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Extensão e Cultura

Organizado por professores da UFPR e do IFPR, livro resgata lutas de movimentos sociais paranaenses

Camille Bropp     18 de abril de 2018 - 13h00

No fim dos anos 70, um grupo de famílias que seriam retiradas de Santa Helena devido às obras da Itaipu Binacional se organizou em um movimento chamado “Justiça e Terra”. Faltavam menos de dois anos para o fim das obras e muitos agricultores não haviam sido indenizados ou reclamavam da ausência de “preço justo”, citando o slogan de uma propaganda da empresa com Lima Duarte. Fizeram um cerco ao escritório da Itaipu que durou 16 dias e, quando impedidos pela polícia de ficar na empresa, acamparam por mais 54 dias no trevo de acesso à transnacional. Assim criou-se um precedente para atingidos por barragens Brasil afora. “O Movimento Justiça e Terra contribuiu para que não fosse mais tão fácil ‘limpar’ a área destinada à construção de reservatórios”, escreve a geógrafa Guiomar Germani.

Essa é uma das histórias resgatadas no livro “Paraná Insurgente”, que reúne artigos científicos de 22 historiadores, geógrafos e juristas que se dedicam a estudar movimentos sociais paranaenses. O livro foi organizado pela professora de História da UFPR Joseli Maria Nunes Mendonça e pelo professor Jhonatan Uewerton Souza, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR). A obra está disponível a partir deste mês para download gratuito (aqui) e será lançada no próximo dia 4, no Campus Reitoria, em Curitiba.

Manifestantes do Movimento Justiça e Terra na sede da Itaipu e em acampamento em trevo de acesso em Foz do Iguaçu em fotografias de 1979 publicadas pelo jornal Nosso Tempo; e a capa do livro “Paraná Insurgente”. Imagens: Reprodução/Monografia “Movimento Justiça e Terra: memória, fotografia e imprensa – nas páginas do jornal Nosso Tempo (1980-1982)”, de Rosângela Daiana dos Santos (Unila); e Reprodução

“A ideia do livro é dar visibilidade a histórias do povo do Paraná que acabam não chegando às salas de aula e à população em geral”, conta Joseli Mendonça. Na apresentação do livro, a historiadora menciona que o rótulo de “estado conservador”, muitas vezes citado como se fosse consensual entre o povo paranaense, também contribui para que os movimentos de resistência fiquem distantes da memória coletiva.

Tiragem

O livro tem capítulo exclusivo sobre a insurgência dos escravos africanos no Paraná antes e depois da abolição da escravatura — uma das principais áreas de estudo de Joseli –, mas abrange história e lutas sociais desde o século XVIII. Os textos abordam também disputas por terra e a militância de trabalhadores urbanos e oposição política a repressão de liberdades e perda de direitos.

Para complementar o lançamento do e-book, os autores patrocinaram uma tiragem pequena da obra, cujos exemplares estarão disponíveis no evento em Curitiba.

Lançamento do livro “Paraná Insurgente” com sessão de autógrafos
Data: 4/5 (sexta-feira)
Horário: a partir das 18h30
Local: Anfiteatro 400, no Ed. D. Pedro I, na Reitoria (R. XV de Novembro, 1299, Centro)
Download do livro aqui.


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