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Netos do engenheiro militar Baêta de Faria resgatam as memórias do avô nos 100 anos da UFPR

Sonia Loyola     11 de dezembro de 2012 - 9h16

Reinaldo Baêta e Vivian Curial Baêta de Faria - Foto: Leonardo Bettinelli

Reinaldo Baêta e Vivian Curial Baêta de Faria - Foto: Leonardo Bettinelli

Na proximidade do centenário da UFPR, alguns resgates são incondicionalmente importantes para contar, em recortes, essa história de vários palcos e de muitos atores. Nesse sentido, a lista de pessoas que fizeram esse percurso é, certamente, incontável. Mas todas, sem exceção, merecem ser homenageadas e reconhecidas.

Não poderia ser diferente em se tratando dos netos daquele que foi o precursor de uma feliz ideia: a projeção do Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná, o engenheiro militar Guilhermino Baêta de Faria. A engenheira civil Vivian Curial Baêta de Faria e o arquiteto Reinaldo Baêta são descendentes diretos de dois dos sete filhos do engenheiro. Também são ex-alunos da universidade.

Lembranças ─ “Se eu tivesse que escolher em conhecer alguém durante minha vida, com certeza seria o meu avô”, contou a neta Vivian. Por sua vez, Reinaldo lembrou que ambos não tiveram o privilégio de conhecê-lo, visto que o engenheiro nasceu em 1876 e faleceu em 1939. “Dos sete filhos do nosso avô, apenas uma ainda é viva, atualmente com 92 anos. Chama-se Mercedes Baêta Ludovici, graduou-se em Medicina com a primeira turma de formandos do curso na UFPR”, relembrou Reinaldo.

“Crescemos vendo as fotos do Prédio Histórico na casa da nossa avó paterna. Foi uma memória sempre presente na nossa infância e adolescência, enriquecida pelos comentários positivos a respeito do avô Baêta. Desse acervo de recordações, sempre ficou muito nítido para nós o lado humano dele e o tratamento diferenciado que despendia aos seus subordinados”. O neto Reinaldo esteve em contato com a universidade durante seis anos, tempo necessário para a elaboração das pesquisas que resultaram no livro “Baêta de Faria ─ Um empreendedor nos primeiros anos da República (1876 – 1936)”, de autoria do historiador Marcelo Saldanha Sutil, publicado em 2006.

Baêta de Faria ─ “Interessante ressaltar que nosso avô não foi somente o criador do projeto do Prédio Histórico da Praça Santos Andrade, ele foi ainda o primeiro professor catedrático da disciplina de Resistência dos Materiais e Estabilidades das Estruturas do curso de Engenharia Civil da UFPR”, disse Vivian. Outro fato que merece ser mencionado é que a Praça Santos Andrade não existia naquela época, portanto, a fachada do prédio foi projetada de frente para um terreno baldio, explicou.

Sonho ─ “Gostaríamos muito de tê-lo conhecido, refletiram novamente os primos. Juntos, eles reverenciam a memória do avô em cada uma das vezes que passam pela frente do edifício, obra viva e testemunha do sonho de um grande empreendedor e empresário que, se hoje estivesse presente entre nós, com certeza diria: valeu a pena”, concluíram.

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