativo que ocorreu em novembro, em São Paulo.

A tese é orientada pelos professores Maria Lúcia Okimoto e Ramón Sigifredo Paredes, e contou com parceria do professor Milton José Cinelli, da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC).

Moda funcional para deficientes

Roupas com botões de ímã para facilitar a vestibilidade, com todos os acessórios fixados para que não haja necessidade de manusear, com alças para ajudar a puxar a peça. Essas são algumas das características e funcionalidades proporcionadas para deficientes, principalmente físicos, a partir do método de cocriação de moda funcional Co-wear.

Autora do projeto e doutoranda em Design na UFPR, Bruna Brogin explica que existe uma demanda de moda funcional, porque a indústria não produz roupas para pessoas com deficiência. “A proposta da pesquisa é suprir essa necessidade, levando informação para empresas e estudantes aprenderem a desenvolver moda inclusiva”, diz. O método visa a cocriação junto a deficientes para confirmar se as peças atendem às necessidades deles, se proporcionam autonomia, qualidade de vida e conforto.

Durante o processo de pesquisa, foram confeccionadas roupas para cerca de 10 deficientes e ministradas palestras e workshops ensinando o método em cinco cidades do Paraná e de Santa Catarina. Em novembro, Bruna ainda palestrou no Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva, em Florianópolis.

A tese é orientada pela professora Maria Lucia Okimoto e o projeto é desenvolvido em parceria com a Rede de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva. O grupo é formado por pesquisadores de programas de pós-graduação de Engenharia Mecânica, Design e Engenharia de Produção da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Assista abaixo à matéria produzida pela UFPR TV:

Clique aqui e acesse uma galeria de fotos da solenidade do Prêmio Viva Inclusão.

Por Chirlei Kohls
Parceria Superintendência de Comunicação e Marketing (Sucom) e Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR


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