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Ciência e Tecnologia

Pesquisadores da UFPR propõem soluções para mobilidade urbana, direito e saúde com desenvolvimento de cidades inteligentes

Superintendência de Comunicação Social     16 de janeiro de 2019 - 14h33

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve três projetos aprovados no edital de apoio à infraestrutura de pesquisa em áreas temáticas do Fundo de Infraestrutura (CT-Infra), da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em dezembro. Ao todo, o edital contempla cinco áreas: Biotecnologia, Ciências Biomédicas, Engenharias, Ciências Sociais e Nanotecnologia. Confira uma série de matérias sobre os projetos submetidos e aprovados.

A utilização do transporte público e os atendimentos jurídicos e em saúde em Curitiba devem ter melhorias a partir de um estudo de armazenamento e análise de dados feito por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A proposta é criar um laboratório de inteligência artificial para melhorar a gestão pública municipal na oferta de serviços nas áreas de mobilidade urbana, direito e saúde. O projeto foi aprovado na área de Ciências Sociais do edital de apoio à infraestrutura de pesquisa em áreas temáticas do Fundo de Infraestrutura (CT-Infra), da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), em dezembro, e receberá R$ 637 mil – não há previsão para envio do valor.

Com os recursos, que serão utilizados para compra de equipamentos e softwares, será criado e implantado o Laboratório de Inovação para Cidades Inteligentes (Linci). O desenvolvimento de cidades inteligentes será feito por meio de armazenamento e análise de dados a partir de técnicas de Big Data, com ferramentas gerenciais online, como o monitoramento de indicadores de desempenho e coleta de dados em tempo real. Em um primeiro momento, a pesquisa tem fins acadêmicos, mas há possibilidade de transferir o conhecimento para as entidades e órgãos públicos que devem ser envolvidos.

Melhorar a disponibilidade de veículos para a população é um dos resultados esperados na área de mobilidade urbana do projeto. Legenda: Foto: Nicolle Schumacher/Sucom-UFPR

Melhorar a disponibilidade de veículos para a população é um dos resultados esperados na área de mobilidade urbana do projeto. Foto: Nicolle Schumacher/Sucom-UFPR

O professor Cassius Tadeu Scarpin, do Departamento de Administração Geral e Aplicada da UFPR, explica que as cidades inteligentes aproveitam as tecnologias digitais para alcançar padrões de consumo e produção mais sustentáveis no ambiente urbano. “O país passa a ter através deste laboratório [da UFPR] a possibilidade de liderança na América do Sul no desenvolvimento de soluções de base para viabilizar a efetiva implementação deste conceito [de cidades inteligentes]”, diz.

De acordo com Scarpin, o Laboratório visa trazer resultados como aumento na utilização de transporte público e na velocidade de atendimento jurídico e na saúde. “A ideia é mostrar indicadores públicos e propor análises de questões sociais relacionadas a trânsito, saúde e direito”, acrescenta.

O projeto envolve oito programas de pós-graduação: Sociologia, Métodos Numéricos em Engenharia, Direito, Medicina (Clínica Cirúrgica), Psicologia, Gestão da Informação, Administração e Engenharia de Produção. Participam professores, doutorandos e mestrandos.

Temas relacionados aos propostos no projeto, principalmente transporte público e saúde, são pesquisados pelo Grupo de Tecnologia Aplicada a Otimização (GTAO), liderado pelo professor Scarpin, da UFPR, há cerca de três anos.

Horários de transporte público mais atrativos

Entre os resultados esperados pelos pesquisadores na área de mobilidade urbana, está propor alternativas de cobrança de tarifas aos usuários para manter ou melhorar o nível de serviço prestado, reduzir o preço médio pago pelos passageiros e melhorar a disponibilidade de veículos para a população.

Temas relacionados aos propostos no projeto, principalmente transporte público e saúde, são pesquisados pelo Grupo de Tecnologia Aplicada a Otimização (GTAO), da UFPR, há cerca de três anos. Foto: Divulgação

Temas relacionados aos propostos no projeto, principalmente transporte público e saúde, são pesquisados pelo Grupo de Tecnologia Aplicada a Otimização (GTAO), da UFPR, há cerca de três anos. Foto: Divulgação

De acordo com o professor Scarpin, o projeto visa o desenvolvimento de um centro de operações de excelência e inteligência com ferramentas gerenciais online, como indicadores de desempenho das linhas, problemas pontuais, gestão de frotas emergenciais, entre outras.

Análise mais rápida de processos jurídicos

Os impactos sociais esperados na área de direito dizem respeito a relações de trabalho e acesso à justiça, com a produção de base de dados digitais sobre direitos humanos do trabalho e novas relações de trabalho. A divulgação deve ser feita por meio de plataforma digital do projeto de pesquisa, permitindo o acesso à comunidade. O teste e validações dos produtos e serviços devem ser em situações reais por meio dos atendimentos ao cidadão na clínica de Direito do Trabalhador da UFPR.

“Os produtos e serviços derivados deste eixo deverão contribuir para os esforços em andamento para conferir maior agilidade, transparência e celeridade à justiça, auxiliando para a ampliação do processo democrático e de desenvolvimento da cidadania no país”, diz o professor Scarpin.

Melhoria na gestão de filas em atendimento de saúde

Na área da saúde, a proposta é criar uma plataforma de priorização de pacientes nas filas do sistema de saúde, seja ela cirúrgica ou clínica, e estudar a descentralização e regionalização dos serviços de saúde.

Para o professor Scarpin, quando se fala em fila no setor da saúde, principalmente na gestão da saúde pública, fica claro que uma abordagem cronológica é ineficiente, pois os critérios de priorização vão desde a urgência do procedimento até o impacto social da espera na vida o paciente. “O uso da inteligência artificial e um sistema de decisões distribuídas ajudarão os profissionais na gestão das filas e priorização de pacientes”, considera.

Por Chirlei Kohls
Parceria Superintendência de Comunicação e Marketing (Sucom) e Agência Escola de Comunicação Pública e Divulgação Científica e Cultural da UFPR


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